Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Posts de Março 5th, 2008

Carta de Anselmo da Costa

Publicado por Marcelo Damato em Quarta-feira, 5 Março 2008

“Boa tarde, sr. MARCELO,

“Se trabalhar com honestidade neste país seja sinonimo de prejuizo, considero que o nosso lema nao seja dignidade.Se profissionalismo iniciasse com honestidade, carater e dignidade, entao não existe profissionalismo no meio do futebol, infelizmente.
Sou coordenador do curso de arbitragem no Instituto WANDERLEY LUXEMBURGO, no qual em um sistema inovador, vai levar cultura e futuras possibilidades de emprego a milhares de pessoas no BRASIL e no MUNDO, pois ja existem franquias fora do país. Se fui escolhido a administrar o CURSO ARBITRAGEM, 1. sou capacitado, 2. tenho experiencia , 3. sou idoneo.

“E com relaçao a instituiçao, sempre fui claro e, por etica, solicitei para nao ser escalado em jogos no referido treinador. POR ETICA, pois por profissionalismo e carater, poderia eu apitar jogos de meu pai que seria o mesmo , pois dignidade e honestidade NAO SE COMPRAM.
Nada foi obscuro eu feito as escondidas, 1. por que nao sou sujo, 2. SOU ARBITRO há MAIS DE 12 ANOS SEM NADA CONTRA. Apitei final de Campeonato Paulista, semi de copa do brasil, semi de brasileiro, fui aspirante a FIFA, TENHO no curriculo mais de 700 jogos profissionais, enfim uma vida dedicada a arbitragem, qual o mal em externar estas experiencia dando a outros novos rumos?? sera que dignidade é voce trabalhar honestamente?? ou teremos que ter outros EDILSON, onde o sujo é inaltecido neste PAÍS.”

Comentário do blogueiro: Caro sr Anselmo. Obrigado por sua mensagem. Agradeço à deferência. Espero receber outras.
Este blog não faz considerações acerca das qualidades pessoais de ninguém, nem para o bem, nem para o mal. Mas vê um evidente conflito de interesses em um árbitro ser funcionário da empresa de qualquer pessoa ligada ao futebol ou manter relação comercial de qualquer tipo. Não haveria nenhum problema em você ser professor do IWL se o seu proprietário nao fosse um profissional do futebol.
Em algumas carreiras, há regras claras sobre os limites dos relacionamentos que um profissional pode manter. Por exemplo, magistrados não podem ter atividade remunerada de nenhum tipo, exceto o magistério, e nunca não podem atuar em nenhum caso em que pessoas ligadas a ele, mesmo que lateralmente, tenham interesse na decisão.
Quando não há regras claras, a situação sempre fica à mercê do juízo moral, que é sempre lamentável. Hoje, por exemplo, revelou-se que o Unibanco, uma das empresas mais fiscalizadas pela Receita Federal, contribuiu com R$ 30 mil para a festa de fim de ano dos auditores.
Este blog, repito, não faz juízos morais. Procura ater-se aos fatos. Se o senhor fosse árbitro da federação de outro estado, ou melhor, se não atuasse nos campeonatos em que Vanderlei Luxemburgo participa, este blog não veria problema nenhum. Mas não foi o que aconteceu.
Por fim, o senhor fez uma afirmação da maior gravidade. Se a sua situação já era do conhecimento do presidente da comissão de arbitragem, Marcos Marinho, é evidente que ele deveria ser igualmente afastado. Mas essa é obviamente uma questão em que o sr. Marinho precisa se manifestar.

Atualização: Marcos Marinho diz que foi procurado por Anselmo da Costa quando este tinha recebido o convite para trabalhar no IWL, mas ainda não tinha aceito. Nesse momento, não colocou nenhum objeção. Quando a situação se formalizou, Marinho disse ao árbitro que escolhesse o apito ou o magistério.

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A gangorra

Publicado por Marcelo Damato em Quarta-feira, 5 Março 2008

Se há uma verdade imutável no futebol, é que tudo muda.

Em dezembro, Kaká foi coroado rei do futebol com seu estilo eficiente, oposto ao firuleiro Ronaldinho, vilão desde a Copa de 2006. Em janeiro, Pato estreou e se transformou numa celebridade mundial instantanea. Com ele e Kaká, o Milan entrava no rumo certo. E Ronaldinho, que nem podia jogar, machucado, só levava pau.

