Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Peso pesado contra Juvenal

Publicado por Marcelo Damato em Terça-feira, 12 Fevereiro 2008

A oposição são-paulina decidiu lançar o ex-judoca Aurélio Miguel candidato à presidência do clube. Quer aproveitar a imagem dele, de quem enfrentou ditaduras. No dia 24 de janeiro, o Conselho Deliberativo, controlado por Juvenal Juvêncio, aprovou medida que estende os futuros mandatos presidenciais de dois para três anos.

Juvenal é franco favorito. Aurélio, que é vereador paulistano, diz que, se for eleito, abandonará a vida pública.

29 Respostas para “Peso pesado contra Juvenal”

  1. Lucas Camargo disse

    Que ditaduras foram essas que o Aurélio enfrentou? Que eu saiba, ele só andou triscando os bigodes com um ex-presidente da confederação de judo…

  2. Eduardo disse

    Que baboseira, o cara foi eleito pelo PL e vem falar que vai lutar contra ditaduras! Ê palhaçada, nada como usar um time de futebol como palanque eleitoral!
    Isso tá parecendo a antiga oposição palmeirense, que se dizia de vanguarda e depois que foi eleita não mostrou nada de inovadora, tá fazendo tudo que os outros fizeram.

    Mas, por outro lado, Eduardo, o Aurélio pode ajudar a fortalecer a oposição do São Paulo, que estava ficando perigosamente pequena. E você sabe que é a alternância no poder que sempre mantiveram o clube na linha.

  3. Eduardo disse

    Mesmo com esse discurso “democrático”, não acho que o Aurélio Miguel seria um bom presidente. Pode ser ditadura, prorrogação de mandato, continuísmo, seja lá o que for, mas hoje não tem ninguém melhor para o São Paulo do que o Juvenal e a sua trupe, pode até ter, mas entre o Juvenal e o Aurélio Miguel, o Juvenal é franco favorito e uma boa opção.

  4. Filemon disse

    Lucas, mas em se tratando de São Paulo, o caríssimo Aurélio é quase um revolucionário (brincadeirinha blogueiros tricolores..rsrs). Agora, esse negócio de abandonar vida pública é bem simples. Se ganhar a presidência, ótimo. Se perder, terá conseguido no mínimo um bom espaço de mídia gratuita e providencial ajuda pra reeleição que é esse ano. De qualquer jeito, Aurélio dará um ippon.

  5. JoaoBittar disse

    Boa pergunta do Lucas. Fora a CBJudo, nao lembro de nada. Aurelio Miguel se elegeu vereador vendendo a imagem de medalhista olimpico e saopaulino dedicado (nao sei se eh ).
    Seu partido tambem nao eh chegado a grandes revolucoes (a nao ser semanticas passadistas) e jah tem representante na situacao. E detalhe ( importante na hierarquia dos cardeais do Morumbi ) pelo que sei, ele eh novo no pedaco.
    Oposicao me agrada, mesmo quando a situacao funciona bem, mas me cheira a arroz queimado essa candidatura. Se a oposicao saopaulina tivesse chances, talvez um dos tradicionais nomes, desses que jah foram presidentes ou diretores de futebol, fosse o indicado.
    Sorte do AurelioMiguel que eu nao voto ( hehehehe)

  6. Tenho medo [/ regina duarte], pois nao possui experiencia no futebol, e assessorado por Paulo Amaral e sua tchurma.. ahhh tenho muito medo. XD

    Alias, pensando bem, parece boi de piranha.

  7. Nelson disse

    só pode ser brincadeira!

    o cara quer brincar de trampolim politico no SPFC?!

    ps: tomei a liberdade de colocar a noticia na comunidade do São Paulo do Orkut. Com o link do blog, é claro!

    abraços Marcelo

  8. Orlando disse

    Oposição é sempre bem vinda, mesmo quando a situação vai bem. Não sei quanto à experiência futebolística e admnistrativa do senhor Aurélio Miguel, mas de qualquer forma não acho que ele faça frente ao Juvenal, pelo menos não agora. Mas se ele já se lança por agora, numa futura eleição em que a situação não vá tão bem das pernas, é possível que seu nome ganhe alguma projeção.

