Publicado por Marcelo Damato em Domingo, 24 Fevereiro 2008
O blog inaugura hoje mais uma rubrica, dedicada ao mais infeliz (e talvez, trouxa) dos consumidores, o torcedor de futebol, que agüenta de tudo para satisfazer sua paixão (talvez, vício). Estão todos convidados a contar suas histórias.
Começo com o que houve neste sábado (23), na reabertura do Parque Antarctica.
Não mudaram o sistema de venda de ingressos. Logo houve fila imensas.
A PM parou seus carros em fila dupla na rua Turiassu, uma das ruas que circundam o estádio e uma das principais portas de entrada. Formou um congestionamento monstro em toda a região.
O ingresso de arquibancada foi colocado a R$ 30. O setor Visa custou R$ 50, maldisfarçados no valor de R$ 49,50. Mesmo nesse setor “VIP” e no qual se paga com cartão de crédito, houve fila para entrar.
Havia cambista por todos os lados.
O preço do estacionamento estava em R$ 30. Mesmo assim, faltava lugar.
Além disso, em todas as ruas do entorno, torcedores andavam no meio dos carros, aumentando a confusão.
Por que no Brasil não aparece um luminar que determine que ruas como a Turiassu devem ficar fechadas aos carros em dias de jogo? Isso acontece no mundo inteiro, menos no Brasil. Na Bombonera construída num bairro de ruas estreitas, o bloqueio acontece a três quadras do estádio.
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Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 23 Fevereiro 2008
O Palmeiras volta a jogar hoje em seu estádio. O adversário não poderia ser melhor, o Rio Preto o último colocado (e olhando de outro modo, não poderia ser pior, é o lanterna, mas venceu os dois últimos jogos).
Reformaram os vestiários, criaram armários personalizados, como na Europa. Usaram até a imagem do Evair para inspirar (ou assustar) os atacantes do time.
Mas a principal mudança foi no gramado. Substituíram a velha grama São Carlos, usada desde os anos 70 (em substituição à Batatais) pela Bermuda, mais fina, que supostamente permite que a bola corra mais. De quebra aumentaram o campo para 110 m x 75 m, o que o torna o maior campo do Brasil e um dos maiores do mundo (na maioria dos estádios das principais ligas européias, a dimensão é a usada em jogos internacionais: 105 x 68).
O campo vinha sendo culpado há décadas pelos fracassos do time no Parque Antarctica. O engraçado é que nas épocas em o Palmeiras chegou a ficar quase um ano invicto em casa, ninguém reclamava da grama.
O curioso é que, de toda a reforma, a única parte que apresenta defeitos evidentes é justamente a grama.
Por fim, uma pergunta: qual é a motivação dessa moda nova voltar a chamar o estádio de Palestra Itália, enterrando o nome popular Parque Antarctica – um caso tão antigo de uso de nome de empresa no estádio que pouca gente se dá conta? É um “rissorgimento” do espírito italiano, algo despropositado dado que a maioria da torcida não tem essa ascendência, ou uma jogada de marketing – “limpar” o nome para facilitar sua venda posterior?
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Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 22 Dezembro 2007
O futuro do velho estádio está definido no projeto do novo Parque Antarctica. Se a parceria sair do papel, a arquibancada ficará de pé. Mas o prédio da administração deve ir para o chão, para dar lugar a um novo setor para o público daquele lado. Camarotes e sociais, onde fica a turma do amendoim, serão remodelados completamente. Se o projeto sair do papel, claro
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Publicado por Marcelo Damato em Segunda-feira, 17 Dezembro 2007
Muitos palmeirenses, como o colega Rubens Leme, estão preocupados com o modelo de gestão do novo estádio do Palmeiras. Há notícias de todo tipo, que o Palmeiras pagará aluguel para sempre, por 30 anos, que a WTorre será dona do terreno e outras afim
Segundo informações da diretoria, as negociações estão no seguinte pé:
O mais importante para mim é que o contrato será votado pelo Conselho Deliberativos e todos os conselheiros poderão tirar suas dúvidas em sessões prévias antes do dia da votação. Em todo o processo poderão ser feitas sugestões, que em tese poderão levar a mudanças do contrato (claro que serão pouquíssimas). Só depois da aprovação é que haverá a assinatura. Ou seja, haverá pelo menos um mínimo de transparência.
O que foi firmado agora é um protocolo de entendimentos, pouco mais do que uma carta de intenções. Nesse documento ficou estabelecido que:
O terreno do Parque Antarctica sempre será do Palmeiras. Terrenos como o do antigo depósito da Antarctica nem poderão ser usados nesse negócio. Estão reservados para outros projetos
Será formada uma companhia para administrar o estádio, da qual o Palmeiras fará parte. O Palmeiras terá direito a uma parte do lucro líquido.
Neste momento estão se discutindo os termos do contrato. É preciso discutir pontos como o tempo em que essa empresa administrará o estádio até que ele volte às mãos do Palmeiras, quem serão os sócios e a parte de cada um no negócio
A meta é fazer o Parque Antarctica ter mais de 150 eventos por ano, contra a média história de cerca de 45.
A idéia é que, com mais eventos, maior público médio, maior consumo (lanchonetes, lojas etc) e provavelmente aumento no preço dos ingressos, a renda será muito maior e o Palmeiras faturará bem mais do que hoje. E, claro, quem fizer o investimento vai ter que faturar bem também, não só para recuperar o investimento como para ter um bom lucro.
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Publicado por Marcelo Damato em Sábado, 15 Dezembro 2007
O Palmeiras está mostrando cuidado na montagem da parceria do novo Parque Antarctica
Não foi definida quase nenhuma condição do contrato, exceto que o local do estádio continua com o clube e que após o fim da parceria o estádio também será.
Até agora foi assinado apenas uma “carta de intenções”, com alguns entendimentos.
Em até 120 dias deve ser finalizada a minuta de contrato. Depois os conselheiros, em conversas informais serão informados dele e poderão fazer sugestões. Quando os termos finais ficarem definidos, o estádio será votado pelo conselho.
Se o projeto tiver sucesso será um marco na gestão foi futebol brasileiro, como foi a parceria com a Parmalat, a melhor parceria de gestão já feita neste país. Mas até lá falta muito trabalho. Muito
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