Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Unidos pelos baixios

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 11 fevereiro 2008

Flamengo, Fluminense, São Paulo e Cruzeiro assinam juntos um documento para ser levado ao Tribunal Arbitral do Esporte, a mais alta corte esportiva mundial, contra a realização de jogos a mais de 2.750 metros de altitude na Libertadores.

Só o Santos ainda não assinou.

Entre a choradeira do Flamengo e a fleuma são-paulina, prevaleceu a primeira.

12 Respostas to “Unidos pelos baixios”

  1. Filemon said

    Marcelo, se era uma atitude que se cobrava do Flamengo em relação a uma questão que o clube tinha brigado (post recente aqui mesmo), agora é hora de elogiar, não é? O Flamengo foi atrás do São Paulo, do Cruzeiro e do outro time do Rio e saiu com um documento a ser levado ao Tribunal Arbitral da Fifa. Se a própria Fifa já se pronunciou contra jogos em grandes altitudes, ela que se entenda com a Conmebol. Se não der resultado, o que é provável, não terá sido por negligência rubro-negra.

    E choradeira pra mim é reclamação sem razão. Se o seu conceito não for diferente, significa que você tomou partido no assunto. Certo?

    Não, Filemon. Não tomei partido, não. Desde o começo disse isso. Nesse assunto estou em cima do muro. Não vejo nenhum argumento definitivo. Se teve essa impressão, é sinal de que posso ter me expressado mal.
    E, sem dúvida, que do seu próprio ponto de vista, o Flamengo mandou muito bem. As coisas devem ser decididas da forma mais aberta e democrática possível. O que o Flamengo fez, pelo que sabe hoje, foi algo completamente lícito.

  2. JoaoBittar said

    Depois da ” brilhante ” ideia do PentaUnico, era soh o que faltava o SaoPaulo FC nao assinar o tal documento ProtoFlamenguista. Seria um espanto total. E final, creio.
    Depois, vamos combinar aqui entre nos:
    nao custa nada, nao engorda nem vicia, assina e esquece.

  3. Atitude lamentável da direção do São Paulo na minha opinião.

    Sempre achei a choradeira flamenguista um exagero de péssimo gosto. Espero que o Evo Morales (argh…) leve ao Tribunal a fita com as declarações do goleiro Bruno contando a verdade sobre o que aconteceu em Potosí.

    Por trás dessa decisão do São Paulo está a briga interna no Clube dos 13 e a disputa por um naco maior nas verbas da TV. Com certeza o Flamengo vem assediando o São Paulo a esse respeito e conseguiu o que queria.
    Uma pena.

    Coisas da política.

  4. Filemon said

    O Bruno encenou no final para ganhar algum tempo diante da dificuldade, Emerson. Tirou partido da situação. Agora, todo o restante foi real. Você usa um exemplo em vários para sustentar essa opinião. Ou você ainda tem dúvidas de que jogar a quase quatro mil metros de altura é complicado?
    Nunca esperaria que fosse o São Paulo o clube a tomar frente dessa empreitada ou de qualquer outra. Esse espírito de liderança, de enfrentar desafios, pôr a cara pra bater, não tem nada a ver com o SPFC. Mas, coadjuvante histórico que é, fez bem em assinar.

    Em tempo, acho que não se trata de uma moça para ser assediada.

  5. Ricardo Teixeira, PhD said

    Prezado Marcelo Damato e blogueiros,

    hic!!
    Quero dizer que tenho acompanhado seu blog HIC! AALLÉÉMM DDOO JJOOGGOO.

    HIC!

