Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

O Quinteto de Arbitragem

Posted by Marcelo Damato em sábado, 2 fevereiro 2008

O próximo Campeonato Mundial feminino sub-20, que será disputado no Chile, em novembro, será o palco da principal revolução da arbitragem realizada pela Fifa em décadas.

O trio de arbitragem será substituído por um quinteto. Além dos três tradicionais, haverá um juiz em cada linha de fundo, para apitar os lances de área. Ele terá um poder intermediário entre o assistente e o juiz principal.

O patrono da idéia é o presidente da Uefa, Michel Platini. Aliado de Joseph Blatter, da Fifa, foi autorizado a fazer o anúncio. Segundo Platini, com esse modelo o árbitro principal precisará correr bem menos. Irá basicamente de uma intermediária a outra.

Com menos exigência física, a Fifa já estuda aumentar a idade da aposentadoria compulsória do quadro internacional, hoje fixada em 45 anos. O aumento da idade é visto como um ponto positivo para reduzir os erros de interpretação.

Mas por enquanto tudo é conjectura. Dependerá do resultado do teste, e principalmente de uma aprovação do International Board, talvez já na reunião de 2009.

Recursos eletrônicos na arbitragem, por enquanto, nem pensar.

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6 Respostas to “O Quinteto de Arbitragem”

  1. Gostei da frase “recursos eletrônicos nem pensar”, foi perfeita e deixa-me bem humorado.
    Sou radicalmente contrário ao uso de quaisquer traquitanas eletrônicas no futebol. Inclusive a parafernália de vídeo, que conheço muito bem, já que sou produtor de vídeo há mais de 15 anos, com produtora própria, e há mais de trinta, ou seja, desde o seu começo comercial, trabalho com ele.

    A idéia desses dois árbitros de linha de fundo é boa, merece ser testada.
    Assim como foi boa a idéia da Federação Paulista com os dois árbitros. Desde que não mexa na essência do futebol, sou a favor.

    Ah, sim, abro uma exceção para o uso dos radio-comunicadores entre os árbitros. Só.

    :o)

    Adoro Carnaval, São Paulo fica tranquila, um quase paraíso. Tanto que acho que vou ver o Adriano ao vivo, no Morumbi. Essa, para mim, é a única serventia do tríduo momesco.
    Hahahahahahaha

  2. JoaoBittar said

    Um pouco de oxigenio no conceito. Felizmente, algo pragmatico.
    Tambem nao creio na isonomia dos aparelhos eletronicos.
    Espero que em 5, eles facam aquela conferencia de juizes, como na NFL, pra decidir lances duvidosos como penaltis e faltas de ataque . Mesmo sem a TV no telao do estadio.
    SSpindola consultou seus auxiliares depois do jogo daquele gol de Adriano e 2 deles discordaram enquanto 1 ficou neutro ( o que estava distante do lance) em relacao ao desfecho da jogada.
    Certamente, com uma decisao mais coletiva, a arbitragem brasileira passaria a ter indices maiores de acertos e menos polemicas.
    E tb. sou a favor de mais mulheres apitando e bandeirando. E nao eh ( soh ) por machismo sexista ( tah bom, um pouquinho eh…) mas para se restaurar uma certa respeitabilidade mutua perdida, gradual e inexoravelmente, e que deteriora a relacao entre jogadores-tecnicos e arbitros.
    Duvido que o Luxemburgo dissesse que a juiza tava paquerando ele, pra justificar uma derrota inesperada. As desculpas teriam que ser mais originais. Foi-se o tempo que mulher nao entendia nada de futebol. A Marta, as meninas da arbitragem e um numero cada vez mais mulheres jornalistas esportivas, me dao razao. Reparem que eu nao disse trocar uma coisa pela outra e sim, ampliar uma experiencia bem sucedida.

