Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Justiça pela metade

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 24 janeiro 2008

O procurador do TJD da Federação Paulista de Futebol, Antonio Carlos Meccia, vai rever a partida Marília x Palmeiras para verificar se o meia palmeirense Valdívia foi marcado com deslealdade.

Mas Meccia não pediu o vídeo do clássico Palmeiras x Santos, quando Valdívia foi acusado de dar várias cotoveladas no seu marcador, Adriano.

Por quê?

14 Respostas to “Justiça pela metade”

  1. Renato said

    Não tenho a menor ideia kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Renato said

    Mudando um pouco de assunto no blog do Juca tem um exemplo de como um Juiz fifa prejudica um time

  3. JoaoBittar said

    Eh cedo pra se falar de efeito traffic-del nero-serra, nao acha?
    Eu nao acredito.

  4. Anísio FC said

    A mídia agora inventou que o Valdivia não sabe fugir de marcação homem a homem e isso dá margem pra que a cada jogo Valdivia tome porrada aos montes.
    Ontem o cara saiu com cara inchada do jogo, no jogo contra o São Paulo desequilibrava e o Alex Silva o tirou do jogo graças a uma porrada.
    Continuemos brincando e consagrando Adrianos.
    Que o tal procurador peça o vídeo do jogo contra o Santos e tente descobrir quantas cotoveladas Valdivia deu, duvido que ache alguma!

  5. JoaoBittar said

    O video de Londrina e Eng Beltrao eh impressionantemente impressionante. Nunca vi uma coisa daquelas.
    E os bandeirinhas?
    E o cara tah no quadro da Fifa, Evandro Rogerio Roman.
    Fiquei chocado com a sequencia de erros sempre a favor do mesmo lado. Se for pro STJD deve dar problema pro cara. Foi muito acintoso. O narrador da TV Rural de Cam po Mourao ficou estarrecido e quase esqueceu do jogo
    propriamente dito.

  6. Denilson Martins said

    Acho que isso se deve porque o diretor do programa Jogo Aberto da TV Bandeirantes é também conselheiro do Palmeiras, então ele imprime uma linha editorial favorável demais a Valdívia. Percebe-se nitidamente, que os comentaristas têm receio de falar o que realmente pensam, com relação ao Palmeiras e ao próprio Valdívia.

    Como a Bandeirantes tem o direito do Paulista, a federação deve ver com muito bom olhos o que “editam” nos seus programas. Mesmo porque, Del Nero também é ou foi diretor do Palmeiras, antes de ser presidente da federação. Acho que não teria nada que agradasse mais a ele, e também ao Sr. Mário Quaranta Filho, do que um título do Palmeiras.

    Teremos, na minha opinião, mais aberrações. Enquanto diretores de clubes forem também diretores de programas de jornalismo esportivo, a veracidade dos fatos divulgados, será sempre incerta.

    Os absurdos que vimos o ano passado, atribuindo às arbitragens a acachapante vantagem tricolor no campeonato (como se fosse possível abrir 15 pontos por conta de arbitragens) vão se repetir.

    Existe uma vontade muito grande desta parte da imprensa, em transformar o bom Valdívia, em craque, e também, o milongueiro, em vítima. Acho que nem uma coisa, nem outra, correspondem a verdade.