    Concordo 100% contigo, Orlando. O que faz a grandeza do São Paulo é a oposição atenta.

  9. Filemon disse

    Se eleito, o presidente do São Paulo será um ex-judoca do Flamengo. Durmam com um barulho desses… rsrs

    É mais fácil o Romário ser presidente do Flamengo, Filemon. Falando nisso, tô me esquecendo deste post. Vou já colocar!

  10. Clayton disse

    Aurélio Miguel é ex-judoca do São Paulo também, e começou sua atividade esportiva no clube em 1968. Integra a trinca de notáveis atletas são-paulinos composta também por Éder Jofre e Adhemar Ferreira da Silva, que já envergaram o manto sagrado tricolor.
    *
    Leandro Guilheiro, atleta do São Paulo e medalhista olímpico (bronze) em Atenas-2004, teve aulas com com o Aurélio.
    *
    Eu acho que a indicação do Aurélio Miguel, pra mim sem o menor “estofo” pra conduzir um clube da envergadura do São Paulo, é um alívio para o Juvenal Juvêncio. A situação comemora. E eu também, ehehehe…
    *
    Marcelo, acha que o judoca será páreo em abril, para JJ e sua turma? Acho que a oposição poderia ter articulado melhor…

    Clayton, eu concordo com a análise que o Maurício, alguns comentários abaixo, fez da escolha do Aurélio. A oposição não tinha nenhum nome. Botaram quem quis pôr a cara a tapa. E o Aurélio também não tem nada a perder. O objetivo dele é como candidato de partido nanico: disputa a prefeitura para ficar conhecido e depois ganhar uma vaga de deputado. E como pré-candidato, praticamente assegura sua reeleição a conselheiro.

  11. Maurício disse

    A grande verdade é que diante do grande trabalho executado pelo Juvenal Juvêncio desde que seu grupo político voltou ao poder em 2002 (ele sempre esteve por trás e dava as cartas) a oposição do São Paulo Futebol Clube, que sempre foi muito forte, não importa qual grupo político a representava, e decidiu eleições por míseros votos, foi minguamdo e minguando até quase desaparecer. Hoje a situaçãotem mais de 70% dos votantes. Li na Folha, que os cardeais (ex-presidentes) da oposição tiveram um grande dilema para esta eleição (abril/08). Ou não participavam, pois entendem que a vitória do JJ é absolutamente certa e praticamente matavam seu grupo político, ou lançavam um laranja apenas para marcar presença. Pelo jeito acharam um tremendo dum laranjão, um greap fruit, aquele cítrico grandão, que os americanos tanto gostam. Mas segundo um conselheiro o Aurélio Miguel não é bem visto, pois foi eleito pelo grupo de apoio ao Juvenal Juvêncio e no meio do caminho traiu o grupo por interesses próprios (ambição política?) e mudou de lado. Ao lançar uma pessoa totalmente inexperiente os cardeais da oposição mostram como gostam do São Paulo Futebol Clube.

    Caro Maurício
    , mais importante do que o nome, o importante é manter a oposição funcionando. Ou você acha que uma grande administração dispensa oposição? E se acha que sim, já deixo outra pergunta. Como o clube ficaria se o sucessor do Juvenal não se mostrasse à altura da expectativa? Quem iria cobrá-lo?

  12. Emerson Figueiredo disse

    A questão principal é que o JJ foi o único presidente a ser vencedor desde a gestão de Mesquita Pimenta, que enfrentou problemas de outra natureza, mas foi vencedor em campo. É isto que o torcedor quer. Quando a candidatura de oposição é mais midiática (com a escolha de um nome famoso) do que programática já está dado o indicador de que nada vai mudar.

    Emerson, é verdade que o São Paulo ficou dez anos sem títulos importantes. Mas, além de ter esquecido o Marcelo Portugal (já vi que corrigiu em comentário posterior), deixou de dizer que nesse período o clube fez investimentos importantes no estádio, além de coisas menores em CTs. Todas as fundações do Morumbi foram refeitas pelo Casal de Rei e depois o Bastos Neto investiu nos famosos amortecedores.

