Uma história do futebol
Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 15 Março 2008
Fábio dos Santos, um goleiro com passagem pelas categorias juvenis do Vasco, foi para o Veitnã em 2001. Foi o primeiro de uma legião de brasileiros que foram para lá – e a maioria voltou. Apenas em 2004, 38 jogadores foram para o Vietnã. Mas hoje há 120, uma média de menos de 20 por ano, incluindo os que não vieram diretamentemente do Brasil.
Fábio ficou porque fez sucesso. Fez tanto que deixou de ser brasileiro. Virou vietnamita e vai jogar pela seleção. Como profissional, jogou mais tempo lá do que aqui.

Fábio não pretendia passar muito tempo no Vietnã. Foi ficando porque virou estrela e porque o salário que recebia lá era melhor do que o daqui (ao contrário da situação geral, em que no Brasil os clubes grandes pagam bem mais).
Mas o goleiro conta um ponto para todos pensarem. Os maiores salários, quando chegou, estavam na casa dos milhares de dólares. Agora chegam a dezenas de milhares. Ainda é menos do que o Brasi, mas a diferença parece estar diminuindo.
Vai chegar o dia em que clubes grandes do Brasil perderão jogadores para o Vietnã? Com os dirigentes que há por aqui, é impossível jurar que não.
Flavio disse
Até os clubes do Vietnã são melhores de capitalismo que os nossos? Daqui a pouco veremos craques brasileiros na Coréia do Norte…
Emerson Gonçalves disse
Por outro lado, pessoal, tem um pequeno detalhe: todo ano, ano após ano, o Brasil joga no mercado no mínimo três a quatro mil jovens que se pretendem jogadores de futebol.
E simplesmente não há emprego nem para 5% deles. Portanto, os mercados externos são uma necessidade vital para parte dessa rapaziada arranjar trabalho.
Seja no Vietnã, seja na Islândia, ou Espanha, Inglaterra, Costa Rica…
JoaoBittar disse
Enquanto isso,
5.700 pessoas no Maracana para Fluminense e Americano.
Na rodada dupla de meio de semana com Fla e Flu , 10 mil pessoas.
Dah pra chamar de Cariocao ?
E o Corinthians virando lider com 15 mil pessoas no Morumbi ?
Dah pra chamar de Paulistao ?