    Eu vou resolver esta M. de problema de time brasileiro nas alturas. HIC Vou criar – com recursos de origem mista – um CT de primeiro mundo no Pico das Neblinas, a 3 mil metros de altura. A obra HIC está previamente orçada em US$ 5 bilhões e vai render benefícios inquantificáveis para São Gabriel da Cachoeira. O projeto, feito por um sobrinho meu, inclui aeroporto, malha viária, HIC infra-estrurua elétrica, sanitária, lojas de câmbio de nível internacional, HIC e algumas casas noturnas de funk, axé, rap e sertanejo.
    O hoje solitário norte roraimense HIC ganhará vida e riquezas.
    O CT estará aberto a qualquer clube de futebol inscrito na CBF, mas as seleções terão prioridade.
    Obviamente que ele ficará pronto para 2014 – e aí alguns detratores podem dizer: mas a Copa será jogada no Brasil, a baixas altitudes. Aí é que HIC está. Vamos alugar para as seleções de países altos HIC, que precisarão se ambientar.
    E o ponto alto do projeto é que o Fábio Koff ficou de fora.
    HIC
    Um forte abraço,
    Ricardo

    E aí, Doutor Teixeira? Você se revelou. O presidente da CBF nem sonha em ter um PhD, hehehe.

  6. JoaoBittar said

    Filemon,
    Acho que vc. tah superestimando a modernidade do lance.
    A FIFA comecou proibindo, foi relevando, permitiu ateh 2000 mts e ultimamente caiu fora da discussao. Quem decide , a CSAF, se lixa pra isso solenemente. Nao acho que que seja tao historico assim , Filemon. Vc. exagera.
    Sua provocacao “coadjuvante da historia” seria mais engracada se fosse mais consistente.
    Na pratica o Flamengo vai jogar em Cuzco e sem chorar. Essa sim vai entrar pra historia.

    O SPFC tem muitos defeitos mas falta de iniciativa e espirito de lideranca, NAO seriam. Compreendo que vc. nao conheca a historia do clube, mas sao justamente essas qualidades que fizeram o clube crescer tanto, ganhar titulos, ver sua torcida aumentar.
    Ate pouco tempo atras, so ele SPFC votava contra o RicardoTeixeira. Infelizemnte votou a favotr na ultima por conta da Copa. E seu Flamengo, sempre fez um triste papel nesta historia, alias. Nada edificante. Nao foi dos piores, mas ficou longe de ser independente e nao depender de favores da CBF.
    Que protagonista historico e revolucionario eh esse seu Flamengo afinal?

  7. Lucas Camargo said

    Tude depende do seu ponto de observação…Entre a atitude rubro negra e a falta de espinhaço são paulina, prevaleceu a primeira…Sinto…mas quem é que está chorando?!

  8. JoaoBittar said

    Atitude Rubronegra ?
    Jogo pra arquibancada, jogada de faz de conta, Lucas.
    Simplezinha e sem futuro.
    Se isso satisfaz a massa rubronegra, eh outro problema. Se o KL e o presidente do Fla nao tivesssem feito tanto estardalhaco com isso, ameacando nao participar e fazendo discursos com “genocidios no gramado”, certamente nao teriam que estar passando por esse momento e nem tinha que pagar esse mico. De historico e epico nao tem nada Lucas,
    Como disse lah em cima, assinar isso nao engorda, nao vicia e nem resolve nada, assina e esquece. Pode me cobrar depois.
    Se vc. lembrar, claro.
    Concordo com o Marcelo, e acrescento, choradeira de quem detesta jogar longe do Maracana. Alias jogar no deserto de Tacna faz muito mal pra saude. Um perigo!!!!

  9. Maurício said

    Dias destes em uma entrevista, acho que no Arena alguém falou, que é muito mais difícil, no cnjunto da obra, jogar em São Paulo, que no Rio de Janeiro, pois aqui o treinamento é mais pesado e levado muito a sério, diferentemente do que ocorre no Rio. Este preâmbulo serve para ilustrarn o circo, que o Flamengo fez o ano passado em Potosi. Não quero entrar no mérito se jogar nas alturas é bom ou ruim, muito embora ao longo de minha vida, que não é pequena jamais soube caso de alguém ter morrido em campo por lá. O circo flamenguista em Potosi com balões de oxigênio a beira do campo, jogadores caindo a toda hora atrás de socorro médico, pode ser comparado, com a falta de tudo isso no jogo do outro brasileiro no grupo, o Paraná Futebol Clube. Os jogadores correram, sentiram no segundo tempo, o que é lógico, mas em nenhum momento pudemos assistir a mesma frescura da turma do Flamengo. Aos de memória curta gostaria de lembrar, que o São Paulo sempre se preparou “adequadamente” para jogar no morro e tem até hoje um retrospecto favorável, mais vitórias, que empate ou derrota.

