Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

O que será de Leandro?

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 29 fevereiro 2008

Com a vitória do Vasco na ação trabalhista – claro que sujeita a recurso, mas não mais sob os efeitos daquela liminar – o que o jogador irá fazer?

O Fluminense mais do que depressa lavou as mãos. O jogador, num caso raríssimo, ficou sozinho no meio da chuva.

Pelo que eu conheço do processo, ele ainda vai ganhá-lo, mas ficou numa sinuca. Se voltar ao Vasco, será uma humilhação suprema. E não tem quem lhe pague a multa.

Ser rebelde não é fácil, mesmo com razão.

18 Respostas to “O que será de Leandro?”

  1. Rubens Leme said

    Ele não foi rebelde, foi burro. Assinou sem ler um contrato feito por Eurico. E nao acho raro um clube deixar o jogador na mão. Acha que o Flu é besta de pagar 9 milhões por um jogador perto dos 30 – se não tiver isso – e que tem uma carreira com mais baixos do que altos? Vc pagaria essa quantia se fosse o presidente????

    Claro que não pagaria, Rubens. A questão não é essa. E nem estou defendendo o jogador, mas tampouco criticando-o. A defesa do jogador diz que o Vasco descumpriu o contrato em várias cláusulas. É preciso ver o que vai acontecer.

  2. JOMBAS said

    É voce realmente não é facil. Como se pode dar razão a uma pessoa que faz um contrato, assina e depois simplesmente rasga. Pelo menos voce é coerente com o caminho que escolheu, ou seja, os dirigentes dos times do Rio sempre estão errados. Acho que a justiça agora com jurisprudencia poderia disciplinar esta bagunça que é jogador simplesmente assinar contrato e depois entrar na justiça para pegar liminar.

    Caro Jombas, acho que deveria ler mais as coisas que eu escrevo em vez de ficar me rotulando. Em primeiro lugar, não dei razão a ninguém, o que fiz foi registrar a briga e dizer que o jogador tinha o direito moral de sair. Moral, não legal – que cabe à Justiça decidir. Em segundo, é claro que não se pode rasgar contrato. A discussão na Justiça é justamente se o contrato é válido ou não. A discussão passou do campo moral para o campo jurídico, lugar onde sempre defendi que ela estivesse.
    Em terceiro, não acho que os dirigentes estejam sempre errado. Eu defendi o Eurico quando ele retirou a assistência jurídica ao Romário no caso da Finasterida – e discuti com mais da metade dos leitores deste blog por isso.
    Jombas, você é novo neste blog. Por favor, leia mais do que eu escrevo é verá que eu não julgo pessoas (já escrevi isso centenas de vezes). Minhas opiniões são sobre atos e fatos. O que eu tento fazer é analisar cada situação em seus vários aspectos. Abraço

  3. Gustavo Oliveira said

    Sinceramente, não tenho conhecimento profundo do caso, mas se existia a cláusula no contrato dele, ele deveria ter cumprido, não? Por que você acha que ele tem razão, Marcelo?

    Quem disse que eu acho que ele tem razão, Gustavo? A Justiça é que tem que decidir. Só defendo o direito moral de ele sair. Eu acho que ele vai ganhá-lo porque no processo juntaram-se documentos mostrando que o Vasco descumpriu o contrato. Mas cabe à Justiça decidir.

  4. Rubens Leme said

    Clubes à parte, Leandro Amaral foi ingrato com o Vasco, que o pegou quando ninguém mais quis e porque assinou sim o contrato. Ele acusa o empresário de tê-lo aliciado, o que é uma grande burrice e mostra como os atletas são dependentes dessa laia. Leandro não estava fora de sua faculdades mentais e nem foi pressionado para assinar. Assino porque quis. Se fosse mais inteligente, teria levado o documento a um advogado e discutido cláusula por cláusula antes de dar ok.

    Não fez isso e agora vai ter que arcar e perderá com isso, pois ficará parado um bom tempo e perderá a boa forma em que se encontra.

    Não gosto nem um pouco do Eurico, mas odeio igualmente jogadores que fazem tolices e que depois ficam inventando desculpas, como foi o Thiago Neves.

  5. Maurício said

    Outro dia, no Arena, o técnico Leão, quando lhe perguntaram, se achava se os jogadores deveriam ter empresário, como a maioria tem, ele respondeu: “Não, eles precisam ter um bom advogado. Paga ele uma vez quando assina o contrato e depois recorre a ele novamente na renovação. No resto do tempo fica livre e não precisa pagar nada para ninguém.”
    Este caso Leandro Amaral dá toda razão para ele. Tudo bem que em bunda de criança e cabeça de juiz ninguém sabe o que vai sair e ainda mais no Rio de Janeiro, mas será que a Justiça está errada no caso? Foi dito, que ele tinha uma prorrogação automática no contrato. Você diz que, pelas suas informações o jogador ganha. Dá para compartilhar com seus blogueiros?
    Mas uma coisa fica cada vez mais claro: O jogador brasileiro não está preparado para conviver com a Lei Pelé. A troco de R$ 10 a mais, e orientados por pessoas inescrupulosas, que afirmam que na Justiça do Trabalho o empregado sempre ganha, eles chutam o balde rasgam compromissos e renegam suas assinaturas. É tudo muito lamentável.