    Bittar, eu não tenho muita opinião sobre isso. Vejo apenas que o tempo passa e mais nenhum país (que eu saiba) adota essa prática. Sobre o palavreado, eu veria uma aolução simples. Tolerância zero. Depois de umas cinco rodadas expulsando técnicos, quando os times tivessem que começar a ser orientados pelos roupeiros, garanto que essa farra acabaria.
    Iria ter que criar o STJDT (o STJD dos técnicos), mas isso em menos de dois meses isso iria acabar.
    Agora é preciso que a CBF queira fazer. E isso é o mais difícil. Usar mulheres com esse argumento não resolve muito. O que elas ouvem dos jogadores…

  3. JoaoBittar said

    A tese do STJD-T, me lembrou a frase dita pelo personagem de Gian Maria Volonte no filme de Elio Petri ( ” Um cidadao acima de qq. suspeita” ) quando ele faz um discurso para os seus subordinados policiais, encarregados da repressao aos movimentos politico-estudantis no final dos anos sessenta na Italia.
    ” Repressione, eh Civilizazione…!!!”
    Vc. tem razao. Luxemburgos e Leoes nao vao gostar de ver seus roupeiros e massagistas faturando os holofotes a beira do gramado. De fato, os tecnicos na Europa, especialmente na Italia, sao muito respeitosos porque tomaram muita porrada dos Giudice no Tribunale Sportivo e se acalmaram definitivamente.

    É isso mesmo, Bittar. A civilização vem aos poucos.

  4. Nicolas said

    Graças ao Internacional Board,as mudanças de regras no futebol são muito lentas. As substituições de jogadores só foram introduzidas após um bom tempo de prática do esporte bretão. Não são tão antigas a proibição do goleiro usar as mãos em um recuo de bola e o uso de maior número de bolas. Essas duas últimas mudanças melhoraram muito a dinâmica do jogo.
    Colocar mais árbitros em jogo é uma experiência interessante. Foi tentada pela Federação Paulista mas não parece ter prosperado.
    O uso de recursos de vídeo não deverá ser fácil. Causará uma interrupção razoável no jogo e nem sempre dá para dissipar as dúvidas com a consulta. O gol do Adriano contra o SCCP foi filmado de vários ângulos e a polêmica continuou.

    Tem toda a razão, Nicolas. As substituições em Copas só começaram em 1970. O recuo para o goleiro foi universalmente proibido depois da Copa de 1990, se não me engano (ou um pouquinho depois). E, advogando contra a audiência deste blog (hehehe), quanto menos erros de arbitragem, melhor.

  5. Rubens Leme said

    Há uma questão financeira também; se você adotar tecnologia é preciso colocar em todos os estádios, não importando de qual país ou divisão será. E quem tem dinheiro pra isso? E quem não tivesse, seria impedido de jogar em casa?

    Só daria mais confusão…

    Rubens, esse negócio de que tem de ser igual para todo mundo é a maior mentirada da história do futebol. Nem a Fifa defende mais isso. Por acaso, os árbitros usam ponto eletrônico em todo os estádios do mundo? E bandeirinha eletrônica? E quarto árbitro? E mastro de bandeira flexível? Duvido que tenha essas coisas no Campeonato aí do Maranhão.
    Quantos anos acha que levaria para implantar em todo o mundo essa arbitragem de cinco pessoas? Dez anos? Talvez mais. Se nem o Teixeira conhece os campeonatos amadores do Brasil, imagina o que a Fifa sabe do mundo.
    Quer mais um negócio? No Brasil se diz desde o começo dos anos 90 que a Fifa proibiu relógio nos placares eletrônicos. Em 1995, fui à final da Liga dos Campeões e tinha relógio. Em 1996, no futebol dos Jogos Olímpicos de Atenas, idem. Em 1998, na Copa do Mundo da Fifa, idem! Em 2002, estive no Santiago Bernabéu, a mesma coisa. Meus amigos que estiveram nas Copas de 2002 e 2006 disseram o mesmo. E no Brasil continuam repetindo essa besteira.

  6. Rubens Leme said

    Você sabia que vão adotar o ponto eletrônico esse ano aqui??? Aliás, eu acho que deveria ser padronizado, sim. O fato de não ser só mostra como há pesos e medidas, afinal a regra deve ou deveria ser universal.

    A regra deve ser universal, Rubens, os recursos é que não são. Com esse papo, goleiro devera se rproibido de usar luvas, pois certamente há no mundo um campeonato em que as pessoas não têm dinheiro para usá-la. E também as camisas deveriam ser de algodão, daquelas que encharcam com o suor, pelo mesmo motivo. Querer limitar os recursos pelo ponto mais baixo me aprece um total contra-senso. Nem a Fifa acredita nisso. E o piso do campo. A regra prevê claramente que ele deve ser de grama. O que tem campo de terra…

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