Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Premier League ataca Blatter

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 15 janeiro 2008

O diretor executivo da Premier League, Richard Scudamore, se colocou contra a idéia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de limitar estrangeiros. Para defender sua tese, Scudamore foi desfiando motivos.

Com as atuais regras de nacionalização vai ser difícil decidir que é um nacional ou não, mesmo quem tenha direito de nascença à nacionalidade. Isso pode gerar debates acalorados , e reforçar posições nacionalistas, como a do político francês Jean Marie Le Pen

As leis européias prevêem liberdade de trabalho para todos os que têm nacionalidade de um de seus países-mebros.

Os torcedores dos clubes querem suas equipes sejam as mais fortes possível. Os cartolas querem oferecer o melhor espetáculo possível, e isso inclui ter os melhores jogadores, não importa de onde vennham.

Os torcedores ingleses já não estão mais tristes com o fato de que sua seleção esteja fora da Eurocopa.

Nessa, ele acertou o calo de Blatter.

O que o presidente da Fifa quer é justamente manter o prestígio das seleções, cada vez mais reduzido com a formação de equipes que são melhores do que seleções.

E à medida que aimportância das seleções ai, o seu poder também cai. Pois seu poder, como foi o de João Havelange, se baseia nos países pobres do mundo, que são a maioria. E estes não têm praticamente liga, mas apenas a seleção.

5 Respostas to “Premier League ataca Blatter”

  1. Rubens Leme said

    É um problema insolúvel, até porque hoje os grandes times europeus compram jogadores de outros continentes de 12, 13 anos e é um buraco que eles mesmo cavaram. Se você pegar a escalações desses times verá que quando muito, possuem dois ingleses. A Inter de Milão nesse final de semana só tinha um italiano (Materazzi) de titular, contra o Siena.

    Como os times vencem a torcida assim nem sonha em ver esses estrangeiros partirem, porque tanto lá como cá, em primeiro lugar para o torcedor está seu time, depois a seleção.

  2. Rubens Leme said

    Talvez se a Fifa voltasse atrás naquela determinação de que um jogador não pode mais defender duas seleções como acontecia antigamente, servisse como um paliativo a isso.

    Dessa forma, alguns jogadores que não tem mais chances em seu país de origem poderiam defender alguns países. Acho que a França iria adorar ter o Pernambucano em seu meio-de-campo, por exemplo.

    Pode ser Rubens, mas aí se correria o risco de uma desnacionalização total. Se hoje as seleções já representam pouco porque muitos jogadores estão fora, imagine pondo estrangeiros nos lugares deles. Esse é um passo na direção contrária, fazer um campeonato entre seleções de ligas. Mas acho que ainda é cedo
    Para mim, o problema das seleções não tem solução. À medida que a globalização avança, a noção de nacionalidade fica cada vez mais frágil.

  3. Onofri said

    Pois não é. A Itália, com seus times lotados de estrangeiros – alguns nem merecem estar lá, mas estão – ganhou a última Copa. Portanto, ainda há um respiro, um pouco de ar para as seleções. Mas isso vai acabar. O futuro é um mundial de clubes.
    Obs: aquela meleca no Japão não é um mundial de clubes decente.

  4. Rubens Leme said

    Mas de uma forma ou outra isso já acontece. Veja o caso da Alemanha: quando a gente pensaria que uma potência histórica precisaria de Paulo Rink ou Kevin Kuranyi para suas seleções? Eu concordo com o que você disse, mas o processo é irreversível agora. E não podemos esquecer que o resto está viciado nisso, pois os clubes da África e América do Sul dependem demais do dinheiro dessas vendas.

    O processo é sem dúvida irreversível, Rubens.

  5. Olá, Marcelo.

    Futebol é clube e não seleção.
    Graças à ganância da FIFA, Confederações, Federações e seus grandes cartolas, jogos de seleções viraram coisas chatas, banais, sem graça, sem brilho, partidas rotineiras.

    Antigamente – como tenho 53 anos posso usar esse advérbio com facilidade -, convocação de seleção era uma coisa fantástica. Jogo de seleção, então, nem se fala! Era bom demais, justamente por serem poucos, eram todos especiais. Hoje, virou uma palhaçada, ou uma palhaçadinha.

    As Classificatórias para as Copas, as malditas datas-FIFA, a postura arrogante da Confederação Africana, tudo isso prejudica os clubes, que pagam regiamente a seus jogadores e vêem-se privados deles a toda, por qualquer dá cá aquela palha, e, claro, sem serem por isso remunerados.

    No Brasil é pior.
    O clã Havelange é dono da CBF, entidade de gordas tetas e gordo leite, há muitas décadas. A CBF ignora o futebol brasileiro e quando não o faz é simplesmente para pisoteá-lo.

    Os clubes são subservientes. Seus dirigentes não passam de sevandijas acomodados, covardes. O São Paulo, que era o único a não endossar as eternas reeleições do Havelange travestido em Teixeira, por conta de 2014 – desculpem a grosseria – abriu as pernas e entregou-se ao domínio do cartola-mor. Até parou de cobrar a dívida que já beirava os cinco milhões de reais, referentes a salários de jogadores do clube enquanto estiveram a serviço de alguma das inúmeras seleções brasileiras. Na maioria dos casos em meros e ridículos jogos caça-níqueis.

    No que me diz respeito, abaixo as confederações e federações e todo o poder aos clubes.
    São eles a razão de ser do futebol.

    Concordo bastante com o que diz, Emerson. E a razão disso tudo é que as federações que foram criadas pelos clubes para servi-las, com o tempo passaram de empregados a patrões. É preciso “refundar” as federações e pô-las no seu devido papel.

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