    Maurício, às vezes, eu acho que eu passo mais tempo neste blog combatendo preconceitos do que discutindo esporte. Em primeiro lugar, a grande maioria dos jogadores não briga com seus clubes. Logo a afirmação de que os jogadores não sabem viver sob a Lei Pelé é errada. E neste ponto, renovo o desafio. Proponha uma relação jogador-clube diferente da que está aí e que não seja inconstitucional, como o passe. Em terceiro, de que Justiça do Rio está falando? Da que deu a liminar, da que cassou a liminar, da que vai julgar o mérito ou da que vai julgar o recurso? Justiça é sempre assim. Quando são juntadas as provas, a decisão pode mudar. E pode mudar mesmo com as mesmas provas, mudando os juízes. Para isso serve a segunda instância
    Minha opinião de que o Leandro vencerá é que o advogado dele juntou documentos mostrando descumprimento do contrato pelo clube. Um dos documentos mostra que o Vasco paga sistematicamente depois do quinto dia útil, o que configura mora contumaz (se você é advogado ou tem empresa sabe do que estou falando).
    Sobre a questão do contrato, quando um dirigente questiona um contrato com o patrocinador, dizendo que o valor ficou baixo demais, você o chama de “inescrupuloso” e que “rasga sua assinatura”? Você nunca questionou um contrato que tenha assinado, nem mesmo com companhia telefônica, ou produto que veio com defeito, nada? Procurar seus direitos é um direito de todos. A relação entre jogador e clube é uma relação trabalhista, não moral.

  6. Geraldo c araujo said

    Esse foi mais um dos contratos de risco que o Fluminense pagou para ver e se deu mal. Um outro tem data marcada para explodir: em maio, Dodô será julgado na Suiça por doping. Por que o Fluminense faz tais estrepolias? Resposta: não é o clube, é o patrocinador. E por que o patrocinador comete essas leviandades? Simplesmente porque o dinheiro assim “aplicado” é sonegado aos seus médicos cooperados e ao correto atendimento de seus clientes.

  7. JoaoBittar said

    Marcelo,

    acho que o papel do RenatoGauchoPortaluppi eh muito importante neste episodio. Ele deveria conhecer o contrato do Leandro com o Vasco, pois trabalhava lah. Depois fez questao de leva-lo pro Flu, para onde foi.
    o Vasco procurar “seus direitos”, o “Flu lavar as maos” e o jogador agir como um teleguiado sem rumo, nao seria novidade.
    Novidade eh o papel do “manager” RenatoGP que deveria , pra ser coerente, gritar ateh ficar rouco por Leandro, o trouxa.
    Quem sabe a situacao, tao extrema, nao ajude Renato a conhecer melhor seus limites, Leandro a ponderar e refletir melhor sobre cada assinatura que coloca nos contratos.
    No caso do Vasco, o Eurico se deu bem. E o Flunimed eh isso mesmo que conhecemos. Sanha mercadologica.
    Algo me diz que a tragedia no entanto, terminarah em pizza.
    Mas nao tenho certeza de nada assim como o pobre Leandro.

  8. Onofri said

    Ele poderia simplesmente encerrar a carreira. Depois de uns dez dias ninguém se lembraria mais dele… eh eh eh

  9. Emerson Figueiredo said

    Antes da Lei Pelé, os jogadores eram praticamente escravizados, propriedades dos clubes. Era necessária uma mudança. Porém, depois da Lei os contratos passaram a valer quase nada. Tem uma advogada por aí que deve estar rica por ter se especializado em buscar pêlo em ovo para desfazer compromissos de jogadores com os clubes. O próprio São Paulo é acusado de aliciar jogadores e tirá-los dos seus times através de manobras jurídicas. E o jogador não precisa mais cumprir suas obrigações. Recentemente, em plena vigência de contrato, o Corinthians teve que fazer um tremendo esforço para manter o goleiro Felipe, conhecido pelo Brasil nos seis meses anteriores, e graças ao Corinthians.

    Não conheço em detalhes o caso do Leandro. Mas é evidente que existe um abuso na falta de respeito à palavra e ao documento assinado. Tudo sob o amparo da lei Pelé, o paraíso dos empresários.