    Denílson
    , acho que está exagerando e não é pouco. Em primeiro lugar está fazendo muita confusão, misturando muita estação. O Del Nero não é diretor do Palmeiras há pelo menos uns 15 anos. Membros de diretoria não podem fazer parte do TJD. Em segundo lugar conselheiro e membro de diretoria são coisas completamente diferentes. O São Paulo já teve conselheiros que foram membros da diretoria da Federação e até que foram presidentes, como o Roberto Gomes Pedrosa e José Maria Marin.
    O Mario Quaranta, no departamento de esportes da Band, tem acima dele um diretor de esportes que é santista e acima dos dois estão os Saad, que, se não me engano, são são-paulinos. Certamente palmeirenses é que não são.
    Mais: a Bandeirantes tem direitos do Paulista não porque tenha comprado, mas por uma delegação da Rede Globo, como já aconteceu com a Record. Ainda que seja paga, essa delegação pode ser cassada pela Globo em qualquer fim de ano. A Globo faz isso não por razões comerciais (pois o que recebe é uma parte muito pequena do que paga aos clubes), mas provavelmente para não ter problemas com o Cade, pois já sofreu ações contra o seu “monopólio”.
    A sua acusação ao Mario Quaranta não pode ser respondida dessa maneira, pois não é proibido que um conselheiro de clube, nem mesmo diretor trabalhe em TV. Nem poderia. A atividade no clube é voluntária. Aliás, o José Paulo de Andrade foi diretor de jornalismo da mesma Bandeirantes ao mesmo tempo em que era diretor de comunicação do São Paulo, na gestão Casal de Rey. Tanto o Quaranta quanto o José Paulo são considerados muitos bons profissionais por seus colegas.
    Por fim, em 2005, como eu escrevi no Lance, a tabela do Paulista favorecia o Palmeiras, especialmente no número de viagens. Depois da coluna, a tabela foi mudada. E, como a Folha publicou, a nova tabela favorecia o São Paulo quase na mesma proporção. E esta não foi mudada.
    Se você quiser discutir se as entidades favorecem os grandes em detrimentos dos pequenos eu até aceito começar, mas entre grandes não há diferença de tratamento significativa, nem das entidades, nem da mídia. Se não fosse por outro motivo, ninguém é burro de fazer isso.
    E, mais uma vez, abstenha-se de fazer ataques pessoais neste blog.

  7. Denilson Martins said

    Depois do que li sobre a Agenda Positiva, imagino que a atitude desta parte palestrina da imprensa, também possa fazer parte desta agenda.

  8. Anísio FC said

    Tudo o que o Marcelo falou e mais…
    O SPFC estava sem ganhar campeonatos desde 1957, aí em 71, no jogo final ganhou de 1 x 0 do Palmeiras, num lance Leivinha fez um gol de cabeça, o bandeirinha do jogo (Boschilla) foi ao meio validando o gol, o juiz (Armando Marques) resolveu que foi de mão e o gol foi anulado…
    Detalhes: O governador paulista – indireto, eram tempos de ditadura militar – à época, Laudo Natel, era o presidente do clube, dizia-se à boca pequena que ele terminou a construção do Morumbi com dinheiro do estado e que o SPFC era sempre beneficiado pelas arbitragens devido a isso. Podia ser um exagero, o SPFC tinha um timaço, o meio campo era mortal, Edson Cegonha, Gerson e Pedro Rocha, tinha Toninho Guerreiro no ataque, Forlan na defesa…
    Mas aquela presença incômoda do governador/presidente no banco era constante.

    É isso aí, Anísio. Eu era criança na época e me lembro que a revolta foi grande. Já se havia dito no anterior que o São Paulo havia sido campeão à custa de garfarem a Ponte nas últimas rodadas (se foi mesmo ou não, não sei). O ano de 71 foi o do bi e acho que foi o último ano do Gérson no clube. E essa mistura de governador com presidente de clube era mesmo complicada. E sabe de mais uma coisa? Nessa época, um investigador de polícia tornou-se próximo do Laudo Natel e passou a trabalhar em sua segurança pessoal. Não sei se o conheceu no São Paulo ou se foi para o São Paulo por causa do governador. Seu nome? Juvenal Juvêncio.

  9. Onofri said

    Marcelo, você disse que mídia não favorece esse ou aquele time grande. Não é bem o que vejo na primeira página do Lance…

    De qual parte da capa está falando, Onofre?

  10. Rubens Leme said

    Eu acho o Valdívia um exemplo do jogador superestimado. Ele não joga metade do que falam, nesse caso me lembra bem o Denílson. Alguém se lembra do oba-oba em cima dele? Certa vez eu entrevistei o Tostão e fiz a seguinte pergunta a ele: “o senhor não acha que ele é badalado demais? ele tem defeitos graves ou é implicância minha?”. Tostão concordou e disse que fora o drible e a alegria, Denílson arrematava mal, tinha chute fraco, era pouco objetivo e seu cruzamento não era tão perfeito assim.” ]

    Pois Valdívia tem mais ou menos as mesmas caraterísticas dele, jogando pela meia. É extremamente disperso, tem um chute de moça. A vantagem do chileno é ser melhor passador. A desvantagem é ser genioso, embora, jamais genial. Espero que ele seja vendido em julho para fazer uma boa grana, pq corre-se o risco daqui 1 ano de ninguém querê-lo.

