Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

O desafio da Colina

Posted by Marcelo Damato em quarta-feira, 26 dezembro 2007

O Vasco tem um garoto, Phillippe Coutinho, de 15 anos, que é comparado a Messi. Ele já atrai o interesse de clubes da Europa. Não é novidade. O Santos tem dois assim e alguns outros clubes têm algum. Clubes da Europa sabem que a maioria desses garotos não vira craque. Mas sabem que o risco vale a pena. Contratar depois sai muito mais caro

A situação desses garotos é um desafio para o futebol mundial. Como compatibilizar o interesse desses garotos com os dos clubes que os formam? Não há solução fácil. Inclusive porque os clubes que hoje reclamam do assédio ontem podem ter feito o mesmo, se beneficiando das regras que deixaram os garotos livres até os 16 anos.

Trocando em miúdos, quando o Vasco (ou qualquer outro clube grande) pega um garoto de 14 anos do Serrano (ou qualquer time pequeno), a reclamação não repercute. Quando é o Vasco que perde o jogador, vira caso para o Congresso Nacional. Está errado, mas é assim que acontece.

Mas uma coisa é certa. Se fosse presidente de um clube, nunca deixaria meus jogadores participar de uma seleção sub-15 com as regras atuais. A não ser que tivesse um acordo firme com os pais do menino.

E o Vasco pelo jeito fez a lição de casa. O pai do garoto diz que ele fica no Vasco e assinará como profissional em 2008.

2 Respostas to “O desafio da Colina”

  1. Gustavo Luis said

    Esse é o certo, nada de impedir o garoto de disputar competições sub-15, tem é que falar com os pais, dar uma ajuda para se firmar um contrato, se os pais não quiserem, dispense o moleque (ai sim irão aceitar).

    É isso, Gustavo, E o contrato não pode ser imposição de uma parte. Tem que ser um valor justo. O clube não pode esquecer que tem que cuidar bem do menino para lucrar (no campo e fora) depois.

  2. Eduardo said

    Não foi o Eurico que em uma das edições passadas da Copinha, se negou a mandar a equipe junior do Vasco, exatamente para evitar a exposição dos atletas? Nisso eu concordo com ele e faria o mesmo também.
    Está certo que muitos podem ser meros refugos no futuro, mas para ir por preço de banana, o clube europeu não pensa 2 vezes pra arriscar. Como por exemplo na úlima Copinha, em que o São Paulo tinha na dupla de zaga o Breno e o Aislan, um já foi e outro que nesse ano será promovido para o profissional, já tem propostas de times italianos, ou o caso dos irmãos laterais do Fluminense e da Seleção que interessavam ao Manchester United e que se não em engano já foram vendidos.

    É isso mesmo, Eduardo, os clubes europeus têm dinheiro que lhes permite arriscar um pouco. Os clubes brasileiros deveriam ser mais competentes nesse mercado. Primeiro para segurar mais os jogadores, depois para vendê-los ´por um preço melhor. E o principal é não usar dinheiro de venda de jogador para pagar contas do dia-a-dia (salários, viagens etc). Dinheiro de negociação só deveria ser usado de dois modos: para reforçar o time e para investir em áreas que poderão dar mais receita no futuro (ex: fazer bons CTs para os juniores ou desenvolver novas ações de marketing).

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