  10. Rubens Leme said

    Os dois lados não foram honestos, Marcelo, talvez, mas o Leandro não é rebelde nem sem causa e nem com causa. É um irresponsável. E que a justiça decida.

  11. Alessandro said

    Concordo totalmente com o rubens, esse Leandro Amaral ninguém queria, não fazia nada a anos, não jogou nada no São Paulo, no Palmeiras nem No Corinthians, ninguem queria o Vasco fez ele existir para o futebol novamente ai ele faz oquê depois da sua recuperação enfia uma faca no time que o apoiou, me lembra do Nilmar o Corinthians fez ele existir aparecer novamente o cara fica quase dois anos parado no clube as custas do timão e depois quando se recupera sai e deixca o timão pra trás é logico que no caso dele tem um pouco de culpa os malandros que estavam lá dualib e compania masi acho que o Nilmar foi ingrato com o Corinthians igual o Leandro no Vasco, hoje em dia o que vale é so dinheiro os caras não esão nem ai para os clubes, tomará que se deem bem mau Leandro e o Nilmar que por acaso já se machucou de novo.

  12. hugo said

    Deviam chamá-lo de Leandro AmOral, hehe…

  13. Gustavo Oliveira said

    Marcelo, você escreveu: “Ser rebelde não é fácil, mesmo com razão.”, isso me fez crer que você desse razão ao atleta. Mas pelo visto interpretei errado.

    Vejo agora que fui infeliz na minha frase, Gustavo. Eu é que errei. A razão ali era a razão moral, não a razão jurídica. Essa é a Justiça que decide.

  14. Roberto Fonseca said

    Renato Gaúcho continua afirmando que Leandro Amaral é do Fluminense

    Em dezembro, o técnico Renato Gaúcho foi o primeiro a dizer que Leandro Amaral era jogador do Fluminense. O fato de o Vasco ter conseguido, através da Justiça, cancelar o contrato do atleta com o Tricolor não tira o sono do comandante, que espera poder contar com o camisa 7 na próxima semana, possivelmente para o jogo contra o Arsenal (ARG), na quarta-feira, pela Libertadores.

    – Leandro teve um probleminha que os advogados estão tentando resolver. Para este sábado, creio que ele não deva poder jogar, mas acredito que na próxima semana ele estará de volta. Vamos aguardar a posição da Justiça – diz.

    Fonte: Globoesporte.com

    Ué, o Fluminense não lavou a mão? Que mentira deslavada, isso tudo de dizer que o problema do LA é com o Vasco, não passa de um tentativa de o Fluminense tentar se livrar da multa que o Vasco pedirá na Fifa.

    De boa, não quero o LA no Vasco nem pintado de ouro. Não quero mais gastar minha voz com uma pessoa que tinha a torcida do Vasco na mão e a esnobou.

    Propõe logo uma troca com o Fluminense. Manda o Arouca e mais um para o Vasco. Tá de bom tamanho.

  15. Maurício said

    Não é bom a replica, treplica etc, mas vamos lá. Hoje, o jogador é massa de manobra de empresários inescrupulosos, não resta dúvida ou você acha que não? Muitos rasgam seus contratos ou não honram suas assinaturas (não todos, mas parece ser o caso do Leandro), como foram os casos do Rodrigo Souto e Marcos Aurélio. O fato do clube pagar depois do dia 5 seguidamente e o jogador aceitar ao longo do contrato acredito não deve ser motivo para rompimento de compromisso assinado anteriormente. Por fim a Justiça do Rio é a que apresenta as decisões mais esquisitas do Brasil, o Eurico Miranda no futebol e outros poderosos de lá, que o digam.

    Para encurtar a conversa, Maurício. Concordo em parte com o que diz. Há casos exatamente como diz, mas não faço as generalizações. Sobre a questão legal, prefiro esperar a decisão. Se o Leandro tiver razão, vencerá. Se o Vasco é que tiver, vencerá. Não tenho partido na disputa judicial. Só defendo o direito moral de ele sair.

  16. Thiago Menezes said

    Sou vascaíno e sei que vou contra a maioria, mas na minha opinião o Leandro deveria voltar a jogar pelo Vasco, ou seja, cumprir seu contrato, o Vasco precisa do Leandro, está carente de um atacante matador. Alan Kardec que me perdoe, mas ainda falta muito pra ser um atacante de ponta.

  17. aNNaFLaVia said

    Eu já imaginava que isso não ia dar boa coisa.

    Eu temia que pudesse acontecer, Anna, mas acreditava que ele iria se recuperar. E ainda torço por isso. Não agüento ver alguém jogando a vida pela janela.

  18. Filemon said

    No Vasco ele não tem mais clima. O Fluminense deixou ele na chapada (como costumam dizer os goianos). Resta batalhar um terceiro clube. O Eurico, bonzinho que é, diz que aceita negociá-lo.

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