Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Posts de Fevereiro 9th, 2008

Petrobras e Flamengo, juntos

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

Depois de gritar, bufar e bater no peito de que havia uma fila de candidatos para patrocinar o clube, a diretoria do Flamengo aceitou a proposta da Petrobras de pagar R$ 16,2 milhões/ano pela extensão do patrocínio, que vem desde 1984.

Desse valor, R$ 15,7 milhões serão pagos pelo patrocínio de camisa e R$ 500 mil irão para  outro contrato, ainda a ser elaborado, para o patrocínio da futura TV Flamengo – e o clube só irá receber quando a TV estiver no ar ou perto disso.

Os R$ 15,7 milhões equivalem ao valor que o Rubro-Negro já recebia antes, mais a correção monetária dos últimos anos. Ou seja, a Petrobras não deu nenhum centavo a mais do que no contrato anterior.

Esse novo acordo irá até o final do ano. Para 2009, a diretoria promete um aumento substancial na receita. Da mesma forma que dissera que iria acontecer hoje.

Mais uma vez, se prova que, para o bem ou para o mal, o tamanho de um clube, país, sindicato etc é seriamente limitado pela competência dos seus governantes.

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Brincando de vidraça – 11

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

“Tive várias propostas bem mais rentáveis para atuar no exterior, mas preferi assinar com a Desportiva, principalmente para colaborar com o crescimento do futebol capixaba.”

Sávio, ao anunciar sua volta ao futebol do estado onde nasceu.

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Idéias para o futebol

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

Membro do comitê do futebol, um colegiado da Fifa do qual só participam grandes craques e árbitros do passado, Pelé propôs que nas faltas cometidas pelo último homem da defesa não seja permitida a formação de barreira, isto é, que ninguém possa ficar na trajetória entre a bola e o gol.

Pelé também defendeu a cobrança do lateral com os pés e que um jogador que machuque um adversário tenha que ficar fora de campo durante o atendimento médico.

O craque inglês Bobby Charlton propôs que uma comissão assista a todos os jogos no dia seguinte às partidas para verificar e punir jogadores que se atirem para cavar faltas. A punição não teria nenhuma influência no resultado do jogo.

Michel Platini propôs que em caso de tiro de meta em que a bola não saia da grande área, a não ser por acidente, o cobrador deve receber cartão amarelo.

Hugo Sánchez propôs que seja acrescido mais tempo à partida em razão das paralisações.

O ex-árbitro italiano Paolo Casarin defendeu que os árbitros sejam mais enérgico  com os agarrões dentro dá área, especialmente em escanteios.

Por último, o comitê apoiou a idéia da tese 6+5 (cada time tem que colocar pelo menos cinco jogadores que possam atuar pela seleção do país onde a equipe está inscrita), mas acharam um desperdício de dinheiro a tecnologia da bola inteligente, pois consideram que essas dúvidas acontecem muito raramente. E Platini, que também é presidente da Uefa e aliado de Blatter, fez pressão pela aprovação da sua tese do quinteto de arbitragem, mas não houve consenso.

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“Férias forçadas”

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

POR RUBENS LEME

Pedi que Marcelo publicasse isso no blog dele, embora tenha o meu pessoal. A razão é que o meu não é mais para futebol. Eu tinha dito a ele que se o Palmeiras assinasse com… bem… com o malabarista de circo de segunda classe, tiraria uma licença de torcer pro meu time. Vou cumprir.

Tirar licença não significa trocar de time. Não sou vira-casaca, odeio quem trai a si mesmo, antes de tudo. Quem passou pelas privações de ser palmeirense nos últimos 30 como passei, não iria agora fazer tal insanidade.

Mas cansei. Canse de ver coisas absurdas em um time que aprendi a amar há mais de 30 anos. E olha que as humilhações foram inúmeras. Derrota de 6×1 para o Santos com dois gols de Serginho II; gol de calcanhar de Mário Sérgio, 5×1 do Corinthians, com três gols de Casagrande; derrotas para XV de Jau e ASA, título paulista para a Inter, etc…

Esse último, aliás, escapou de ser pior não fosse o meu pai – corintiano – sair de rifle em punho quando vinte amigos meus saíram de uma festa direto até minha casa com  o propósito de me sacanearem. Enfurecido por ter sido acordado pelo barulho da campainha e pelos murros no portão, o cirurgião-ortopedista abriu o portão com ódio, engatilhou a arma e mandou “o que vocês querem com o meu filho?”. Imaginem o medo deles. E o meu orgulho.

Mas o amor também nos trai e quando isso acontece é preciso um tempo para nos recuperarmos. Onde fui que errei? Não sei. Onde foi que a outra parte errou? Essa resposta não cabe a mim.

O que cabe a mim é um protesto silencioso. Não vou xingar, berrar, apenas fazer greve. Não ouvirei e assistirei a jogos do meu time, ganhe ou perca; seja campeão ou não. O Palmeiras hoje, é  algo que me entristece.

Maiakóvski disse que sem forma revolucionária não há arte revolucionária. O meu gesto não vai revolucionar nada, mas pode revolucionar a forma com a qual sinto e penso o futebol. Não sou o primeiro a entrar em licença; meu pai fez isso quando Edmundo foi pro Corinthians, em 96, e acho que até o Marcelo fez isso no mesmo período. Não estou copiando ninguém. Estou mostrando meu repúdio apenas.

Denílson é muito para quem sempre amou futebol. O futebol não é mais o futebol que aprendi a amar e acho que, se fosse menino hoje, dificilmente me ligaria ao esporte por falta de referenciais e exemplos.

A “greve” começa hoje. Continuarei participando do blog, mas não com a mesma paixão. Coisas do futebol.

Comentário do blog: Rubens, não há como negar que você tenha motivos para fazer o que fez. Ainda mais depois da declaração do Denílson de que, se fizer gols contra o São Paulo, não vai comemorá-los.

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Masoquismo em dose dupla

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

Denílson foi o jogador que gerou mais dinheiro ao São Paulo. Há mais de dez anos, o clube paulista faturou mais de 34 milhões de reais por um jogador que nem estava completamente formado ainda e que se revelou uma das maiores decepções da história do futebol europeu.

Com o dinheiro do Denílson, o São Paulo poderia ter construído um CT só para ele e ainda sobraria bastante dinheiro. Quando voltou a São Paulo, sem clube, Denílson foi logo proibido de treinar no CT tricolor, sob o argumento de que era má influência.

E aí foi treinar no Palmeiras. Conseguiu até um contrato. Mas aí disse que se fizer um gol contra o São Paulo, um dos maiores rivais do Palmeiras, não comemorará em “respeito” ao clube que o revelou, faturou com ele e depois chutou. Isso é que gostar de sofrer.

Só perde para o masoquismo do Palmeiras, clube que é capaz de um desrespeito (aqui sem aspas) ao clube que paga seu salário.

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Divirta-se – 3

Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 9 Fevereiro 2008

Alguns vídeos de Cristiano Ronaldo (todos com mais de 5 milhões de exibições)

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