Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Juvêncio tenta esticar mandatos

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 18 janeiro 2008

Virtualmente reeleito presidente do São Paulo nas eleições de abril, o presidente Juvenal Juvêncio tenta promover uma reforma do estatuto para aumentar o mandato de presidentes e conselheiros eleitos.

O mandato do presidente passaria a três anos, mantendo a possibilidade de uma reeleição, e os mandatos dos conselheiros subiriam na mesma proporção, de quatro para seis anos.

Juvêncio tenta aprovar a mudança no estatuto antes da eleição de abril, para beneficiar-se dela. Seu segundo mandato iria assim até 2011.

Antes da eleição presidencial haverá troca de conselheiros eleitos. Eles representam 80 dos 240 conselheiros. Os demais 160 são vitalícios. Até 1996, na gestão de Fernando Casal de Rey, a relação era de meio a meio.

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11 Respostas to “Juvêncio tenta esticar mandatos”

  1. Onofri said

    Hummm, parece que a mosca do mandato eterno anda circulando lá pelos lados do Morumbi…

    O argumento, Onofri, é que, com mandatos de dois anos, o calendário eleitoral atrapalha a vida do clube. É claro que a oposição não concorda. Mas ela nunca esteve tão fraca.

  2. Gustavo Oliveira said

    Só boas noticias hoje. Leo Lima no palmeiras, perpetuação de poder no São Paulo… Agora só falta a eleição direta no timão.

    Está em discussão, mas não deve passar, Gustavo

  3. Anderson Santos said

    Isso eu não entendo. Muita gente elogia o São Paulo por sua preocupação com a alternância (pelo menos do ponto de vista formal), mas ninguém põe o dedo na ferida: o processo eleitoral deles é um dos mais elitistas do futebol brasileiro. Voto indireto por meio de poucos conselheiros, sendo a maioria destes vitalícios.

    Não é à toa que o Juvenal é cartola há tanto tempo por lá. Não há qualquer chance do torcedor tricolor comum, interessado, influenciar nos destinos de seu clube.

    Essa proeza o Marcelo Teixeira ainda não conseguiu. Na Vila, as eleições são diretas (único clube grande do Estado regido assim). Aliás, essa é a única esperança de se mudar as coisas no Santos. À hora em que se juntarem forças suficientes a fazerem frente ao Mecenas da Baixada, a casa cai. E no voto.

    A eleição para presidente do Santos é direta, Anderson, tem razão. Isso foi adotado recentemente pelo Marcelo Teixeira – incrível. Mas o formato eleitoral do São Paulo não é o pior. No Corinthians, até a última eleição vigorava um sistema esdrúxulo. A chapa mais votada, mesmo que tivesse um mísero voto a mais do que os concorrentes, elegia todos os conselheiros quadrienais. (imagine quatro chapas e 1.001 votos. Todas as chapas têm 250 votos e uma 251. Assim, com 25% dos eleitorado, essa chapa faz 100% das cadeiras) Por um tempo, houve conselheiros biônicos, indicados diretamente pelo presidente e referendados pelo Conselho. Agora isso vai mudar. No São Paulo, há um outro ponto perverso, que é o sistema de lista (o mesmo que o PT quer implantar no Brasil). Há uma ordem na chapa. Assim, se a chapa tem 20% dos votos, elege os primeiros 20% dos conselheiros. Se o conselheiro 21º tiver recebido todos os votos e os demais nenhum, nem assim ele entra. E a ordem é por anterioridade no clube. Assim, entram sempre os mais velhos. Foi esse sistema que fez surgir em certo momento oito correntes políticas dentro do clube. Que conseguiu criou sua corrente política e só deixou entrar quem era mais novo do que ele.

  4. Leandro said

    HUmm… Não. Melhor apenas mudar a data da eleição. Para o fim de dezembro, por exemplo. E não em abril.

