Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Nenê, o show da doença

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 15 janeiro 2008

Talvez sem querer, o pivô Nenê está transformando sua doença numa espécie de novela de suspense. Se ele quer privacidade, não deveria ficar soltando informações, desmentidos e notícias em pílulas.

Primeiro revelou a doença e pediu que ninguém do seu convívio revelasse o que é, alegando privacidade. É meio estranho para uma pessoa pública, mas vá lá, todos têm os mesmos direitos. Ao mesmo tempo, permitiu que se criasse uma situaçãode absoluta consternação que não serviu para mais nada do que atrair atenção para sua doença.

No mesmo dia,  alguém de sua família diz que a cirurgia seria na terça-feira (hoje). Em seguida, houve um desmentido, sugerindo que a operação seria mais tarde. E, nesta terça, soube-se que a cirurgia foi realizada ontem à noite.

Agora, revela-se que foi retirado um tumor, mas se diz que uma biópsia ainda determinará se é maligno ou benigno – o que parece impossível, dada a consternação dos colegas do jogador.

E, mais impressionante, não se revela o tipo de tumor, nem o órgão afetado. Acho que nunca vi um caso assim.

Desse modo, fica difícil entender o que o jogador está querendo.

11 Respostas to “Nenê, o show da doença”

  1. Rubens Leme said

    Nenê tem que brilhar em algo pq nas quadras…

  2. Onofri said

    Eu li que a doença é nas regiões baixas…

  3. Leandro said

    De acordo com o Globo.com era um tumor no testículo. Leia
    Se esse for o caso, não sei qual foi o melindre…

    Esse é um local chato Leandro, mas está ai o Lance Armstrong para não deixar ninguém desanimar.

  4. Eduardo said

    Depois que acabam com a carreira dele por causa de boatos, assim como a carreira de diversos atores, músicos e etc foram destruídas por boatos maldosos, não adianta reclamar.

  5. Anísio FC said

    Parece que o rapaz gosta da sua privacidade, mas no caso o tiro saiu pela culatra.
    Que tivesse se privado de verdade e nem dito que tinha doença, que não dissesse pra ninguém. Errou a mão, erro fatal pra um jogador de basquete.
    E estimo as melhoras pro Nenê,

  6. Luis Francisco said

    Este caso me faz pensar em duas coisas. A primeira é que ninguém está de livre de doença nenhuma. De um lado, um atleta de performance de alto nível, até onde sei sem vícios, cercado de que há de melhor na medicina, é vítima de doença grave. De outro, conheço gente que bebe, fuma e que nunca mediu a pressão que vai tranquilo até os 80, 90 anos. Sorte, destino? Não sei. A diferença é que, se o pior acontecer, quem se previne tem mais possibilidade de sobreviver.
    A segunda coisa que me vem a cabeça é que lá, como aqui, as estrelas do esporte e da tv carecem de verdadeiros profissionais de imprensa. Não aquela coisa boba de querer construir uma “boa” imagem, visitando doentes e doando cestas básicas (embora isto seja bom e sempre ajuda alguém). Nem ligar para colunistas social pedindo notinha ou publicação de uma foto. Mas o gerenciamento de imagem, que mede riscos e retornos, que subsidiarão contratos de publicidade ou coordenação de ações em casos agudos como este, este está em falta. Se um profissional competente estivesse ao lado do jogador, iria orientá-lo à: assumir a doença, dando uma entrevista coletiva em que expõe os fatos e encerrar o assunto, ou simplesmente dizer que vai se ausentar para tratar de assunto pessoal. Talvez a estratégia é aumentar, por uns dias, a menção do nome do jogador na mídia. Tiro que sai pela culatra, já que nem toda menção é positiva ou gera o efeito esperado. Em termos de marketing esportivo, nenhuma ação é boa que não tiver um desempenho superior dentro de quadra/campo. Até David Beckham, caso bem emblemático, teve um desempenho esportivo acima do jogador comum, ganhando títulos pelo Manchester United e se transformando no maior jogador inglês, antes de transformar numa máquina para a mída. Este não é o caso do Nenê.

    Bons profissionais de imprensa é o que mais falta, Luiz Francisco. Só que no caso do Nenê, o que ele precisou foi de um relações-públicas esperto. E não teve. Mas agora, com a revelação de que o câncer é nos testiculos, não há mais mistério.

  7. Rubens Leme said

    quando você se diz que Beckham se transformou no maior jogador inglês, se refere à atual geração, não? porque de todos os tempos nem matando…

  8. Luis Francisco said

    Sim, de sua geração. Eu diria desde o começo dos anos 90. Se não o melhor, o mais bem sucedido. Porque no time do Manchester supervencedor, grande parte dos jogadores eram estrangeiros.

  9. Rubens Leme said

    financeiramente sim, longe, inclusive da história ele é, mas acho que, tecnicamente, Gascoigne foi melhor. Pena que tenha se acabado rapidamente por causa da bebida.

  10. Luis Francisco said

    Não só financeiramente, esportivamente também, eu diria. Gasgoine era mais habilidoso, mais raçudo até. Mas costumo ver os atletas pelo conjunto da obra. Beckham contribuiu em muito pelo Manchester do final anos 90 até se transferir ao Real Madrid. Gasgoine não fez o mesmo pelos clubes que defendeu.

  11. Saulo said

    Marcelo, não entendo nada de basquete mas acho que o Nenê quis fazer com o problema de sua doença, a mesma coisa que ele faz quando joga pela seleção brasileira de basquete…ou seja, um verdadeiro “MISTÉRIO”. Dizem os crítico que ele joga muito basquete lá na NBA, mas pelo que sei quando o Nene joga pela seleção o Brasil é um verdadeiro fiasco nas competições internacionais (QUE MISTÉRIO UM ATLETA QUE JOGA MUITO NA BADALADA NBA E AQUI NO BRASIL NÃO JOGA NADA). Tá sumariamente eliminado das olimpiadas de Pequim, duvido que se classifique jogando contra grandes seleções da europa senão conseguiu se classificar no pré-olimpico jogando contra seleções fracas.

    Caro Saulo, não concordo muito com voce, não. O Nenê tomou uma atutude corajosa de boicotar a seleção para tentar pressionar pela saída do presidente da Confederação Brasileira de Basquete. Foi exatamente a mesma coisa que Guga fez no tênis, boicotando a Copa Davis. Acontece que o segundo teve sucesso, expandiu o boicote, enfraqueceu o presidente e este não foi reeleito. Mas o Nenê ficou sozinho tentou levar o boicote até onde pôde, mas sozinho viu que não dava e desistiu.
    Se os atletas no Brasil participassem mais da política esportiva, como em todos os outros países, os dirigentes provavelmente não seriam tão ruins.
    Sobre o desempenho dele, o Nenê não é um fracasso, mas não faz sucesso na NBA. Nenhum jogador brasileiro faz. Os brasileiros são considerados bons profissionais, mas todos são coadjuvantes. O expoente, o Leandrinho, é reserva (foi eleito o melhor reserva da NBA, na penúltima temporada). Na seleção, o time joga mal por vários motivos. Seguramente, um deles é que o antigo técnico tinha técnicas de treino e idéias dos anos 90. Outro é que o basquete do Brasil enfraqueceu muito. Enfim, o Nenê tem ido mal, mas ninguém tem ido muito bem.

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