Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Posts de Março 16th, 2008

O que pode e o que não pode – 2

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

Que os jogadores queiram adiantar o recomeço do jogo é compreensível, embora isso não dependa deles. Mas que a busca da bola se transforme numa questão de honra, consumindo minutos numa demonstração vexatória, certamente não é

Quando os jogadores vão acabar com essa idiotice de brigar pela bola quando ela está no fundo da rede?

O que adianta em termos de tempo ir buscar a bola no fundo do gol? Cinco segundos?

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A polêmica do domingo

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

O que teria acontecido no clássico se o juiz tivesse visto o lance de Kléber em André Dias no primeiro tempo? O uso de vídeos para ajudar o árbitro teria sido um bem importante para esse jogo?

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Do doce, só o gosto

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

Numa corrida cheia de lambanças, Rubens Barrichello foi levando o carro com segurança. Chegou a sonhar com pódio, mas aí começaram as desventuras em série.

Em primeiro lugar, a estratégia da equipe de economizar um reabastecimento não deu certo. Nos box, foi uma trapalhada só – ou melhor, várias. Entrou com luz vermelha, enroscou-se com a mangueira (não por culpa dele) e saiu de novo no vermelho.

Se fosse nas ruas, Barrichello perderia pelo menos dez pontos. Nas pistas, perdeu três. Não foi dessa vez que saiu do zero. E uma chance como essa – três pilotos que nem terminaram marcaram pontos – vai ser difícil de se repetir. Aguardemos.

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Uma esperança em 22 minutos

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

O Betis entrou com um pedido para a continuidade do jogo contra o Athletic Bilbao, interrompido no sábado, em Sevilha.

Aos 23 minutos do segundo tempo, um torcedor situado na área do time mandante arremesou uma garrafa que acertou o goleiro do Athletic. Armando teve de levar cinco pontos abaixo do olho.

Por causa disso, o árbitro suspendeu a partida. Nesse momento, o Athletic vencia por 2 a 1.

O agressor foi imediatamente imobilizado por outros espectadores e entregue aos seguranças do estádio. Foi levado a uma delegacia e, como não se dispôs a pagar os 3 mil euros de fiança – por motivos não esclarecidos -, continua detido à espera do julgamento. Não está claro se o homem é torcedor do Betis, mas sabe-se que mora numa cidade vizinha a Sevilha.

A diretoria do Betis diz que não tem culpa no episódio e que o agressor já foi identificado e detido. Por isso, quer disputar os 22 minutos finais. Um dos motivos é que a disputa contra o rebaixamento está renhida.

Sem contar os pontos dessa partida, o Athletic está em 14º lugar, com 33 pontos, uma posição e um ponto à frente do Betis. O Recreativo Huelva, o primeiro entre os clubes na zona de rebaixamento (18º lugar), tem 32 pontos.

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Guerra na Argentina

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

Foi morto no sábado (15) mais um torcedor no futebol argentino. Emanuel Alvarez, 21, foi assassinado durante uma emboscada de torcedores rivais, contra a torcida do Vélez Sarsfield.

Álvarez estava num dos 40 ônibus da torcida do Vélez, que se dirigiam ao estádio do San Lorenzo, o Nuevo Gasómetro, quando foram emboscados perto da sede de outro time de Buenos Aires, o Huracán. Álvarez levou um tiro na cabeça. Foi levado ao hospital, onde chegou morto. O autor do tiro ainda não foi identificado.

Ao saber da partida, torcedores do Vélez no estádio exigiriam o adiamento da partida. Ameaçaram invadir o campo. A polícia não deu garantias de segurança e o árbitro Hector Baldassi suspendeu a partida.

Há duas versões para a autoria dos disparos. O primeiro é que os tiros partiram da sede do Huracán, conhecida como La Quemita. A segunda é que foram disparados por um homem com a camisa do San Lorenzo, que estava na carona de um carro branco que passou ao lado dos ônibus. Pelo ângulo da trajetória da bala, esse ponto deverá ser esclarecido.O responsável pela segurança nos estádios da Argentina, o ex-árbitro Javier Castrilli (sim, aquele mesmo), tentou suspender a rodada, mas a AFA pressionou o governo e conseguiu mantê-la.

O episódio reacendeu as rusgas entre Castrilli e os árbitros do país. O árbitro da partida, Hector Baldassi, responsabilizou Castrilli pelo incidente.

Ainda durante a carreira, acusou os colegas de protegerem os times grandes nos jogos contra os pequenos. Deixou a arbitragem por vontade própria em 1998, aos 41 anos – no mesmo ano em que apitou o polêmico Corinthians x Portuguesa -, por causa da quantidade de inimigos que colecionou ao cobrar lisura nas arbitagens.

Por causa da fama de rigoroso e incorruptível – o que contrasta muito com sua reputação no Brasil – foi nomeado para o governo cerca de dois anos depois de se aposentar. Tem se mantido no cargo desde antes da posse de Nestor Kirchner. No governo, Castrilli tem cobrado rigor contra a violência. Ele acusa os clubes de lavarem as mãos para o problema. Por isso, defende a suspensão do futebol, até que a situação se normalize.

Esta é a 224ª morte no futebol argentino, a 16ª em três anos. Todos os jornais argentinos estão dando o caso com muito destaque.

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Tudo pela vitória

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, afirmou numa entrevista ao jornal britânico “Mail on Sunday” que nas próximas semanas vai começar a formatar um novo sistema de pontuação, para ser implantado em 2009.

Ecclestone acha que com o sistema atual de dez pontos para o vencedor e oito para o segundo transformou os pilotos em administradores de prova.

“Hoje em dia os pilotos não correm mais riscos. Preferem um segundo lugar a brigar pelo primeiro. E a palavra-chave na expressão corrida de carros (tradução livre para a expressão inglesa “motor racing”) é corrida”.

O manda-chuva da F-1 defende simplesmente que não haja mais contagem de pontos. Leva o título quem vencer mais – em 1982, por exemplo, Keke Rosberg, pai de Nico, foi campeão com apenas uma vitória.

Mas pode ser uma manobra para chegar a um ponto intermediário. Afinal nuncana história da F-1, o segundo lugar valeu tanto em relação ao primeiro. A categoria começou 75% (seis contra oito pontos). Nos anos 60 essa relação caiu para 67% (6 x 9). No final dos anos  80, quando Prost perdeu o título mesmo com mais pontos (havia descartes), passou a 60% (6 x 10) e finalmente subiu para 80% (8 x 10).

Aliás a volta do sistema de descartes, que valoriza as vitórias, não está afastada.

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Esperando Teixeira

Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 16 Março 2008

O Atlético-PR vai apresentar até o fim do semestre o projeto de reformulação da Arena da Baixada. Nele, está previsto o fechamento do anel e uma série de melhorias na parte “velha”, para tornar a arena mais confortável e mais rentável.

O Atlético tem de fato não um, mas dois projetos. Um, mais completo e com certo grau de requinte, é para o caso de o estádio ser escolhido sede da Copa de 2014. Se isso não acontecer, será usado, o outro bem mais barato.

O Atlético já tem parceiros interessados no financiamento da obra mas não pode fazer nada enquanto, Ricardo Teixeira e a Fifa não baterem o martelo. Vai que escolhem o estádio de Blumenau…

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