Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 15 Março 2008
A Fifa baixou a ducentésima versão de suas novas exigências para jogos em diferentes altitudes. As regras podem ser resumidas na tabela abaixo
Limite mínimo
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Limite máximo
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Tempo de adaptação
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0 m
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2.500 m
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0 dia
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2.500 m
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2.750 m
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3 dias
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2.750.
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3.000 m
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7 dias
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3.000 m
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Sem limite
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14 dias
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Como qualquer um pode ver, a regra não tem nenhuma lógica. Num intervalo de 250 m o período de adaptação é multiplicado por quase cinco vezes. E depois não aumenta mais. Para a Fifa, a diferença entre jogar a 3.000 m ou no cume do Everest é muito menor do que entre jogar a 2.749 m e a 3.001 m.
Simplesmente não acredito que esse quadro tenha sido criado por um médico, por mais charlatão que seja. Isso é coisa de dirigente, tentando acomodar situações e pressões.
Uma vez li num artigo ácido que o sonho da Fifa era ser uma entidade paraguaia. Havia obviamente uma expressão de preconceito contra o país vizinho. Mas, quanto mais o tempo passa, mais mudo de opinião. Para a Fifa, seria mesmo uma evolução.
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Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 11 Fevereiro 2008
Flamengo, Fluminense, São Paulo e Cruzeiro assinam juntos um documento para ser levado ao Tribunal Arbitral do Esporte, a mais alta corte esportiva mundial, contra a realização de jogos a mais de 2.750 metros de altitude na Libertadores.
Só o Santos ainda não assinou.
Entre a choradeira do Flamengo e a fleuma são-paulina, prevaleceu a primeira.
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Publicado por Marcelo Damato em Sexta-Feira, 8 Fevereiro 2008
“Vamos simplesmente falar que não vamos jogar, porque é uma altitude criminosa… mas, se não tiver jeito e se não estivermos classificados, vamos ter de jogar.”
Zezé Perrella, vice de Futebol do Cruzeiro, dizendo qual será a “estratégia” do clube em relação ao jogo em Potosí, pela primeira fase da Libertadores. A partida está marcada para a última rodada da segunda fase, no dia 17 de abril.
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Publicado por Marcelo Damato em Sexta-Feira, 8 Fevereiro 2008
O Flamengo não vai cumprir a promessa de nunca mais jogar em cidades de grande altitude. Depois de o Flamengo atuar em Potosí, Bolívia, na Libertadores do ano passado, o vice de futebol Kléber Leite disse que o clube preferia perder por W.O. a expor os jogadores a outra partida em condições semelhantes.
A Fifa até deu uma decisão favorável ao Flamengo. Mas como na Libertadores quem decide é a Conmebol, jogos em Cuzco, La Paz, Potosí continuam.
Seria a hora de Kleber Leite manter sua promessa. Mas o cartola agora argumenta que uma decisão de um tribunal esportivo internacional iria demorar demais. Assim, o Flamengo irá a Cuzco enfrentar o Cienciano. Ou seja, a ameaça da de dar W.O. era mesmo um blefe.
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Publicado por Marcelo Damato em Terça-feira, 29 Janeiro 2008
Os mais novos inimigos dos jogos em cidades de grande altitude são os… bolivianos.
Os clubes que atuam na parte mais baixa do país, a maioria localizados nas províncias mais ricas, mais próximas do Brasil e que fazem mais oposição ao presidente Evo Morales, querem mudar o regulamento do Campeonato Boliviano. Alegam que jogar em La Paz é muito desgastante;
Propõem dois grupos, o das alturas e das “baixuras’. Só haveria cruzamento nas finais. Os autores da idéia alegam que possuem jogadores melhores e só não vencem por causa da altitude. Na Libertadores as três equipes bolivianas são de La Paz e arredores.
A própria seleção boliviana está pensando em mudar de sede para as eliminatórias. Muitos jogadores passam mal em La Paz e essa é apontada com uma das causas da má campanha nos jogos em casa pelo torneio.
Acho que Morales vai dizer que isso é coisa da oposição
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Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 21 Janeiro 2008
Chilavert apareceu ao lado do presidente da Bolívia, Evo Morales, defendendo os jogos na altitude. Disse que o veto da Fifa se deve à pressão brasileira.
Sei que a decisão da Fifa foi baseada num estudo médico. Mas a declaração de Chilavert me deixou com uma dúvida: alguém conhece reclamação contra jogos na altitude feita fora do Brasil?
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Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 20 Janeiro 2008
O presidente do Flamengo, Marcio Braga, divulgou uma carta aberta ao presidente Lula pedindo que não defenda junto à Fifa a derrubada das restrições dos jogos na altitude (podem ser feitos, desde que haja preparação adequada), atendendo a pedido do colega Evo Morales.
Falou em responsabilidade e vidas humanas.
Ou estou louco, ou o Lula virou presidente da Fifa e não me avisaram?
Ou alguém acha que o Blatter vai derrubar uma resolução do comitê executivo para agradar a um presidente?
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Publicado por Marcelo Damato em Sexta-Feira, 18 Janeiro 2008
Será que está tão fácil ser presidente do Brasil que Lula pode-se dar tempo para tentar convencer a Fifa a voltar atrás nas restrições impostas aos jogos de futebol na altitude para agradar ao presidente da Bolívia, aliás o mesmo que expropriou a Petrobras, em boa parte propriedade dos brasileiros?
Se fosse possível ter um presidente em meio expediente, a economia para os cidadãos seria enorme.
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