  13. O São Paulo foi campeão do Mundo e da Libertadores em 2005, sob a presidência de Marcelo Portugal Gouvêa.

    Apesar de não gostar do nome, fez bem a oposição, ou fará bem, em lançar Aurélio como candidato à presidência, pela importância que tem como gesto e apoiar as candidaturas de seus membros para o Conselho.

    O São Paulo destacou-se e descolou-se dos co-irmãos graças à democracia interna e à dinâmica que ela estimula.
    A manutenção de uma oposição organizada é fundamental para o São Paulo.
    Mas isso já foi dito, estou apenas reforçando.

  14. Emerson Figueiredo disse

    Marcelo Portugal foi esquecido em meu comentário, mas sua gestão e a de JJ são continuidade. Esta questão de democracia interna é conjuntural. O São Paulo foi dominado durante anos pelo grupo do Antonio Leme Galvão. Não havia alternância, só mudança de nome sob o mesmo chefe. Hoje, tirando o Casal De Rey e o Bastos Neto -que foram boicotados internamente ao extremo- o mesmo grupo manda no São Paulo há tempos.

    Não é assim, Emerson. O São Paulo por muito tempo não teve divisões formais, mas sempre teve oposição. Além disso, a divisão formal vem desde 1984, quando surgiram a chapa branca e a chapa amarela, Carlos Miguel Aidar venceu e ficou quatro anos. Seu sucesso Juvenal, ficou dois. Aí o governo mudou de lado e vieram Mesquita, Casal, Bastos e Amaral. Depois voltou o antigo grupo do Carlos Miguel, com Portugal e agora Juvêncio. Mas o São Paulo nunca teve conselho de senta-levanta, como aconteceu com o Corinthians em muitas épocas, especialmente nas ditaduras Wadih Cury (1961-1971) e Dualib (1993-2007).

  15. Emerson Figueiredo disse

    Vc não está lembrado da época do Galvão. Outros clubes também têm oposição. Só que massacradas. Hoje, a oposição ao JJ também não tem a mínima chance. E lembre-se que Casal e Bastos foram extremamente boicotados e administraram sob crise intensa. RC, por exemplo, chegou até a ser suspenso por 40 dias pelo Bastos. Marco Aurélio Cunha foi perambular por Santos e Coritiba. Coisas normais em se tratando de transição política. Mas ambos -Casal e Bastos-sofreram um desgaste diário.

  16. Emerson Figueiredo disse

    As reformas no estádio foram emergenciais, e determinadas pela prefeitura sob risco de fechamento. Não seguiu a uma lógica de planejamento. Foram anos ruins mesmo para o clube, que via Corinthians e Palmeiras ganharem tudo.

    Sem dúvida, foi assim mesmo, Emerson, mas isso essa despesa atrasou a recuperação do clube.

  17. Clayton disse

    A realidade é a seguinte, depois da morte do Antônio Leme Nunes Galvão em 2001, o grupo da atual oposição nunca mais se saiu vitorioso em um pleito. Nunes Galvão era um grande articulador, e assim apoiou todos os presidentes desde o José Mesquita Pimenta (depois afastado dos quadros do São Paulo, por causa daquela fatídica denúncia). Passando por administrações sofríveis, até chegarmos à gestão Paulo Amaral em 2000, de triste lembrança.

    De 2002 pra cá, a então oposição, capitaneada pelo Juvêncio Juvêncio, elegeu MPG naquele ano, e deverá dar as cartas pelo menos até 2014.

    Juvenal Juvêncio, lembremos, era diretor de futebol na época de Carlos Miguel Aidar, em meados da década de 80, e em seguida foi eleito presidente (88-90) , numa eleição disputadíssima contra Antônio Leme Nunes Galvão. Depois deste episódio, se estabeleceu uma divisão de correntes políticas dentro do São Paulo.

    No próximo pleito, são favas contadas. Com folga.

    Clayton, Boa a sua análise, mas a divisão no São Paulo já existia antes de 1988, embora não a ponto de formar grupos separados.

  18. Clayton disse

    Marcelo, tava lendo uma discussão no Blog do Birner, aventando a possibilidade da transformação dos clubes em S/A. Profissionalizar de fato o futebol e captar recursos mediante abertura de capital. O que você acha disso? Considera que os clubes estão perdendo uma grande oportunidade, diante do “boom” do nosso mercado acionário?

