Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

A volta de Chilavert

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 21 janeiro 2008

Chilavert apareceu ao lado do presidente da Bolívia, Evo Morales, defendendo os jogos na altitude. Disse que o veto da Fifa se deve à pressão brasileira.

Sei que a decisão da Fifa foi baseada num estudo médico. Mas a declaração de Chilavert me deixou com uma dúvida: alguém conhece reclamação contra jogos na altitude feita fora do Brasil?

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16 Respostas to “A volta de Chilavert”

  1. Pedro said

    E’ verdade. So’ o Brasil reclama. Argentina, Uruguai, Paraguai etc nunca levantaram nenhuma polêmica a este respeito, por isso acho errado proibir jogos na alitude p/ favorecer somente um país.

    Bela informação, Pedro. Realmente esse era um ponto que nunca tinha me chamado a atenção até agora. Acho que ainda continuo a favor da proibição, mas sem a mesma convicção de antes.

  2. Rubens Leme said

    alguém conhece alguém que tenha mais bochecha do que o paraguaio, tirando o Kiko?

  3. Rubens Leme said

    Sou totalmente contra a proibição. Se não pode jogar na altitude, não pode jogar em lugar acima de 40 graus positivos ou abaixo de zero. Isso tb mata. Especialmente ao meio-dia como era na Copa de 1994. pq ninguém reclamou da FIFA naquele ano, hein?

  4. davidoff said

    Salvo engano, a Bolívia não manda seus jogos em estádios localizados em cidades de grande altitude para prejudicar os adversários, mas nos estádios onde eles usualmente jogam. Esse pleito de banir jogos “na altitude” (horrível expressão, mas devo me render à praticidade), mal comparando, é como se a seleção sueca durante a futura Copa de 2014 se recusasse a jogar no Maracanã ao meio-dia e exigisse que a partida fosse realizada em Campos do Jordão. Aliás, nas copas do México e dos EUA, por exemplo, as condições de jogo foram terríveis em razão do calor e ninguém se recusou a jogar.

    Concordo totalmente com você, Davidoff. E acho até que o Brasil em 1970 e 1994 levou uma certa vantagem por causa do calor. Mas ainda sobrevive uma questão importante. Ninguém sofrecom o calor da mesma forma que sofre com a altitude. Talvez sejam necessários mais estudos médicos, mas essa é uma questão que deve ser decidida dessa forma, não por argumentos ou menos ainda pressão política.
    E não se pode esquecer que a questão da altitude já está sendo usada como arma de jogo. O Peru criou duas seleções, uma de “estrangeiros” para jogar em Lima e outra de “nacionais” para jogar em uma cidade bem mais alta (acho que Cuzco) e também em la paz e Quito, pois reconhecem que os peruanos que estão há muito tempo fora do país já não suportam o ar rarefeito como os que ainda vivem lá.

  5. davidoff said

    Marcelo, voltando àquele papo de publicação esportiva ter contrato assinado com clube, não estava me referindo especificamente ao Lance (nem sabia desse contrato com o SPFC), mas à situação de um modo geral. Na verdade, o que me despertou o interesse em saber sua opinião sobre o assunto foi o contrato da Trivela com o Milan. Na minha opinião, mesmo que haja todo cuidado em manter a imparcialidade, para o leitor fica difícil acreditar que na prática ela exista, uma vez que há interesses econômicos entre as partes. A informação fica sempre com aquela mácula da dúvida (será que elogiou porque tem interesse? se omitiu porque tem interesse? criticou porque tem interesse?), a exemplo das “notícias produzidas sob a égide” da relação CBF/AMBEV/Milton Neves, por exemplo. Abraço!

    Eu não conheço esse contrato do Milan com o Trivela, Davidoff. Mas é diferente uma publicação ter um contrato e um jornalista tê-lo. Faz parte do negócio da publicação ter anunciantes e parceiros. É claro que um clube não é um parceiro qualquer, mas também o Milan não tem tanta importância assim para uma revista brasileira. Mas, repito, não conheço a Trivela o suficiente para opinar sobre esse caso específico.