No último sábado, 1º de março, Ronaldinho fez um gol de bicicleta. Ontem o Barça ganhou, e a principal estrela a ofuscar o Gaúcho, Messi, se machucou. Na Itália, Pato e Kaká nada fizeram e o Milan perdeu a única chance de salvar a temporada.

Desde 2006, o mundo nunca pareceu tão rosa para Ronaldinho. E talvez nunca tenha parecido tão negro para Kaká e Pato.

Como estará em maio?

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Bobô no banco dos réus

Publicado por Marcelo Damato em Quarta-feira, 5 Março 2008

Bobô, na qualidade de então presidente da Sudesb, e o engenheiro Nilo dos Santos Jr., engenheiro civil responsável pelo estádio, foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio culposo e lesão corporal, pelas mortes e ferimentos causados em razão do desabamento de parte de um degrau da arquibancada da Fonte Nova, no fim do ano passado.

Sete pessoas morreram e 80 ficaram feridas no desabamento.  O Ministério Público afirma que ele agiram com imprudência e negligência ao liberar o estádio.

Nenhum dirigente da Federação Baiana, do Bahia, da CBF ou do governo estadual foram acusados perante a Justiça Criminal.

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Barraco na arbitragem

Publicado por Marcelo Damato em Quarta-feira, 5 Março 2008

“Árbitro é como a mulher de César. Não basta ser honesto, precisa parecer honesto”

Sérgio Correa, presidente da comissão nacional de arbitragem, em setembro de 2007, ao anunciar a expulsão do quadro da CBF de sete árbitros e assistentes condenados naquele dia pelo STJD por superfaturar a compra de passagens aéreas.

Conheci uma mulher adulta, quase da minha idade, em um congresso realizado em Teresina, em 2001, quando ainda era árbitro e tivemos um brevíssimo relacionamento que só trouxe dissabores à (minha) família. Essa relação não tem nada a ver com arbitragem. Assumi o meu erro perante a minha esposa e é um assunto estritamente pessoal que não deveria ser trazido a público”

Sérgio Correa, presidente do sindicato dos árbitros de São Paulo, ex-secretário geral da Associação nacional e presidente da comissão de arbitragem da CBF, sobre seu relacionamento com Ana Cecílio, ex-árbitra e vice-presidente do sindidato de Minas Gerais.

Fatos: Relacionamento começou em 2001 e acabou em 2004, quando a filha de Correa, que era funcionária do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, descobriu a correspondência do pai com a árbitra mineira e dirigente sindical Ana Cecílio. Esta, ao contrário do que já foi atribuído a ela nos últimos dias, nega ter sofrido assédio e que afirma que o número de encontros limitou-se a quatro (dois, segundo Correa).
Em 2005, numa reunião da Anaf realizada no sindicato paulista, a mulher de Correa, que não era funcionária do sindicato, avançou para cima de Cecílio, quando esta desembarcava do carro. Cecílio havia ido à reunião na qualidade de vice-presidente do sindicato mineiro da categoria. A mulher de Correa, segundo este, havia ido para conferir se a árbitra apareceria. Outros árbitros intervieram e não houve confronto. Na parte da manhã, Cecílio participou da reunião e Correa manteve-se fora. Na parte da tarde, a árbitra se ausentou, e Correa compareceu.
Cecílio se formou árbitra assistente em 1994. Em 2000, passou a árbitra. Em 2002, começou a trabalhar no futebol profissional de Minas, atuando principalmente na terceira divisão (chamada Segunda) e na segunda (Módelo 2). De 2002 a 2005, foi escalada no Brasileiro da Série C, sempre como quarto árbitro. Com a troca de Armando Marques, no final de setembro daquele ano, por Edson Rezende nunca mais foi escalada. Naquela época, Sérgio Correa ainda estava na comissão de arbitragem da Federação Paulista. Chegou à CBF em 2006. Cecílio aposentou-se da arbitragem em 2007, aos 41 anos.

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Virou grife

Publicado por Marcelo Damato em Quarta-feira, 5 Março 2008

O Instituto Wanderley Luxemburgo mal deu suas primeiras aulas e já é um sucesso comercial, pelo menos entre os amigos do treinador.

O meia sérvio Petkovic vai abrir uma franquia do IWL no Rio de Janeiro. A informação é da coluna de Ancelmo Góis, no O Globo.

Não se informa se os professores serão os mesmos ou se apenas se repassará a “tecnologia” do IWL.

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