Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Roman diz que foi “bem”

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 25 janeiro 2008

Evandro Roman disse  que saiu do jogo convicto de ter feito uma boa arbitragem, apesar do vídeo montado pelo Engenheiro Beltrão ter mostrado vários lances em que os jogadores do clube reclamaram.  Ele afirmou que presidente da comissão de arbitragem da federação paranaense, Antonio Victor de Oliveira. estava no estádio e não lhe fez nenhuma crítica.

Sobre o lance em que interrompeu um contra-ataque do Engenheir Beltrão para atender um jogador do Londrina, disse que minutos antes havia tomado a mesma decisão na direção inversa.

4 Respostas to “Roman diz que foi “bem””

  1. Francisco Assis said

    Evandro Roman pode ser punido por ter dado entrevistas sobre o jogo. Abaixo o final do texto publicado no http://www.globo.com

    “Sérgio Correia ainda disse que a decisão do presidente da Comissão de Arbitragem do Rio de Janeiro, Jorge Rabello, de proibir os árbitros cariocas de falarem com a imprensa é uma orientação do órgão máximo do futebol mundial, a Fifa.

    – Houve uma reunião entre os presidentes das comissões de arbitragem da América do Sul inteira no início do ano para discutir essa orientação da Fifa de proibir árbitros de darem entrevistas. Decidimos que era melhor concordar com esta prática.

    Devido à proibição, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca não pôde comentar o lance.”

    Caro Francisco, o Correa não me disse nada sobre isso quando o entrevistei. Como viu, soube do assunto por mim. Mas viu o vídeo e tirou suas próprias conclusões.

  2. Rhay said

    ok, o vídeo é parcial mas os erros alguns erros foram primários.

    Por primário nisso, Rhay. O trio de arbitragem errou demais.

  3. JoaoBittar said

    E eu acrescentaria ao depoimento do Roman em relacao ao momento que ele interrompeu o lance (quando o Eng. Beltrao finalmente recuperava a bola para sair em contra-ataque) que se ele fez isso minutos antes, como disse, errou mais do que imaginavamos e insistiu no erro.
    No lance que assistimos, quase um minuto na intermediaria e ataque do Londrina, da esquerda pra direita (sem que nenhum jogador do Londrina colocasse a bola pra fora, apesar da possibilidade) minuto que pareceu uma eternidade ( pro locutor da TV pelo menos…) e teve o desfecho absurdo.
    A linguagem deveria ser sempre essa. Errou comprovadamente, suspensao, insistentemente, como Roman, suspensao longa. Fraude comprovada com a do Edilson, expulsao ( e prisao se for o caso ).

    Exceto pela intensidade, eu concordo, João. Erros de arbitragem são graves, pois afetam o trabalho de outros. Mas acho que só devem punir os erros que são evitáveis. Há jogadas em que o juiz fica completamente encoberto, não há o que ele possa fazer.

  4. Francisco de Arruda said

    Este é o jornalista que divulgou a Máfia do Apito. O presidente da ANAF, quer o perdão dos arbitros mineiros. Qual sua opiniao sr. Marcelo.

    “É necessário investigar todos os juízes”

    André Rizek, repórter da Veja que descobriu a Máfia do Apito, tornou-se referência no assunto. OPor isso, resolvi entrevstá-lo sobre o mais recente caso envolvendo juízes – desta vez, sete, todos mineiros – para passar o caso a limpo. O bate-papo aconteceu ontem, por e-mail.

    Vc acompanhou o caso dos sete juízes mineiros punidos pelo STJD por superfaturamento de despesas com transporte?

    Acompanhei pela imprensa. Se for verdade que eles superfaturaram notas de passagens aéreas para ganhar um “troco” no reembolso, tem que expulsar toda a turma do quadro da federação. Se qualquer funcionário faz isso numa empresa jornalística, por exemplo (e há vários casos semelhantes…), é demitido por justa causa. Ora, se for comprovado, isso é um claro caso de desonestidade!

    O caso deveria ser objeto de investigação e julgamento na esfera esportiva antes de apuração policial e decisão da Justiça de verdade?

    Penso que não, Jorge. Tribunal Esportivo não tem competência – e nem deve ter – para analisar uma fraude que não seja, especificamente, uma fraude esportiva. Pode, no máximo, julgar alguém depois de a fraude ser comprovada pelas instância competentes, como no caso da Máfia do Apito. Aliás, tem tribunal demais no futebol, né? Ops, tenho que tomar cuidado para falar isso. Podem querer me suspender por “declarações ofensivas”…

    O STJD tem capacidade para julgar alguém depois de tantas decisões polêmicas que tem tomado?

