Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Posts de Março 10th, 2008

Terremoto no Fluminense

Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 10 Março 2008

O jornal “Extra”, do Rio, mostra que o Fluminense mantém há muitos anos contas secretas para evitar que parte do dinheiro seja usado para o pagamento de dívidas trabalhistas já julgadas.

O assunto já chegou a ser discutido em reunião do Conselho Deliberativo, do Fluminense, logo é do conhecimento de dezenas de pessoas.

A investigação que leva a isso começou de forma quase casual. Em dezembro o comissário de bordo Daniel Pereira de Jesus, de 22 anos, morreu após cair de um apartamento de um hotel em Copacabana. Investigando se a morte havia sido acidental, um suicídio ou homicídio, a polícia descobriu um fundo falso em seu laptop. Nele havia documentos.

Esses documentos mostraram um suposto esquema fraudulento, operando por meio de sete contas do Banco Rural, com o objetivo de evitar cobranças. Entre os documentos estavam extratos bancários, demonstrativos financeiros, requisições de cheques administrativos e mandados de penhora expedidos por juízes trabalhistas.

Esse esquema teria funcionado entre 1999 e 2003, quando o presidente era David Fischel e supostamente contava com a colaboração de vários funcionários do banco e talvez de diretores.

Mais tarde surgiram indícios de que o suposto esquema continuou a ser feito, de outra forma, por meio da conta do conselheiro Roberto Guimarães, vice-presidente social. Guimarães admite a prática. Diz que já faz isso há alguns anos, para o clube não pagar as dívidas trabalhistas.

O vice-presidente de Finanças, Carlos Henrique Ferreira, também confirmou a conta paralela, mas afirma que todo o dinheiro entra na contabilidade do clube – como é que a investigação quer saber.

Na reunião do Conselho Deliberativo, em julho, um conselheiro criticou a prática e defendeu o fim imediato dela, mas não conseguiu nem colocar a proposta em votação.

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Um chamariz para o Beira-Rio

Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 10 Março 2008

No último sábado, a diretoria do Internacional fez uma promoção, usando como motivo o Dia Internacional da Mulher. Na partida, contra o Brasil, de Pelotas, as mulheres puderam entrar de graça.

O jogo, que deu ao Inter a liderança do grupo 2, vitória de 2 a 0,registrou um público de 46.472 pessoas, das quais 11.709 mulheres. Nas quatro primeiras partidas do Inter no Beira Rio, o público variou entre 14.700 e 17.800 pessoas.

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A nova maré do São Paulo

Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 10 Março 2008

O Lance mostra que em menos de dois meses de futebol dez jogadores do São Paulo se lesionaram. E seis lesões foram musculares.

O fenômeno é um sinal amarelo para o trabalho da comissão técnica. Durante os últimos anos, os profssionais do setor disseram repetidas vezes que o clube estava um nível acima do tradicional no Brasil e a prova era o baixíssimo número de lesões musculares – as demais são frequentemente causadas pela ação do adversário e de prevenção muito mais difícil.

Chegavam a justificar o uso do Reffis por atletas e personalidades de fora porque não havia demanda suficiente dos jogadores da casa. Houve ano em que esse número foi praticamente zero. Em quase nenhum chegou a seis. E 2008 mal começou.

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Em vez de respostas, punições

Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 10 Março 2008

O árbitro José Henrique de Carvalho, do jogo Corinthians x Guaratinguetá, e o bandeira Edvânio Duarte, da partida Santos x Noroeste, foram afastados.

O primeiro foi punido por dar dois cartões amarelos ao mesmo jogador; o segundo, por não ter sinalizado corretamente para avisar ao juiz sobre o pênalti.

Nenhuma palavra foi dita sobre seus erros mais graves. Carvalho disse que foi avisado pelos auxiliares do duplo amarelo três minutos depois do ocorrido e mesmo assim nada fez. Duarte nada disse, nem como poderia ter visto um pênalti com a visão completamente encoberta pelo zagueiro Domingos. A foto que está no Lance de hoje (infelizmente, não achei no site) deixa claro que o toque de mão foi abaixo da altura do ombro de Domingos, logo impossível de ser visto pelo auxiliar.

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