“Boa tarde, sr. MARCELO,
“Se trabalhar com honestidade neste país seja sinonimo de prejuizo, considero que o nosso lema nao seja dignidade.Se profissionalismo iniciasse com honestidade, carater e dignidade, entao não existe profissionalismo no meio do futebol, infelizmente.
Sou coordenador do curso de arbitragem no Instituto WANDERLEY LUXEMBURGO, no qual em um sistema inovador, vai levar cultura e futuras possibilidades de emprego a milhares de pessoas no BRASIL e no MUNDO, pois ja existem franquias fora do país. Se fui escolhido a administrar o CURSO ARBITRAGEM, 1. sou capacitado, 2. tenho experiencia , 3. sou idoneo.
“E com relaçao a instituiçao, sempre fui claro e, por etica, solicitei para nao ser escalado em jogos no referido treinador. POR ETICA, pois por profissionalismo e carater, poderia eu apitar jogos de meu pai que seria o mesmo , pois dignidade e honestidade NAO SE COMPRAM.
Nada foi obscuro eu feito as escondidas, 1. por que nao sou sujo, 2. SOU ARBITRO há MAIS DE 12 ANOS SEM NADA CONTRA. Apitei final de Campeonato Paulista, semi de copa do brasil, semi de brasileiro, fui aspirante a FIFA, TENHO no curriculo mais de 700 jogos profissionais, enfim uma vida dedicada a arbitragem, qual o mal em externar estas experiencia dando a outros novos rumos?? sera que dignidade é voce trabalhar honestamente?? ou teremos que ter outros EDILSON, onde o sujo é inaltecido neste PAÍS.”
Comentário do blogueiro: Caro sr Anselmo. Obrigado por sua mensagem. Agradeço à deferência. Espero receber outras.
Este blog não faz considerações acerca das qualidades pessoais de ninguém, nem para o bem, nem para o mal. Mas vê um evidente conflito de interesses em um árbitro ser funcionário da empresa de qualquer pessoa ligada ao futebol ou manter relação comercial de qualquer tipo. Não haveria nenhum problema em você ser professor do IWL se o seu proprietário nao fosse um profissional do futebol.
Em algumas carreiras, há regras claras sobre os limites dos relacionamentos que um profissional pode manter. Por exemplo, magistrados não podem ter atividade remunerada de nenhum tipo, exceto o magistério, e nunca não podem atuar em nenhum caso em que pessoas ligadas a ele, mesmo que lateralmente, tenham interesse na decisão.
Quando não há regras claras, a situação sempre fica à mercê do juízo moral, que é sempre lamentável. Hoje, por exemplo, revelou-se que o Unibanco, uma das empresas mais fiscalizadas pela Receita Federal, contribuiu com R$ 30 mil para a festa de fim de ano dos auditores.
Este blog, repito, não faz juízos morais. Procura ater-se aos fatos. Se o senhor fosse árbitro da federação de outro estado, ou melhor, se não atuasse nos campeonatos em que Vanderlei Luxemburgo participa, este blog não veria problema nenhum. Mas não foi o que aconteceu.
Por fim, o senhor fez uma afirmação da maior gravidade. Se a sua situação já era do conhecimento do presidente da comissão de arbitragem, Marcos Marinho, é evidente que ele deveria ser igualmente afastado. Mas essa é obviamente uma questão em que o sr. Marinho precisa se manifestar.
Atualização: Marcos Marinho diz que foi procurado por Anselmo da Costa quando este tinha recebido o convite para trabalhar no IWL, mas ainda não tinha aceito. Nesse momento, não colocou nenhum objeção. Quando a situação se formalizou, Marinho disse ao árbitro que escolhesse o apito ou o magistério.