  6. JoaoBittar said

    Interessantissimo. Nunca havia feito essa sinapse sobre a relacao futebolistica do hermanos e altitude. De fato nunca reclamaram, pelo menos os argentinos que acompanho melhor.
    Assim como jogar em Dallas ao meio dia e 45 graus eh terrivel e mortal e em 94 ninguem reclamava do fuso horario mundial da TV, que era a causa dos jogos nestes horarios absurdos.
    Nunca fui muito simpatico a essa causa, mas agora to menos ainda.
    Quando as eliminatorias sulamericanas eram em grupos de tres ou quatro e o Brasil jogava em La Paz, a volta era sempre em Manaus, pra fritar os miolos dos bolivianos habituados a media anual de 7 graus e uma cidade onde jamais a temperatura passou dos 25 na . E eles , nao me lembro, tb. nao reclamaram.

  7. Maurício said

    Realmente este papo de proibição começou com a turma do Flamengo e foi apoiada por boa parte da mídia. Desde que os clubes brasileiros jogam a Libertadores eles enfretam as alturas. Se preparam, vão lá e ganham jogos. No passado o Flamengo do Zico, Júnior e outros jogou por lá e nunca reclamou. Em 2007, com um time mioa boca e sempreparo físico nenhum foram lá em cima e fizeram a palhaçada dos tubos de oxigênio e na volta, para justificar iniciaram esta campanha. Digo isso sem medo de errar, pois algumas semanas depois o Paraná jogou no mesmo lugar e não vimos nada de oxigênio a beira do campo. Os jogadores cansaram, lógico, mas foram até o fim ao contrário dos baladeiros. Mas o problema é muito mais psicológico, que outra coisa. Em uma das passagens do São Paulo de Telê pela Libertadores, o seor de fisiologia fez um tremendo trabalho, prevenindo e preparando os jogadores para o jogo. Ao chegar na Bolivia, o Macedo ao descer do avião caiu no chão e disse que estava passando mal por causa da altitude. Dai o Telê chegou perto e falou: levanta, que aqui é tão baixo, que São Paulo, pois estamos quase no nível do mar.

    Maurício, Não é só o Flamengo que defende a proibição. Muitos médicos de São Paulo e jornalistas também (um deles é o Juca Kfouri). A seleção brasileira na época do Telê jogou lá e tinha balão de oxigênio na beira do campo. Outros times já foram com isso também. Conheço um caso de um jornalista que desceu de um avião correndo para alcançar um técnico, passou mal na corrida e ficou no hospital quase até a hora de embarcar de volta. Há organismos que reagem muito mal.

  8. geraldo c araujo said

    Me perdoe se eu estiver errado, mas esse Chilavert não foi aquele goleiro que simulou ter sido atingido por um foguete no Maracanã e por isso foi eliminado do futebol? Caso esteja certo, então estabeleceu-se a dupla ideal para defender ilegitimidades: um idiota e um fraudador, ambos movidos por mera politicagem. Não morro de amores pelo presidente Marcio Braga – acho até que ele poderia compor um trio com a dupla de cucarachas – mas é inegável que, neste caso, a razão está do seu lado.

    Não, Geraldo, o Chilavert é o goleiro-artilheiro do Paraguai, que já foi pré-candidato a presidente da República. ele ficou mais famoso no Brasil na fina da Libertadores de 1994, defendendo o Velez contra o São Paulo.

  9. Rubens Leme said

    Aquele foi o Rojas, chileno. Chilavert é paraguaio.

  10. Lucas Camargo said

    Aparentemente, os argentinos também reclamam. Notícias da imprensa Argentina antes e depois do jogo em que a Argentina foi derrotada pela Colômbia, em novembro de 2007:

    El Comercio

    Reuters

    Lucas, muito obrigado pela colaboração. Quanto mais argumentos, melhor

  11. Lucas Camargo said

    P.S.: Pelo que ouvi falar, João Saldanha era um ferrenho opositor do jogo na altitude. Como treinador do Brasil nas eliminatórias de 1969, ele criticou severamente que se permitissem jogos na altitude. Por outro lado (tb pelo que ouvi falar), uma das razões para o Brasil ter ido tão bem na Copa de 70 foi o fato de ter se preparado na altitude de Guadalajara (1.600 m)

    Lucas, a preparação da seleção foi Guanajuato. Guadalajara foi a cidade onde o Brasil fez todos jogos até a semifinal. Existe uma história de que a semifinal Brasil x Uruguai seria na Cidade do México e o Brasil conseguiu ficar mais um jogo em Guadalajara, onde já estava adaptado.