  11. JoaoBittar said

    Essa historia do Laudo Natel eh boa. Ele , apesar de governador , mas sem gravata, sentava no banco e ficava quieto,imovel. Uma ameaca velada poderosa, alem de Gerson e PedroRocha !!!
    Jah a da construcao do estadio eh fantasiosa. O SPFC ficou mais de decada a mingua futebolistica, apenas sobrevivendo, pois soh se disputava o paulista ( se houvesse Brasileirao seria rebaixado…) e seus dirigentes investindo tudo na obra que se inaugurou incompleta e foi se pagando por si mesma, a partir dai.
    Alguns banqueiros, alem de Natel foram diretores do SaoPaulo. Gente da area economico financeira, que projetou essa ordem administrativa menos ruim que as dos outros clubes brasileiros, apegados a todos os tipos de privilegio e paternalismos e “parcerias” que o futebol “profissional” tem a disposicao no Brasil.Recentemente o Botafogo ganhou um super estadio novinho em folha da prefeitura carioca , cujo alcaide torce pro Glorioso, por exemplo.
    A prefeitura de SP, cedeu terrenos para os times grandes de SaoPaulo fazerem seus CTs e o SPFC foi o primeiro a concluir o projeto. o SEP fez depois e ainda nao tao bom e o SCCP , comecou por ultimo e ainda nao terminou.
    Ou seja, nao vejo nada de especial na gerencia do SPFC, mas sem muito esforco, lembro de uma montanha de besteiras, fraudes, esquemas mal explicados e outras mazelas administrativas que, na pratica, sacrificaram bastante a grandeza dos co-irmaos paulistanos em alguns momentos.
    Nada acontece por acaso, nem no futebol.

    É isso aí, João. A história da ajuda oficial ao São Paulo foi muito comentada, mas nunca provada. E como tal deve ser tratada.

  12. Denilson Martins said

    Ao Anísio, informo que o SPFC já tinha sido campeão em 1970, e que o empate, no jogo de 1971, já daria o título daquela ano ao SPFC, e o jogo esta 1X0 pro SPFC, portanto, não seria alterado o cheiro da brilhantina.

    Sobre o Del Nero, coloquei no condicional, pois não sabia se ele ainda era diretor do Palmeiras.

    Sobre ser conelheiro de clube e de TJD, informo que o Aprobato Machado continua sendo ao mesmo tempo presidente do STJD e conselheiro do SCCP, o que configura uma situação escandalosa, pois fere o princípio de isenção de um órgão da justiça, ainda que desportiva.

    Sobre ataques pessoais, não foram, apenas critiquei o trabalho do Quaranta, algo que a imprensa faz todos os dias com outros trabalhadores, mas que parece não aceitar muito bem, quando é contra si.

    Como disse certa vez o Kajuru, a imprensa quer poder criticar a tudo e a todos, mas não quer que nada nem ninguém critique a sua atuação.

    Concordo com ele, a imprensa também pode ter seu trabalho criticado, e acho que isso é super saudável pra uma sociedade democrata.

    Sempre se terá suspeitas sobre os títulos do passado, um exemplo é a final de 1977, quando dizem, embora sem nunca comprovar, que o governar Paulo Egydio, obrigou a Federação Paulista, a fazer do SCCP, o campeão. O time ao que parece, teria que vencer 8 jogos de uma fase classificatória, e venceu todos, muitos dizem que de maneira suspeitíssima, assim como muitos suspeitam da final, quando Boschília (são-paulino declarado) expulsou Rui Rei. Mas enfim, quem é que pode provar isto?

    Outro exemplo é o jogo final de 1942, sim, porque não foi uma final, o SPFC era o penúltimo jogo do Palmeiras, mas não estava na briga pelo campeonato, quando os palmeirenses afirmam que o SPFC abandonou o gramado depois de um pênalti marcado para o Palmeiras, é verdade, mas nenhum fala sobre o árbitro, que se diz, ter sido comprado pelos diretores palmeirenses, como represália ao governo de Getúlio, e que, desapareceu após a partida, e nunca mais foi encontrado pra dar explicações sobre o jogo.

