Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Itália contra o cai-cai

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 25 dezembro 2007

O atacante uruguaio Marcelo Zalayeta, do Napoli, foi punido com dois jogos de suspensão por simular uma falta dentro da área no empate contra o Torino, no último domingo, pela 17ª rodada.

Depois de rever as imagens na televisão, a Justiça esportiva decidiu pela pena, por conduta antidesportiva e tentativa de enganar o árbitro.

Por aqui não se faz o mesmo? É tão simples. Basta ter uma TV, olhos e vontade de fazer.

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8 Respostas to “Itália contra o cai-cai”

  1. Renato said

    Futebol ultimamente está com muita frescura, não está não Marcelo?

    Não sei se te entendo bem, Renato, mas acho que não concordo. Não sou contra a exibição, a provocação e a malandragem, mas sou contra a trapaça. Eu também acho que os juízes confundem muito contato natural com falta, mas eu não aceito simulação. Futebol deve ser um jogo disputado com respeito ao adversário e ao público.
    É claro que não sou a favor de reações como a do Coelho contra o Kerlon, do Cruzeiro. Mas, por exemplo, o que o Edílson fez foi imperdoável. Se ele queria fazer embaixadinha, que o fizesse na cara de um adversário, dando a ele a oportunidade de desarmá-lo, como o Kerlon faz (aliás, por que nenhum jogador vai no ombro a ombro com ele? Não é falta).
    E jogador se atirar para conseguir um pênalti eu acho absurdo. Ainda mais no futebol, em que um gol costuma ser decisivo. Uma trapaça pode até decidir um campeonato. É preciso acabar com o elas (e com erros de arbitragem, com mudanças “má-landras” na tabela etc…). Em suma, que vença sempre o melhor.
    Malandragem é o que o Pelé fez uma vez no Brasil. Não sei o jogo, mas vi o lance em algum filme sobre ele (talvez o “Eterno”). Após um ataque do Santos, em que Pelé quase marcara, o time adversário havia neutralizado a ação. A bola fora recuada para o goleiro, que a pegara (naquela época podia). Como iria haver a reposição, o Pelé foi saindo da área com um zagueiro ao seu lado. Como sempre. De repente, Pelé olha para trás, vê alguma coisa, dá uma virada e corre para o goleiro, passando pela frente pelo zagueiro. Este, pressentindo que o goleiro largara a bola e para evitar o gol, se atraca com Pelé num lance de futebol americano e o derruba na área. Pênalti. Mas a poucos metros dali, o goleiro estava calmamente com a bola nas mãos.
    A malandragem é uma quebra do protocolo, mas não o desrespeito às regras.

  2. Renato said

    Só mais uma coisa, aqui no Brasil nem o doping que é coisa séria os caras são punidos como esta escrito na lei. Se quiser punir cai cai, então sai de baixo.

    Sai de baixo mesmo, Renato. Do jeito que os caras estão se atirando… Mas os árbitros têm culpa. Se o jogador atingido não cair, nenhum dá falta.

  3. Joao BIttar said

    Grande Marcelo,
    A resposta a sua pergunta marota eh simples. Lah o STJD do Calcio, se dah ao respeito, julga os casos imediatamente ao ocorrido e jah criou jurisprudencia no assunto. Ja tirou cartao dado e deu cartao nao mostrado mais de uma vez. Nenhum escandalo por isso.
    E com a ajuda das imagens fica meio incontestavel mesmo. Tanto que o Tribunal esta longe de ser contestado como o nosso ou os nossos. Claro que nao eh a Justica Perfeita e Divina. Pelo menos um site comentou o assunto ironicamente ” accontentata la Rubentus…”
    mas no caso parece o ex jogador da Juventus e atual idolo do Napoli mereceu a suspensao. O resultado do jogo foi mantido (3×1 pro Napoli) com dois penaltis inexistentes ambos cometidos sobre o mesmo Zalayeta.
    Buffon ainda tomou amarelo…

    Caro João, mudar o resultado é muito complicado. Transformaria o jogo numa eterna disputa judicial. Por isso, a pena para quem simula deveria ser muito dura. Dois jogos, na circunstância que contou, até que foi pouco. Mas é melho do que nada.
    Mas uma coisa é certa: depois de anos do efeito Luciano Moggi, a Juventus está sentindo o gosto de ser prejudicada pela arbitragem. Acabou o “In dúbio, pró Juve!”

  4. Noruega said

    Fala Marcelo, tudo bem? Se há uma coisa que me irrita no futebol brasileiro é essa história de cai-cai. É a tentativa de levar vantagem da maneira mais mesquinha e covarde possível. Basta alguém encostar e lá vai o jogador ao chão, fica rolando alguns segundos para o adversário levar cartão, depois levanta para jogar bola, precisamente aquilo por que é pago.
    Sou são-paulino, mas o Aloísio me deixa desesperado. O cara deve pesar uns 150 kg, mas até se um jogador pequeno encosta nele, o homem desaba. Depois, chega na Libertadores e todo mundo fica puto porque o juiz não marca nada, incluindo os brasileiros, o que demonstra que nos jogos domésticos existe o tal pacto da mediocridade: o jogador finge que foi falta e o juiz finge que acreditou.
    Tudo para o torcedor não reclamar e o comentarista de arbitragem (uma das tantas coisas estúpidas da TV no País) não criticar. Abraço.