  10. Na verdade, Maurício, o São Paulo nunca perdeu na Bolívia.
    E jogando em Oruro, cento e poucos metros mais baixa que Potosí, venceu com tranquilidade e show do Palhinha.

    O Flamengo encenou dificuldades e foi auxiliado por matérias retumbantes.

    “Guerreiros de Potosí”…
    “Batalha de Potosí…”

    Ah, vamos falar sério, tudo isso não passou de baita coleção de abobrinhas.

    América do Sul é isso.
    Andes…
    Amazônia…
    Patagônia…
    Caatinga…

    Cuzco está no centro do que foi o grande mundo inca.
    É mais tranquilo, seguro e confortável jogar em Cuzco que no Maracanã às três da tarde de verão com ar parado e umidade relativa alta.

    A Libertadores é a cara da América do Sul e é bom que assim seja.

    Quanto a ser coadjuvante da história…
    Buenas, quando o São Paulo nasceu o Flamengo há muito já era um senhor.
    :o)

  11. Filemon said

    Pelo visto o ‘coadjuvante histórico’ doeu. Não retiro, é a visão que eu tenho do São Paulo. O Corinthians, em alta ou em baixa, sim é um protagonista do futebol brasileiro (somem aí os livros, as músicas, os ídolos, as histórias do futebol e comparem). Mas não se enervem, há inclusive Oscar pra coadjuvantes (e o SP é um excepcional). Podemos aprofundar esse debate quando quiser, JoãoBittar (rs).
    Agora, os blogueiros sao-paulinos querem usar o Palhinha como referência e as atuações do São Paulo, ele era exceção, jogava melhor no morro do que ao nível do mar. Gente, a altitude é um componente do jogo, não é o único. O São Paulo conseguiu resultado em Oruro ou qualquer outro canto porque tinha um time muito superior, e mesmo assim sofreu e muito. O debate é outro, do ponto de vista clínico, já mais do que comprovado de que é prejudicial. Mas aí não tem médico no mundo que convença os colegas blogueiros.. Tenha santa paciência.
    Bom, enfim, o Juvenal Juvencio assinou o documento feito pelo Mengão e vida que segue.

  12. Lucas Camargo said

    Acho que essa discussão ficou um pouco desgastada. Aparentemente, todos os paulistas (inclusive o Marcelo que – não entendi pq! – diz que está em cima do muro) acham que o Flamengo é chorão e não tem razão. Apenas o Filemon e eu achamos que Flamengo tem razão. Não quero voltar a todos os argumentos pq me parecem que já foram expostos Ad nauseam (e realmente, essa é mais uma dessas discussões que já começam a enjoar).

    Mas parece razoável levantar a hipótese (apesar da amostra diminuta) que o problema envolve um tanto de paixão clubística e um certo regionalismo. Os exemplos são claros.

    O Marcelo fala em “choradeira do Flamengo” (negativo) e a fleuma são-paulina (positivo). O JoaoBittar diz que o que o documento do Flamengo “nao custa nada, nao engorda nem vicia, assina e esquece” (claramente negativo). O Mauricio acha que em SP “o treinamento é mais pesado (que no Rio) e levado muito a sério…”

    O Filemon fala em falta de “espírito de liderança, de enfrentar desafios… (do)…SPFC”. Eu falo em “falta de espinhaço do Spfc”. Chega?
    Acho que sim…… Creio que o Marcelo irá continuar a tratar do tópico, mas eu acho que – para mim – já não está mais “saudável” continuar um debate que, como eu disse, envolve mais que a razão.
    SRN

    Lucas
    , acho melhor parar mesmo. Mas repito o que penso: não vejo nenhum argumento que decida a questão. há exemplos dos dois lados. Logo, não tomo posição, pois para mim essa questão envolve somente a razão.

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