Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Torneio caça-níquel é a Copa SP

Posted by Marcelo Damato em domingo, 6 janeiro 2008

Passam os anos e a Federação Paulista de Futebol continua a vender vaga para times que queiram disputar a Copa SP. Sem competência para conseguir patrocinadores, dá paga a quem puder pagar, sem contar as equipes grandes, claro.

A atuação do Ypiranga-PE diante do Grêmio mostra que o time não poderia nem disputar a Série C da Copa SP se existisse uma. O Ypiranga não só perdeu de 12 a 1, como levou oito gols com um jogador a mais em campo, após expulsão de um atleta do Grêmio.

A Copa São Paulo foi administrada pela Prefeitura de SP até 1988, quando a prefeita Luiza Erundina determinou que preferia gastar o dinheiro de outra forma. O torneio então foi assumido pelo governo do estado e em seguida pela FPF. Mas, se era para vender vaga, a Prefeiutura poderia muito bem ter continuado.

Coincidência ou não foi desde aquela época que a revelação da Copa SP a cada ano vira quase sempre um Zé Ninguém no futebol profissional.

5 Respostas to “Torneio caça-níquel é a Copa SP”

  1. Rubens Leme said

    Concordo contigo, embora possa citar duas grandes revelações de times campeões: Dener e Djalminha. E a Copa SP me lembra aquele antigo slogan da Arena nos anos 70: “onde a Arena vai mal, um time no Nacional”.

    É Rubens, só que isso quase não tem nada a ver com política. É grana mesmo. Pagou, entrou.

  2. Joao Bittar said

    Marcelo,
    Pelo que entendi, a organizacao da CopaSP carece de profisssionalismo, transparencia, indices tecnicos , parametros esportivos etc. enfim , um pouco de etica na Zona, como diria o ZeSimao.
    Metafora perfeita do futebol brasileiro. Neste sentido , ela eh muito “didatica” mesmo. Faz sentido “abrir” a temporada jah dessa maneira.
    Mas eh um torneio muito atraente, nao soh porque nao tem muita concorrencia relevante nas TVs e uma demanda enorme (nesta epoca onde as ferias tb. sao -on line- parabolicamaras- ) mas tambem porque a idade limite dos jogadores participantes ( espero que seja serio…) mais do que nunca eh a idade onde surgem os jogadores que serao noticia etc etc. tipo Lulinha,Pato e Breno. Se antes eram “promessas” hoje em dia, sao mercadoria tipo pao fresco para ser consumido imediatamente. Entao a tensao e a pressao que cercam a Copa tornam ela mais interessante.
    A ideia original, obvia eh verdade, eh muito boa.

  3. Leandro Lima said

    Marcelo,

    É um prazer comentar pela 1º vez neste blog, muito bom por sinal.

    Sobre a copinha, além disso ainda proibem times que querem fazer algo mais sério. Veja esta matéria: Leia.

    Caro Leandro. O prazer é todo meu. Espero que fique freguês.
    Eu conhecia a história que indicou sobre o Primeira Camisa. Sinceramente, eu não sei se o Roque Júnior está ou não fazendo um trabalho mais sério, ou, como tantos, quer apenas ganhar dinheiro com a formação de jogadores – o que não é reprovavel, mas tampouco digno de distinção. Se jogar a Copinha, que é uma tremenda vitrine, era tão importante assim para ele, fico com a sensação que ele quer ganhar dinheiro rápido. Mas, como disse, não conheço o suficiente para opinar.
    De todo modo, essa questão não tira o mérito do jogador (ou ex-jogador?, não sei se ele ainda está na ativa) na sua reclamação. Se a FPF prometeu que ele poderia fazer daquele jeito, tinha que cumprir. O que me surpreende é que o Roque Junior, tendo jogado futebol, ainda não tenha aprendido a conhecer dirigente. Se é difícil fazer negócio pelo fio do bigode no mundo “real”, imagine no mundo do futebol. Com a FPF, eu só enviaria comunicação por escrito e esperaria resposta do mesmo modo.
    Por fim, já que tocou num assuntoque me é muito caro, vou me alongar um pouco. Se o Roque Júnior ainda é jogador, desejo de coração que o negócio seja fechado. Deveria ser proibido, como é na Europa, que jogadores em atividade (técnicos, jornalistas, agentes de jogadores) tenham participação na gestão de clubes e na carreira de jogadores. Isso é um evidente conflito de interesses. A Fifa proíbe explicitamente, mas no Brasil se tolera.
    Enfim, como ouvi uma vez e gosto de repetir. Todos os lados do balcão são dignos, mas ninguém tem o direito de ocupar ficar em mais de um. Jogador, Técnico, dirigente, jornalista, empresário, cada macaco no seu galho.
    Volte sempre.

  4. Pedro said

    Concordo plenamente: Antes somente poderiam participar os times que venciam seus respectivos Campeonatos regionais. Tinhamos otimos jogos na copinha e diversos jogadores saiam prontos p/ atuar no profissional. Hoje virou uma baderna, com diversos times sem a menor condicao de disputar a copinha e sem jogadores revelados. Meus pesames Copa S.Paulo de Jr.

    Caro Pedro, Seja bem-vindo ao debate, Escreva sempre. Você tocou num ponto importante. A classificação teria de ser apenas por critérios técnicos. E os grupos deveriam ser decididos por sorteio público. A Copa SP virou um instrumento político e perdeu parte de sua importância técnica.

  5. geraldo c araujo said

    Não assisti à goleada do Grêmio, mas me surpreende que um time vencedor por 12 x 1 ainda tenha jogador expulso; a não ser que o tal “espírito copeiro” propalado pelo Grêmio – e que consiste basicamente na distribuição de pontapés nos adversários – já se tenha estendido às divisões de base do clube.

    Não seja injusto, Geraldo, o “espírito copeiro” não é distribuir pontapés. É apenas ser muito raçudo. O Grêmio provavelmente faz mais faltas, mas não em todos os jogos, muito menos de forma escandalosa.

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