    Caro Noruega. Tem toda a razão. Tão irritante quando o cai-cai é o rola-rola. Se eu fosse a Fifa baixava a seguinte norma: se um jogador cai, só ele pode pedir atendimento. Se pedir, entra a maca (carrinho o que for) e o leva para fora. E ele só poderá voltar dois minutos depois de sair. Se ele não pedir atendimento, o médico não entra, nem o jogo pára. Sem exceções.
    Com essa regra, os caras iriam levantar rapidinho. A não ser nos casos graves. E, nesses casos, dois minutos de atendimento não é muito.
    Quando se assiste a jogos de rúgbi, em que os caras tomam cada traulitada (é verdade que não há um pontapezinho sequer), caem por cima dele quatro caras de 150 kg cada um, e o sujeito se levanta na hora, porque, se não fizer, toma uma bronca dos próprios companheiros.

  5. Rubens Leme said

    Eu acho que discutir e arbitragem e STJD é inútil, nem entro mais nesse mérito. A única coisa que digo há anos é que deviam colocar dois árbitros em campo, com cada um tomando conta de uma metade, pois seria muito complicado 2 juízes prejudicarem o mesmo time. Eles ficariam fixos em seus lados durante os 90 minutos, assim apitariam cada tempo um time.
    Mas isso só funcionaria se os árbitros fossem profissionais, se a Comissão de Arbitragem não fosse comandada pelas federações, se existisse um rigoroso processo de aprendizado e, PRINCIPALMENTE, UNIVERSALIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO NAS REGRAS e não essa coisa mequetrefe que a Fifa tenta fazer e que nunca dá certo, ainda mais em Copas.
    Mas como tudo isso é utopia…

    Será que é mesmo utopia, Rubens? Ainda que devagar, Algumas coisas estão melhorando. As viradas de mesa acabaram há cinco anos. O STJD, com seus defeitos, tem adotado decisões impensáveis uma década atrás, como suspender dirigentes (e suspendeu vários e em situações distintas). A arbitragem pela primeira vez está eliminado árbitros do quadro da Fifa por motivos técnicos ou físicos (e não só por idade ou questões políticas). Sei que é insuficiente, mas há progressos, o que é um incentivo para que continue cobrando.

  6. Rubens Leme said

    As mudanças são lentas e nunca programadas, acontecem no susto, na emergência. Acho um absurdo ver árbitros de 35, 40 anos acompanharem jogadores de 20 anos, por mais preparo e técnicas para se locomover que tenham.

    Se você tivesse uma escola eficiente de arbitragem e os condicionassem bem em todos os campos, teríamos árbitro mais jovens, melhores e que poderiam apitar por mais anos.

    Sobre o STJD eu não comento, me recuso…

  7. Anderson said

    É Damato, o problema é que os problemas grandes e sujos não tem punição, quanto mais isso.

    Com o Aprobato( ligado ao corinthians ) comando o STJD, fica dificil imaginarmos algo sério nesta entidade.

    Zveiter, Aprobato. Só falta o próximo ser o Roque Citadini. rs

    Acho eu, que o STJD deveria ser tonar STJDPRÓCorinthians.

  8. Anderson said

    É Marcelo, o problema é que os problemas grandes e sujos não tem punição, quanto mais isso.
    Com o Approbato (ligado ao corinthians) no comando o STJD, fica dificil imaginarmos algo sério nesta entidade.
    Zveiter, Aprobato. Só falta o próximo ser o Roque Citadini. rs

    Acho eu, que o STJD deveria ser tonar STJDPRÓCorinthians.

    Caro Anderson, Acho que está bem mal-informado sobre as decisões do STJD em 2007. Foi o Rubens Approbato que tirou o Finazzi dos últimos jogos do Corinthians no Brasileiro. Naquela reta final, praticamente todos os jogadores que pediram efeito suspensivo conseguiram. O Flamengo conseguiu até jogar uma perda do mando de campo para 2008, para não atrapalhar a luta por uma vaga na Libertadores. Mas o Finazzi, que era o artilheiro no Corinthians, não pôde jogar as partidas finais. Também foi com o Approbato que o Corinthians levou uma multa por entrar 30 minutos atrasados no último jogo quase tão alta quanto a multa que o Bahia levou por um acidente que matou sete pessoas.
    O STJD tem muitos defeitos, mas acusá-lo de ser uma câmara de apoio ao Corinthians é uma injustiça.

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