    Essa sua idéia é uma bomba atômica, Leandro. Pense bem. Imagine o São Paulo disputando o título brasileiro e uma eleição presidencial no meio? No meu ponto de vista, é melhor que seja em abril mesmo, quando não há nada de importante.
    (PS: Vi que mudou seu e-mail. O meu blog andou te bloqueando? Se aconteceu, foi sem eu saber)

  5. Maurício said

    Li esta notícia na Folha hoje. Tem uma reunião agora, para mudar o estatuto e a situação não perde de jeito nenhum, como também a releição do Juvenal é barbada. Mas precisa ficar claro que a alteração na composição do CD foi feita por quem está hoje na oposição, visto que este grupo entrou em 2002 e já encontrou a casa assim. Não acho a perpetuação no poder, mas entendo ser interessante a ampliação do mandato para três anos, com uma, repito UMA reeleição.

    Caro Maurício, obrigado pela informação. Não sabia que a reunião seria hoje. Achei que demoraria um pouco.

  6. Eduardo said

    A oposição pode estar fraca, mas 3 anos em um mandato é o ideal. Dois anos é muito pouco, se o presidente pega um time estragado, não conseguirá nada. Imagine se o Juvenal assumisse o Corrinthians hoje, o que faria em 2 anos? Quase nada. E 3 anos também não é nenhuma perpetuação.

    Não tenho opinião específica sobre isso, Eduardo. O que me incomoda é que sempre o processo é casuístico. Esse aumento não deveria valer para o próximo mandato, que será decidido em três meses. O Juvenal foi eleito para um mandato de dois anos, com possibilidade de releição por mais dois. Para o outro mandato, poderia ser. Sempre que se fazem coisas assim, eu me lembro da reeleição do presidente – feita sob medida para o FHC -, uma das piores porcarias que já se aprovaram no Congresso.

  7. JoaoBittar said

    Golpe eh Golpe, nao importa o grau de “democracia” nem o historico. JJ repete Del Nero que repete RicardinhoTeixeira.
    Caiu na vala comum.
    Pelo menos tah acionando a oposicao saopaulina.
    Vamos ver ateh que ponto ela eh menos pior que situacao.
    E vamos ver tb. o que sobra de democracia e alternacia de poder dessa virada de mesa.
    Ta cheirando a arroz queimado, como diria o sabio A.H.jr.

  8. mas não entendi o argumento que de 3 anos nao atrapalha o clube (ou atrapalha menos) do que 2… Não dá para encontrar diferenças.

    Quanto a abril, é a melhor data mesmo, afastado das conquistas (ou fracassos) de fim de ano, e ainda longe das finais de meio de ano.

  9. Anderson Santos said

    Marcelo, vou por pontos:

    1. Posso estar enganado, mas a eleição no Santos é direta há muito tempo, e uma tradição na cidade (talvez por isso dure tanto). O Marcelo Teixeira chegou ao poder no voto direto, vencendo o candidato do Samir.

    2. A reforma eleitoral que o Marcelo fez foi centrada em três pontos: a)adotar o sistema de arrastão (esse do “ganhou, leva tudo” que vc citou); b) vedar o voto a quem tem menos de três anos como sócio (ou seja, vc não pode se associar e já votar na eleição seguinte); c) vedar a candidatura a quem não seja conselheiro há um bom tempo (não lembro o prazo). Com isso, congelou o processo de renovação.

    3. Como é incrível a criatividade desses cartolas! Esse sistema de listas do SPFC é novidade pra mim.

  10. Maurício said

    Apenas uma correção: o “agora”, não era ontem e sim janeiro. A reunião será dia 24/01.

  11. Anísio FC said

    Acho uma besteira imensa.
    Surpreende que tenha saído da cabeça da cúpula sãopaulina!
    2 + 2 é conta justa! Pra que mexer no que tá dando certo?

    Há alguns anos, Anísio, pouco depois do Ricardo Teixeira e vários presidentes de federações aumentarem o próprio mandato de três para quatro anos, a conversa no Clube dos 13 era fazer os mandatos subirem para três anos. Depois, o assunto esfriou. Pelo jeito, o São Paulo decidiu voltar ao assunto.

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