    Sem dúvida estão, Clayton, há décadas. Mas não vejo possibilidade de um clube virar uma S/A e abrir o capital em seguida. O clube tem que se sanear primeiro, virar empresa – pode ser uma sociedade por cotas negociáveis, em que cada associado ganhasse uma e alguns associados por tempo de contribuição ou serviços prestados pudessem ganhar mais uma, por exemplo -. Quando essa empresa estivesse amadurecida e um pouco mais consolidada do ponto de vista do controle, aí sim poderia abrir o capital. Abrir o capital sem fazer esses passos primeiro significa ou dar aos novos sócios o controle do clube ou manter um controle “amador” dele.
    Um modelo que já apresentado é o de criar uma empresa cujos donos seriam o clube e novos investidores, com o controle do clube. Ora, se o clube tem os problemas que tem por ser amador, esses defeitos serão estendidos à empresa e ninguém vai querer investir nela.
    Outro ponto importante é que se pode negociar cotas sem necessariamente colocá-las em Bolsa. Veja como aconteceu com muitos clubes na Europa. Os clubes ingleses são empresas, com milhares de sócios, desde o século 19 e só entraram na Bolsa na década de 90 do século 20.
    Eu gosto muito da idéia antiga do modelo inglês. Alguns sócios com fatias grandes e milhares com algumas ações. Esses minoritários têm muitos direitos, o que obriga o clube a manter um bom nível de transparência. O modelo dos bilionários russos e americanos, de um dono ou dois donos, é uma porcaria para o futebol e a sociedade, pela falta de transparência e democracia que gera.

  19. Maurício disse

    Marcelo, não querendo polemizar, não concordo com a sua colocação a respeito do meu comentário. Em momento algum falei, que não deve existir oposição, muito pelo contrário. Qdo em 1990 o sr. Galvão se candidatou para presidente e após vencer abriu mão do cargo e colocou o Mesquita Pimenta, o grupo de apoio do Juvenal Juvêncio, o outro candidato foi bastante fragilizado. E isso ficou claro durante toda a década. Mas eles não desistiram e com um belo trabalho foram se articulando, aumentando sua participação no Conselho, até que em 2002, retornaram ao poder. Neste período todo participaram das várias eleições que aocorreram, colocando sempre como candidatos conselheiros vitalícios de grande trabalho junto ao clube. O que critiquei foi a escolha feita pelos cardeais da oposição, pois o candidato Aurélio Miguel vai ter que concorrer a um novo mandato na eleição de abril/08 (renovação de parte do CD. E se ele não se reeleger, como é que fica a oposição, sem candidato? Eles tem vários conselheiros vitalícios, que não querem se arriscar a perder “feio” do JJ, dai a escolha de um laranja, como denunciou o painel da Folha. Concluindo Marcelo, a presença de uma oposição forte ao longo dos anos foi o grande fator, para o São Paulo chegar onde chegou hoje. Sem oposição a coisa pode piorar, como ocorreu com os outros clubes paulistas.

    Só como informação: a construção do Morumbi foi feita pela construtora do sr. Antonio Nunes Galvão e os problemas estruturais nunca foram devidamente explicados.

    Caro Maurício, realmente tinha entendido mal. Fico contente em saber que concordamos. Sobre a construção do Morumbi, uma vez descobri uma coisa que me deixou assustado. A técnica construtiva para fincar as fundações no terreno completamente alagadiço obrigava os operários a trabalharem em ambiente pressurizado a níveis absurdos. Essa técnica foi inventada no final do século XIX por Gustave Eiffel para a construção da famosa torre e naquela época provocou revoltas dos operários franceses. Eiffel teve que aceitar uma quantidade imensas de condições para poder executar daquela maneira. Essa história sem dúvida renderia uma bela matéria.

  20. hugo disse

    Fascinante essa lista de presidentes do SP! Cada nome pomposo! Antônio Leme Nunes Galvão, Fernando Casal Del Rei… Fala a verdade: não dá vontade de colocar um “Dr.” diante de tão belos nomes?

