Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Uma final de cinema

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 4 fevereiro 2008

A vitória do New York Giants sobre o New England Patriots na final do Super Bowl é daquelas que fazem o esporte ficar mais amado.

Um time muito popular, mas sem títulos desde 1991 e que havia entrado no mata-mata pela rabeira, vence na decisão o superfavorito, invicto em todo o campeonato, prestes a fazer a maior campanha da história da liga, com um “gol” a 39 segundos do fim. E num esporte que não tem pênalti nem chuveirinho.

E o herói do jogo é um garoto que quando menino nem gostava de futebol americano. Filho de um ex-quarterback, caçula de dois irmãos quarterbacks sempre apontados como mais talentosos do que ele, Eli Manning começou a temporada na reserva e venceu com a maior zebra da história da NFL. Para coroar, Manning esteve mal em boa parte do jogo quase entregou a rapadura três vezes.

Se fosse o roteiro de um filme, todos iria dizer que era forçado demais. Nem o Disney Channel iria agüentar tanto mel.

Acréscimo: Ia me esquecendo de um fato muito importante. Peyton, um dos irmãos mais velhos de Eli, venceu o Super Bowl no ano passado, pelo Indianapolis Colts. Isso é um feito inédito na história da competição.

9 Respostas to “Uma final de cinema”

  1. Pedro-Goias said

    Moro nos Estados Unidos e quase ninguem por aqui acreditava na derrota do New England Patriots. Tinham o melhor time disparado e melhor campanha, mas mesmo no Futebol Americano o salto alto entra em campo. De time pra time o Patriots era infinitamente superior.

    Foi incrível mesmo, Pedro. Outro ponto muito curioso é a coincidência entre o desempenho dos Patriots e o governo Bush. O primeiro título deles foi em janeiro de 2002, logo depois do 11 de setembro, quando o Bush tinha passado de ladrão de eleição a comandante nacional. Depois venceram também em 2004, ano da reeleição, e 2005, ano da segunda posse. Agora que o Bush se vai, os Patriots se apagam. É realmente muito curioso.

  2. Rica said

    Ah se tivesse pontos corridos…

    Não seria nos EUA, Rica.

  3. JoaoBittar said

    E a pobre da Gisele ficar com fama de pe-frio por ser a namorada de TomBrady eh uma in INjustica total.
    Pe-frio eh o Bush ( hehehehe).
    Prefiro, no caso de Tom, aquele velho adagio :
    Azar no jogo , sorte no amor…

    Pobre, nada, Bittar. É uma pessoa sem palavra, hehehe. Ela tinha dito que se o Patriots perdesse, iria ficar pelada em Nova York. E agora voltou atrás. O técnico do Patriots disse – de sacanagem, claro – que a promessa pode ter influenciado no resultado do jogo. “Meus jogadores ficaram com a cabeça nas nuvens”.

  4. Thiago said

    Teve de tudo. O irmão bom torcendo para o irmão que não é tão bom. Erro dos quarterbacks quando não podiam errar. Um veterano machucado fazendo touchdown. E ainda um Tom Petty maravilha no intervalo. Tirando a forma de disputa do campeonato que não gosto (o melhor perdeu por conta disso), a festa do Super Bowl é impressionante. E pensar que aquele estádio é de uma Universidade…

    É um estádio impressionante mesmo, Thiago. Gostaria de saber o que os estudantes pensam de a universidade gastar tanto com uma arena.

  5. Eduardo said

    Em termos de organização, o Super Bowl é o ápice de qualquer evento esportivo não acha Marcelo?

    É um esporte local, não é como o futebol que é praticado em qualquer lugar e no mundo todo; não é tão fácil de entender as regras para quem assiste pela primeira vez; o Tom Brady não chega aos pés do Ronaldo ou do Zidane em termos de popularidade e ainda assim eles conseguem transformar todos esses contratempos a favor deles. Eles são mais eficazes que qualquer dirigente, marketeiro ou promotor do Campeonato Espanhol, Italiano e etc. Está certo que é a economia americana, mas como pode um esporte desse se transformar em um dos eventos mais assistidos em todo o mundo, atrair tanta mídia, tantos patrocinadores que pagam o que for… é muita eficiência.

