Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

O Pan na balança

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 1 janeiro 2008

O Tribunal de Contas da União começa a julgar neste mês as contas da organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007. O TCU vai analisar apenas os gastos federais, que foram a maioria dos cerca de R$ 3,5 bilhões gastos.

Sempre é bom lembrar que o orçamento inicial do Pan era de menos de R$ 400 milhões, que tem sido um valor médio histórico das várias edições dessa competição, não importando muito onde ela é realizada.

Pelo preço “normal”, o Rio poderia ter hospedado o Pan não uma vez, mas nove (2007, 2001, 2015, 2019, 2023, 2027, 2031, 2035 e 2039).

O TCU fez várias críticas à maneira como foi gasto o dinheiro do Pan e disse que somente não embargou obras para não atrapalhar a competição.

 Agora, se as contas serão rejeitadas, são outros quinhentos.

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6 Respostas to “O Pan na balança”

  1. Maurício said

    TCU, então não vai dar em nada.

  2. JoaoBittar said

    Serah que aproveitando o clima, alguem vai discutir a incrivel cessao do Engenhao para o Botafogo, feita pelo prefeito botafoguense, a preco de banana e em carater de capitania hereditaria?
    Nem o Flamengo,nem Fluminense ou Vasco vao reclamar?
    Estranho, muito estranho.

  3. davidoff said

    Enquanto isso, hospitais públicos usam garrafas “pet” vazias como bolsa coletoras de urina, doentes sofrem nos corredores sem atendimento, o HC deixa milhares de pacientes na mão porque não foram realizadas obras de manutenção elementares e outras dezenas de situações dignas de filmes de terror. Marcelo, acho que o correto é dizer “são outros quinhentos”. Abraço!

    Caro Davidoff, tem toda a razão. Foi um lapso meu e está corrigido.

  4. Nicolas said

    Esse orçamento inicial era irreal e não daria para custear a construção do
    Engenhão.
    Afinal,por que construir um estádio de futebol para os Jogos Pan-americanos?
    Sem falar da duocentésima reforma do Maracanã. E sem a preocupação de adaptar os estádios às normas da FIFA.
    Logo,para a Copa precisarão de outras reformas.
    Isto é,se forem os estádios da Copa. Quanto a você ter um mandatário no setor público, dando um bico na chamada
    ética republicana e favorecendo a um time de futebol. Afinal,qual é a novidade? Esse já é um filme bem antigo.

    Caro Nicolas, o filme é bem antigo, mas uma hora tem que sair de cartaz. Aliás no caso do Engenhão, caiu praticamente no esquecimento um caso escandaloso. No meio da obra, decidiu-se que a pista de atletismo tinha que ter nove raias e não oito. Segundo a declaração da Prefeitura do Rio de Janeiro, esse aumento provocou mudanças na arquibancadas que encareceram a obra em 50%!. Não é sacanagem minha, nem erro: segundo a Prefeitura, aquela nona raia custou elevou o custo do estádio em 130 milhões de reais. E a imprensa esportiva aceitou a explicação com a maior naturalidade, diga-se.

  5. É…

    Com Maracanã, São Januário e Edson Passos, pra que o Engenhão?
    Nem é grande o bastante para sediar uma Olimpíada, nem é pequeno o suficiente para não sobrecarregar os cofres públicos.

    Estava estimado em 80 ou 90 milhões e ficou em pouco mais de 400, salvo descobertas de novos custos.

    Já precisa de manutenção…

    Bittar, com relação à cessão (só à cessão, o ato em si, por favor): a prefeitura da mui nobre e digna cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro abriu licitação pública. Apenas o Botafogo habilitou-se. Portanto, os demais nada podem reclamar.
    Fez o Botafogo um bom negócio?
    Tenho dúvidas.
    Um exame atento dos balanços do São Paulo, mostrará que o custo Morumbi é alto, altíssimo, e raramente o clube consegue lucro com o estádio.
    Claro, ter sua própria casa é bom demais, etc e tal, mas, a que custo?
    Para a prefeitura carioca, a cessão, se o clube conservar direitinho, é um bom negócio.
    Uma vez que o dinheiro já está enterrado lá mesmo…

    Emerson, tem razão que só o Botafogo se candidatou, mas houve pontos muito estranhos. A licitação foi aberta no meio do tumulto do Pan e se encerrou logo depois da cerimônia de encerramento.
    Para se candidatar, era preciso ter acerto com um clube (por que alguém não poderia explorá-lo exclusivamente para sohows eprovas de atletismo, por exemplo?). A Prefeitura poderia ter tranquilamente ter sondado empresas estrangeiras a participar da licitação, buscado formar parcerias com clubes. Com certeza estaria faturando muito mais do que R$ 30 mil por mês.
    Aliás, se esse estádio der prejuízo ao Botafogo, ficará provado que ou é inviável construir estádios no Brasil (pois qualquer um custará muito mais do que R$ 30 mil por mês), ou o Botafogo é absolutamente incompetente para gerir o Engenhão.
    Pois uma coisa é certa, jamais, em tempo algum, alguém se tornará gestor de estádio em condições tão favoráveis.

  6. heheheheheehehe…

    Bota favoráveis nisso!

    Sem questionar a correção ou não da prefeitura carioca, diante do fato consumado – a licitação – eu fiquei espantado com a verdadeira negligência com que o assunto foi tratado por Flamengo e Fluminense.

    O mais racional, sem dúvida, teria sido uma gestão compartilhada, à la San Ciro/Giuseppe Meazza, mas ou eu desconheço meandros do negócio, ou o grau de irracionalidade da cartolagem carioca foi excessivo.

    Agora, Marcelo, infelizmente eu não acredito que o Botafogo vá dar conta do recado com o Engenhão.
    Sei lá… Talvez tenha sido um passo além da capacidade das pernas alvinegras nesse momento.

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