  21. Anísio FC disse

    José Eduardo Mesquita Pimenta…
    Mas, esse conseguiu milagrosamente sair impune daquela treta do Tilico e o empresário lá (Que eu não lembro o nome!) e o engraçado que JEMP foi pego praticamente com a boca na botija…
    Poderia ter um Dr. antes do nome também, mas poderia muito bem estar trajado com uma roupa listrada de preto e branco…
    Safou-se!

    Anísio, esse episódio da reabilitação do Pimenta eu acompanhei muito de perto. Foi capitaneado pelo advogado Ives Gandra Martins, que sustentava sua inocência. Antes da votação da reabilitação do Pimenta, fui pautado para ouvir todos os 240 conselheiros e pegar o voto de cada um. Ouvi 160 em três dias. Deu exatamente 60 a 60 e quarenta não quiseram revelar o voto. A antiga situação não queria perdoá-lo. Então Gandra Martins fez um acordo com a oposição (atual situação). Em troca da reabilitação, um grupo da situação e formou um novo bloco chamado Clube da Fé, liderado por Martins e Mesquita, e passou para a oposição. A idéia era apoiar o Ives para presidente de um Conselho (acho que o Deliberativo), outra pessoa para o outro conselho e o Carlos Augusto “Leco” de Barros e Silva (atual vice de futebol) para presidente. A coisa foi bem nos dois conselhos, mas na eleição presidencial, o Mesquita rachou e levou alguns conselheiros com ele, dando a vitória ao Paulo Amaral. O que fez o Leco perder foi justamente sua identificação com o Juvenal, de longe a pessoa mais rejeitada naqueles tempos. Como o mundo dá voltas…

  22. Disso tudo, Marcelo, qual sua opinião/impressão sobre o Mesquita e esse imbroglio do qual ele foi acusado?

    A minha opinião é que ele era culpado, Emerson. Mas, enquanto os clubes não adotarem políticas de trabsparência para seus dirigentes, tudo fica na opinião. Eu defendo que os dirigentes tenham que apresentar declaração de renda, como políticos. O que tem de dirigente que vira presidente andando de Monza e sai andando de Audi (isso quando a mulher e cada um dos filhos não ganham um Audi também) não tá no gibi. Acho que os presidentes devem prestar conta de quanto têm ao entrar e como seu patrimônio está evoluindo. Eu diria que um presidente que esteja enriquecendo muito e um que esteja empobrecendo muito no cargo pode, igualmente, significar um problema futuro para o clube. E que ninguém ache que uma pessoa ao virar presidente se sacrfique, mesmo que não retire um centavo, ainda que seja legal. Quando uma pessoa vira presidente de um clube, instantaneamente o seu networking se multiplica enormemente. Surgem milhares de pessoas querendo fechar negócio com ele (do seu negócio privado) para poder dizer “o presidente do São Paulo é meu advogado, o presidente do Corinthians é que fornece os plásticos usados na minha empresa, eu vou à missa todo domingo com o presidente do Palmeiras”. Então quem quer se presidente de um clube assim tem que ser mais transparente até na sua vida privada. Ou então não seja. O mesmo vale para toda entidade associativa (sindicato, igreja, fundação, quanto maior, maior tem que ser a exigência de transparência etc)

  23. Maurício disse

    Complementando o que vc sabiamente informou: O Conselho que o Dr. Ives Granda foi eleito era o Consultivo, uma espécie de CORI do São Paulo. Mas a atuação do Juvenal Juvêncio desde 2002 até os dias atuais, mostra a razão do porque os outros “cardeais” do São Paulo o detestam. Primeiro a sua competência que se sobrepõe a qualquer outro e os encobre e segundo por não ser ele da panela antiga, da época de Henry, Natel, Galvão e outros.

    Aí você errou, Maurício. O Juvenal cresceu no São Paulo pelas mãos do Laudo Natel, de quem foi até chefe de segurança. Há uma história que não consigo confirmar de que o Juvenal começou como investigador de polícia, o que normalmente é uma profissão de gente remediada. É verdade? Realmente, não sei como ele se tornou o milionário que é.