    Gosto dessa pergunta, mas darei uma resposta vaselina… A gente não pode pensar assim. Ou então temos de concluir que o Congresso Nacional não tem moral para julgar alguém ou mesmo legislar e, neste caso, só restaria fechar o Congresso. Infelizmente, o nosso tribunal é esse aí. Mas temos de tentar melhorá-lo, não decretar que, por ser ruim, eles não podem julgar. Estão lá para julgar, né?

    Existe risco de juízes, que agem como os sete mineiros, serem cooptados por máfias de apostadores e afins?

    Claro que sim! Um cara que tenta dar um golpe com nota de passagem aérea é um potencial membro de máfias do apito. O Danelon, por exemplo, um dos dois juízes envolvidos na Máfia do Apito, que segundo consta do processo, começou se vendendo por causa de uma dívida de 7 500 reais. Na Máfia do Apito não tinha nenhum grande bandido, apenas gente que vivia de pequenos trambiques… Quem diria: um bando de ladrões de galinhas assaltou o Campeonato Brasileiro!

    E o “Caso Edílson”, a quantas anda?

    Anda muito mal, Jorge. O processo foi suspenso mês passado. Isso mesmo: sus-pen-so. Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo diz que é preciso estudar melhor se é um caso para a esfera federal ou estadual (onde corre…) da justiça. Fez isso sem nenhum pedido formal dos advogados de defesa. Um dos réus contratou um dos mais famosos escritórios de advocacia do país, o mesmo que teve sucesso em colocar nas ruas o Pimenta Neves (jornalista que matou a namorada), a Suzane e o Edinho, para você ter uma idéia sobre o quanto eles são competentes. Existe um certo temor de que os advogados se aproveitem da lentidão da nossa justiça – ainda estamos muuuuuuuito longe de uma decisão em primeira instância – para trabalhar por uma prescrição do processo. Coisas da justiça brasileira. Na Alemanha, um juiz foi fragrado pouco antes de Edílson e já cumpre pena. Na NBA, um juiz foi flagrado depois de Edílson e já foi condenado por dois crimes. Enfim, pelo menos a gente não tem terremoto, né…

    O que fazer para livrar o esporte brasileiro da ação das máfias de apostas?

    Acho que a primeira coisa seria profissionalizar o árbitro, no mundo todo. Não só para melhorar o nível da arbitragem, mas para você poder conhecê-lo melhor, conviver com ele, saber quem é este sujeito. É necessário investigar todos os juízes, como faz a Federação Paulista desde o caso Edílson. Uma quebra de privacidade, mas dos 400 inscritos em São Paulo, 78 já foram afastados porque tinham problemas como acusação de envolvimento em roubo de cargas, diplomas falsos, outros eram viciados em jogo e houve até um banido por ter uma dívida de 200 reais com a Casas Bahia (exagero, né?).

    Por fim, acho que poderia ser estudada a legalização dos sites de apostas. Eles continuam funcionando no Brasil, é muito fácil abrir um. Estes sites podem ser fundamentais para informar, por exemplo, se houve um volume de dinheiro fora do normal apostado antes de um jogo, num determinado placar.

    Você há de se lembrar que um dos sites usados pela Máfia do Apito percebeu o esquema com o Edílson (todo jogo que ele apitava gerava apostas foram do comum…) e passou a bloquear apostas para jogos em que ele trabalhava. Se estivesse trabalhando na legalidade, por exemplo, poderia avisar a polícia na época.

    Como o Brasil não combateu os sites, trazê-los para a legalidade, pagando impostos e ajudando as autoridade, poderia ser interessante. Na Inglaterra é assim que funciona.

    Este POST foi liberado em 28, Agosto, 2007, Terça, às 8:51 pm com os comentários abaixo. Para ver outros artigos com Adversários, Campeonatos.

    Francisco de Arruda
    Rio de Janeiro, RJ Brasil – 27-janeiro-2008 / 13:05:44

    Caro Francisco, bem vindo ao blog. O André Rizek é um grande jornalista e meu amigo também. Concordo com o que ele diz, exceto na intensidade em alguns pontos. Investigar todos os árbitros parece ser forte demais. É claro que o a comissão de arbitragem deve estar atenta a sinais de diiculdades financeiras ou de súbito enriquecimento, mas uma investigação formal só em caso de suspeita. O árbitro é um cidadão, antes de tudo. Para combater a manipulação de resultados, que não tem causa apenas nas apostas, é preciso pagar bem aos árbitros e dar independência à comissão de arbitrage, Ela não pode ser subornidada a ninguém. Tem que ser como o Banco Central. As pessoas devem estar sujeitas a punição, mas ñão a pressões.

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