    O que me impressiona mais no Super Bowl, Eduardo, é o show do intervalo. Já vi shows com cinco pianos de cauda no meio do gramado, torres de iluminação e ainda dá tempo para o artista cantar várias músicas. Aqui no Brasil levariam um dia inteiro só para pôr e tirar os pianos. Se eu fosse gestor de um estádio no Brasil, contrataria um desses responsáveis por logística dos estádios americanos só para ensinar como faz. E o Tom Brady é (ou era, hehehe) o homem mais famoso dos EUA no momento. É o que apareceu em mais capas de revistas nos últimos seis meses, segundo uma matéria que li. Apareceu muito mais do que o Bush e o Obama

  6. Clayton said

    SB histórico, com transmissão do impagável Ivan Zimmerman. 2º maior recorde de audiência, da história da TV americana! Sensacional.
    Falando do estádio, Marcelo, o custo total da obra, estimado em R$800milhões, foi assim dividido:

    R$524 milhões
    Via Secretaria de Esporte e Turismo do Arizona.

    R$259 milhões
    Vieram dos cofres do Arizona Cardinals.

    R$17 milhões
    Vieram do município de Glendale.

    Depois a Universidade de Phoenix comprou os direitos e passou a nomear a arena.

    Grande, Clayton. E quem fica com a renda do estádio, Clayton? É dividido proporcionalmente? A Universidade comprou apenas os “naming rights” certo?

  7. Eduardo said

    Em shows de intervalo, o máximo que eu me lembro de ver por aqui, foi o desastrado show da Fat Family na semifinal da Libertadores de 2004 quando o São Paulo foi eliminado pelo Once Caldas, esse show contribuiu muito para a eliminação do time, devido a todo show armado, com gritos de campeão, bandeira do Japão e etc… E há alguns anos atrás quando a FPF dava lanches e show do Gian e Giovane no intervalo.
    Ou seja, falta muito pra gente! Não é só de um responsável pela logística do Super Bowl que nós precisamos.

    O que precisamos, Eduardo, é de um manual de como fazer, um bom professor e pessoas dispostas a aprender. Isso não pode ser fim do mundo. E não é. Basta tirar da frente aquele mar de gente que gosta de palpitar, mas não de trabalhar. E nem me lembre dos shows das farazetes. Eu estava em Limeira, quando aconteceu o primeiro. Meia hora antes do início, passo numa sala, onde a professora dava as seguintes instruções: “pessoal, está é a última chance de decorar a coreografia. Olhem bem…”

  8. geraldo c araujo said

    Com a derrota dos Patriots, cheguei a cogitar de uma viagem-relâmpago a Nova York para dar plantão na 5ª Avenida, à espera do desfile da Gisele Bündchen em pagamento da aposta perdida; mas infelizmente ela roeu a corda e privou a Big Apple de apresentar The Greatest Show on Earth.

    Nessas horas, Geraldo, a gente até agradece ao caos aéreo, hehehe. Evita que, por impulso, se faça uma viagem à toa. Mas pensando bem, ela fez o certo. O que iria ter prédio queimando por falta de bombeiro, de gente morrendo nos hospitais por falta de médico. Iria até faltar assalto, por falta de vítima e de ladrão. Iria tanta gente junta que a Terra poderia mudar de órbita. hehehe

  9. Denilson Martins said

    Neste caso, confirmou-se o dito popular: Sorte no amor, azar no jogo.

    Também, bem feito pro cara, não se pode ter tudo, o cara tem a Gisele, e ainda quer o caneco.

    Aí também não né.

    Tá eu sei que é uma ponta de inveja, mas dane-se o Brady e viva a Gisele.

    uashusahuashuashuahuashasuhasuas

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