  24. Rubens Leme disse

    Há uma história boa desse com esse empresário aí, o WR, Nathan. Quando fiquei desempregado um amigo meu ligou dizendo que o tal procurava alguém para ser assessor e esse amigo acabou me indicando. Liguei pro Wagner marquei um encontro em seu escritório, que mais parecia um abrigo antiaéreo de tanto segurança.
    Começamos a conversar e ele perguntou se eu sabia inglês. Disse que sim. Pediu para que eu o ajudasse com um recibo em inglês – “minha filha viajou e só volta amanhã, ela que cuida disso” – para o Bayer Leverkusen dizendo que tinha recebido do clube 120 mil dólares no ano anterior como empresário do França. 10 mil doletas por mês, nada mal!
    Mas o melhor veio depois: tocou seu celular e era a mãe de um juvenil do SPFC indignada porque o filhote dela havia ido para a reserva. Resposta do tal empresário: “a senhora fique tranquila que estamos fazendo um movimento para que o Pita deixe de ser o técnico do juvenil do time”. Achei que era papo. Duas semanas depois, Pita caía.
    O emprego? Pedi um salário que ele achou alto, ficou de retornar a ligação e jamais o fez.

  25. hugo disse

    A Piauí publicou recentemente um perfil com o Wagner Ribeiro, onde, se não me engano, antes mesmo da Carta Capital, ele já cantou a bola dos dízimos do Kaká. Ficou com pinta de vingancinha.

    Mas, Hugo, o Kaká já falava dos dízimos desde os tempos de São Paulo. Não?

  26. Nicolas disse

    Apenas para esclarecer um ponto:o Pimenta foi inocentado pelos conselheiros em uma votação?Tinha ouvido uma versão de que ele foi reintegrado por decisão judicial.

    Se houve decisão judicial, Nicolas, eu não lembro, mas acho que não. Mas ele foi reintegrado numa reunião do Conselho

  27. Marco Antonio disse

    A candidatura do Aurélio é legítimada por sua eleição como conselheiro em 2004 quando obteve mais de 700 votos – recorde em toda história do clube -, ou seja cerca de 50% dos votos que fizeram Marcelo Portugal Gouvêa vencer com folga a disputa pelas vagas no Conselho. A história esportiva do Aurélio e sua ligação com o São Paulo o credencia a disputar o pleito de cabeça erguida e sem medo de rótulos (laranja ou seja lá o que for) e contra qualquer que seja o adversário, inclusive o ‘intocável’ Juvenal Juvêncio. Cair e levantar é a primeira lição que se aprende no judô; faz parte do dia-a-dia de um judoca e é o que o fortalece.Portanto, mesmo não sendo associado, vos digo: que venha o favorito.

    Caro Marco Antonio, muito obrigado pelas informações. Escreva mais vezes!

  28. Clayton disse

    Marcelo, fiz um questionamento tão absurdo assim, para não ser respondido? EHEHEHEH, brincadeira. Comentava a possibilidade de alguns clubes se transformarem de associações sem fins lucrativos para empresas, com abertura de capital, etc… Evidentemente que alguns – todos – clubes ainda não estão preparados para isso, pra este verdadeiro choque de gestão. E outra, qual dirigente abriria mão de alguns privilégios para se enquadrarem no novo modelo, não é mesmo? Infelizmente a mentalidade é outra. Acho utopia, mas gostaria de saber a sua opinião. Para o bem e futuro dos clubes, seria viável esta mudança estrutural? Desculpe-me se foge um pouco do tema proposto por você (eleições tricolores).

    Clayton, desculpe, eu não tinha visto. Eu recebo os comentários não por post, mas numa tripa imensa. Às vezes, leio algum que não tenho a resposta na hora. Vou pesquisar, no meio do caminho me distraio e esqueço. Ou então pulo sem perceber. Ali em cima está tudo respondido.
    Agora , vamos aqui… É isso aí. concordo contigo. E, como disse acima, eu defendo os clubes empresa com um modelo misto de controle, com muitos direitos para os sócios minoritários. Especialmente muita transparência e alguma democracia.

  29. Denilson Martins disse

    Eu acho que o Mesquita Pimenta, teve seu título de conselheiro vitalício devolvido, graças a uma decisão judicial.

    Investigue melhor, e posta aí pra gente.

    Obrigado.

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