  12. Filemon said

    Gente, gente, o fato de outros países não defenderam não muda o mérito da questão. O Flamengo reclamou, o São Paulo reclama, o Juca já falou desse assunto muitas vezes. Mas nem por isso, a Fifa fez um estudo. E vale lembrar, se é que alguém esqueceu, o Brasil foi derrotado nas eliminatórias pela primeira vez na história jogando em La Paz (2 a 0 para a Bolívia, em 93). O final do jogo entre Flamengo e Potosi, no ano passado, é outro exemplo do drama que é. Foi uma lástima.
    Só me faltava essa, defender jogos na altitude por que dirigentes brasileiros estão lutando pela proibição. O blog é crítico, é ótimo que seja assim, mas não vamos perder a noção das coisas.

    Mas acho que ninguém está defendendo os jogos na altitude por esse motivo, Filemon. Eu, que sou contra, não senti isso. E até um leitor apontou que algumas matérias de equipes reclamando. Além disso, há um ponto importante. Uma coisa é a altitude ser uma vantagem para os locais, como seria se o Brasil marcasse jogos às 15h no verão contra europeus. Na Copa Davis, cada país escolhe o piso que mais o favorece e isso não é considerado desleal nem poderia. Outra coisa é se a altitude é nociva aos jogadores ou não. Eu acho que sim, mas entendo que haja quem pense o contrário.

  13. Nelson said

    o pessoal reclama como se os times paraguaios botassem medo em alguem…

    esse tipo de proibição é ridicula

    Paraguaios ou bolivianos, Nelson?

  14. diego^ L said

    Não sei! Sou Brasileiro, por isso não sei se os Argentinos, Gregos ou Troianos questionam isso.

    Dia desses um Ministro de Lula foi para La Paz e passou mal lá, e nem tava jogando bola, viu… imagina se tivesse.

    Sou a favor de jogar em cidade sem altitude, até porque os próprios jogadores dessas seleções, como Bolívia, que tem atletas atuando na Europa, não querem jogar na altitude também, sabem que ficam prejudicados.

    Outra coisa, quem está acostumado na altitude, quando joga fora dela, tem um melhor desempenho.

    🙂

    Caro Diego, Seja bem-vindo ao blog. Escreva sempre e mande notícias do Santa Cruz. Sobre o que escreveu no fim, é bem verdade. Os bolivianos são os quenianos do futebol. Correr eles sabem bem. Jogar, ainda estão evoluindo.

  15. Nicolas said

    Concordo com a preocupação com a saúde dos jogadores. Se houver comprovação médica dos danos à saúde,deve-se baixar uma proibição. Aqui no Brasil,percebo pouca preocupação com o bem-estar de jogadores e torcedores. As partidas são agendadas para horários em que o sol castiga a todos.Não se poderia,em pleno horário de verão,buscar horários mais favoráveis?J á estão cogitando de realizar partidas em pleno meio-dia.
    E essas partidas que começam às 21:45,sem se preocupar com as dificuldades dos torcedores. Aliás,o Corinthians tem jogado nesse horário sem sequer haver transmissão pela TV. Qual poderia ser a razão? Abraço.

    Provavelmente, burrice, Nicolas. Ou preguiça. Que o jogo da TV aberta seja às 21h50, vá lá, afinal o dinheiro da TV é muito importante. Mas os outros deveriam ser no máximo às 20h30. A não ser que eles estejam marcando para as 21h45 para o marido com payperview não brigar com a mulher que está vendo novela. Mas isso é palpite, só conjectura.

  16. Rubens Leme said

    Na verdade, os argentinos questionaram pq o Brasil fez primeiro, aquela coisa do “se eles podem eu também posso”. E não podemos esquecer que eles têm um medo danado dos colombianos desde aquele 5×0 que tomaram em pleno Monumental de Nuñez.

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