    Enfim, existem muitas Histórias e Estórias sobre o futebol, o que de certa forma o deixa ainda mais apaixonante, mas me incomoda, a perseverança que alguns órgãos da imprensa têm em colocar o SPFC sempre como o vilão destes enredos, acho que não totalmente verdade, mas também não é totalmente mentira.

    Bom, Denílson, sua mensagem é longa e merece uma resposta por tópicos.
    1) Também discordo desse acúmulo. No final, Approbato, que é da oposição a Andrés Sanchez, negou efeito suspensivo ao Finazzi. Não entro no mérito da decisão, mas ele quebrou seu compromisso como conselheiro. O correto é que tivesse renunciado ao Conselho ao entrar para o STJD. Dos outros oito membros do pleno, dois são conselheiros do Botafogo e um é filho um alto funcionário do departamento jurídico da CBF, o que também não deveria ser permitido
    2) Não defendo jornalista por ser jornalista. Isso está em centenas de respostas. Minha questão é outra. Neste blog não se permitem ataques pessoais, especialmente de caráter moral. Se você tem um fato comprovado, traga. Mas acusá-lo de distorce a cobertura da Band e ainda mais por ser palmeirense é não só um ataque moral, como erra sobre a maneira como as coisas são decididas lá. E falo porque conheço. Conheço porque trabalhei lá em 2007, embora não com ele.
    3) Concordo com o Kajuru, que é uma pessoa muito querida. E tanto não sou assim que aqui todos podem criticar, se não for ataques pessoais ou ofensas. E aceitar críticas não quer dizer concordar com elas, mas apenas não rejeitá-las por princípio. E mais: quantas pedidos de desculpas minhas já viu neste blog? Pelo menos uns três estão aqui.
    4) Concordo contigo. Sempre se terá suspeitas sobre títulos e muitas coisas. Isso é inevitável. Mesmo episódios bem explicados geram controvérsias, pois o que é boa explicação boa para um não é para outro. Só discordo que o São Paulo seja um vilão especial. Minha sensação é que o vilão especial é o Corinthians, mas como sou corintiano, não me levo a sério nessa avaliação. Para mim, todos são tratados mais ou menos da mesma maneira. O que mudam são os ouvidos.

  13. Anísio FC said

    Verdade Denilson…
    Tinha me esquecido de 70, eu era um menino e já acompanhava futebol com frequência…
    E eu só contei a história do Laudo Natel pra fazer o contraponto com a suspeita que você colocou ao diretor de jornalismo lá…
    Diretores de jornalismo, jornalistas, governadores, prefeitos, etc… Todos têm sua torcida à times de futebol e nem por isso ficam beneficiando A ou B por isso.
    E não acho que Valdivia seja poupado não, já tinnha escrito que essa onda de dizerem que Valdivia não sabe se desmarcar é clichê na imprensa esportiva paulista – até o PVC escreveu isso! – e acho que esse papo é que faz com que Valdivia seja marcado com tanta violência.
    Uma pergunta pra imprensa esportiva… Se Valdivia não sabe sair de marcação indiidual, porque o marcam com tanta violência? Afinal se não sabe sair pra que dar porrada? Ou não dão porrada é porque ele se desvencilha?

  14. Denilson Martins said

    Anísio, lendo as respostas, notei que o Marcelo também já lhe tinha alertado pro engano.

    Sobre o Valdívia, acho que ele é um jogador normal, recebe e faz faltas como qualquer um, na semana passada, rasgou o joelho de seu marcador, esta semana, levou um chute no nariz.

    Me incomoda a imprensa ficar tentando santificá-lo, assim como me incomoda, alguns tentarem demonizá-lo, o que também já foi feito com Rogério Ceni.

    Como também já tentaram santificar o Rogério Ceni, Denílson. Não acha que isso é meio normal com todas as pessoas públicas? Os que gostam muito põe o cara num altar, os que o detestam dizem que é lixo. Acho que isso nunca vai mudar.
    Mas você tem completa razão num ponto importante. Jornalista não pode fazer isso. Aliás essa é a “maldição” que todo jornalista tem que cumprir. O sujeito de tanto gostar de esporte resolve virar jornalista. Mas quando vira não pode mais gostar como antes. Precisa se controlar e se forçar a ver tudo pelos dois lados.

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