Suborno na Copa da África
Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 26 Janeiro 2008
Duas seleções, primeiro a de Benin e depois a da Namíbia, denunciaram que foram procuradas por apostadores ilegais e que esses lhes ofereceram dinheiro para que entregassem partidas.
O caso da Namíbia teve mais detalhes. O presidente da federação da Namíbia disse que uma pessoa procurou dois atletas e ofereceu 30 mil dólares (cerca de R$ 53 mil) a cada jogador da equipe para entregar o jogo para a Guiné, no encerramento da fase de grupos.
O apostador teria se oferecido a entrgar metade do dinheiro adiantado, mas a equipe da Nampibia disse ter recusado qualquer negociação.
JoaoBittar disse
De alguns poucos anos pra cah, as casas de apostas ganharam um tamanho impressionante e se tornaram tao poderosas a ponto de patrocinar dois dos maiores clubes do mundo, Milan e RealMadrid.
Por outro lado anuncios desses estabelecimentos ganham cada vez mais espaco nos sites de jornais esportivos, inclusive no Brasil.
Assim como cada vez mais, aparecem historias de suborno e fabricacao de resultados com apostadores envolvidos em todos os casos.
Faz sentido que esperemos que acontecam cada vez mais casos e em campeonatos cada vez mais importantes.
Triste nao?
Bittar, por muito tempo fui absolutamente contra qualquer forma de jogo privado por isso tudo o que você diz. Mas, como de costume, proibir é pior do que regulamentar. Essas empresas de jogo, que na Inglaterra, existe talvez desde Robin Hood (que dar para os pobres, que nada, ele era sim um viciado em jogo, hehehe), funcionam de modo razoavelmente correto.
O que deveria haver, como na Bolsa, é alerta para especulações. Se a situação de desequilibrasse demais, novas apostas nesse time seriam bloqueadas. Reduzindo a margem de lucro dos trambiqueiros, diminui o incentivo para trambicar. E as casas de apostas deveriam criar um fundo internacional para combater o mercado negro.
Rica disse
Pouco tempo atrás vc postou sobre o numero elevado de patrocínadores que apareciam no backdrop de um time grego. Pois bem, agora te desafio a contar o numero de patrocínios em todo o uniforme do Mirassol.
Já vi que são muitos, Rica, mas ainda não contei. Parece macacão de piloto.
Leopoldino Costa disse
Infelizmente estes casos vão manchando a festa do futebol. Os resultados já não são totalmente expontâneos e fruto da criatividade das equipas. Aqui em África, o perigo é maior, frente a carência que alguns clubes enfrentam, principalmente quando já têm tudo a perder. Felizmente, algumas resistem, e tratando-se de nações, elas preservam a sua dignidade e o orgulho do seu povo. Parabéns às selecções que recusaram estes propósitos e espero que a confederação africana e o governo do Ghana punam estes corruptos do desporto.
Rubens Leme disse
Na verdade, o futebol é um dos esportes mais “limpos” do meio, em minha opinião. Impressionante é o que se faz no tênis. Existem claros indícios de suborno e doping e nada se faz.
O doping é particularmente ridículo no tênis: nos últimos anos, vários tenistas argentinos foram suspensos de maneira correta por terem se dopado. Mas há uma grita histórica contra Agassi, por exemplo, que estava praticamente morto no meio da década de 90 com quase 100 kg e abaixo do Top 200. Ele jura que recuperou a forma com muita malhação, mas o que espanta é que ele tenha atingido o seu auge depois dos 30 anos, quando nenhum tenista praticamente mantém a intensidade. Não foram poucos os que reclamaram disso, mas sendo ele, na época, o tenista mais carismático e rentável do circuito, foi protegido.
Outro caso espantoso é o espanhol Nadal. Com apenas 20 anos, Nadal já possui contusões de atletas veteranos ou que deveriam surgir após os 25, 26 anos. Ele joga cheio de faixas e esparadrapos e me desperta a seguinte polêmica: como um garoto dessa idade pode ter um físico de Hércules e por quanto tempo ele resiste? não acredito que dure nesse nível mais 3 ou 4 anos.