Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Carta de Anselmo da Costa

Posted by Marcelo Damato em quarta-feira, 5 março 2008

“Boa tarde, sr. MARCELO,

“Se trabalhar com honestidade neste país seja sinonimo de prejuizo, considero que o nosso lema nao seja dignidade.Se profissionalismo iniciasse com honestidade, carater e dignidade, entao não existe profissionalismo no meio do futebol, infelizmente.
Sou coordenador do curso de arbitragem no Instituto WANDERLEY LUXEMBURGO, no qual em um sistema inovador, vai levar cultura e futuras possibilidades de emprego a milhares de pessoas no BRASIL e no MUNDO, pois ja existem franquias fora do país. Se fui escolhido a administrar o CURSO ARBITRAGEM, 1. sou capacitado, 2. tenho experiencia , 3. sou idoneo.

“E com relaçao a instituiçao, sempre fui claro e, por etica, solicitei para nao ser escalado em jogos no referido treinador. POR ETICA, pois por profissionalismo e carater, poderia eu apitar jogos de meu pai que seria o mesmo , pois dignidade e honestidade NAO SE COMPRAM.
Nada foi obscuro eu feito as escondidas, 1. por que nao sou sujo, 2. SOU ARBITRO há MAIS DE 12 ANOS SEM NADA CONTRA. Apitei final de Campeonato Paulista, semi de copa do brasil, semi de brasileiro, fui aspirante a FIFA, TENHO no curriculo mais de 700 jogos profissionais, enfim uma vida dedicada a arbitragem, qual o mal em externar estas experiencia dando a outros novos rumos?? sera que dignidade é voce trabalhar honestamente?? ou teremos que ter outros EDILSON, onde o sujo é inaltecido neste PAÍS.”

Comentário do blogueiro: Caro sr Anselmo. Obrigado por sua mensagem. Agradeço à deferência. Espero receber outras.
Este blog não faz considerações acerca das qualidades pessoais de ninguém, nem para o bem, nem para o mal. Mas vê um evidente conflito de interesses em um árbitro ser funcionário da empresa de qualquer pessoa ligada ao futebol ou manter relação comercial de qualquer tipo. Não haveria nenhum problema em você ser professor do IWL se o seu proprietário nao fosse um profissional do futebol.
Em algumas carreiras, há regras claras sobre os limites dos relacionamentos que um profissional pode manter. Por exemplo, magistrados não podem ter atividade remunerada de nenhum tipo, exceto o magistério, e nunca não podem atuar em nenhum caso em que pessoas ligadas a ele, mesmo que lateralmente, tenham interesse na decisão.
Quando não há regras claras, a situação sempre fica à mercê do juízo moral, que é sempre lamentável. Hoje, por exemplo, revelou-se que o Unibanco, uma das empresas mais fiscalizadas pela Receita Federal, contribuiu com R$ 30 mil para a festa de fim de ano dos auditores.
Este blog, repito, não faz juízos morais. Procura ater-se aos fatos. Se o senhor fosse árbitro da federação de outro estado, ou melhor, se não atuasse nos campeonatos em que Vanderlei Luxemburgo participa, este blog não veria problema nenhum. Mas não foi o que aconteceu.
Por fim, o senhor fez uma afirmação da maior gravidade. Se a sua situação já era do conhecimento do presidente da comissão de arbitragem, Marcos Marinho, é evidente que ele deveria ser igualmente afastado. Mas essa é obviamente uma questão em que o sr. Marinho precisa se manifestar.

Atualização: Marcos Marinho diz que foi procurado por Anselmo da Costa quando este tinha recebido o convite para trabalhar no IWL, mas ainda não tinha aceito. Nesse momento, não colocou nenhum objeção. Quando a situação se formalizou, Marinho disse ao árbitro que escolhesse o apito ou o magistério.

30 Respostas to “Carta de Anselmo da Costa”

  1. mh said

    Se quer trabalhar honestamente ensinando aos jovens, passando sua experiência, vá dar aula em escolas da rede pública, em universidades, para quem realmente precisa e SEM CONFLITO DE INTERESSES.
    Conversa mole, Juiz Anselmo…
    Quanto o sr. ganha por mês do IWC?

  2. Onofri said

    Milhares de empregos????? Quase chorei… nunca nesse país…

  3. Renato de Almeida Verde said

    Marcelo:
    Eu acho que vocë foi justo, embora entenda o outro lado, mas concordo com que você escreveu. Gostaria que outros personagens se postassem como Sr. Anselmo da Costa para um melhor entendimento dessas relações profissionais. Mas aí é pedir muito, não é?

  4. Rubens Leme said

    sabe o que mais me assusta no Luxa? é que assim como Hitler, acredita realmente no que faz e fala. Ele tem a mais pura certeza que poderá oferecer excelência…

  5. mh said

    E só mais um detalhe.
    Espero que o Juiz Anselmo não seja redator de nenhuma apostila do IWC.
    Ou que seja. Já não sei…

  6. hugo said

    Pois é, duas coisas que eu sempre acho interessante em casos assim: 1) se a iniciativa não for obviamente criminosa (como contrabando, tráfico de drogas, prostituição, etc), o argumento de que se está gerando empregos invariavelmente é usado; e, 2) o conceito de “ética” definitivamente é muito subjetivo (“coisa de filósofo”, como diz o Eurico), pois perceba que ele dá a entender que pediu para não ser escalado nos jogos do WL por preciosismo, como se fosse um ato de extremo zelo de sua parte (sem mencionar que ele não levou em conta, por exemplo, a possibilidade dele vir a apitar um jogo cujo resultado seja interessante para o time que o WL esteja dirigindo, mesmo sem o seu time estar jogando).

  7. gonz said

    …e o peixe more pela boca.

  8. mh said

    Alguém saberia explicar o primeiro parágrafo do Juiz Anselmo?
    (Não quero ser chato, mas parece texto saído da boca de técnico-de-futebol-malandro-e-enrolador)

  9. hugo said

    mh, o primeiro parágrafo da carta do juiz Anselmo quer dizer o seguinte: nada, rigorosamente nada!

    Agora, falando sério: acho que ele estava preparando o terreno para se colocar como uma exceção no seu meio, ou seja, uma cara honesto, de caráter, profissional e digno (mas isso é especulação minha, claro, pq na verdade tb não entendi muito bem, não!).

  10. hugo said

    Aliás, pra ser sincero, tb não entendi a última parte da carta, aquele trecho que vem depois do currículo dele…

  11. mh said

    É verdade, Hugo!

    Vejemos a frase do Juiz Anselmo: “será que dignidade é você trabalhar honestamente??” Assim mesmo, com duas interrogações.

    É, Juiz Anselmo… parece uma pergunta indignada.

    Então lá vai a resposta:

    DIGNIDADE É VOCÊ TRABALHAR HONESTAMENTE, E mais algumas coisas. Mas sem trabalho honesto, não há dignidade, ok?

    Por exemplo, se você é juiz de futebol (um bem público), trabalha para o sistema federativo do futebol (CBF, Federações, etc). Logo, NÃO PODE, NÃO É HONESTO, NÃO É DIGNO, trabalhar para o técnico do Palmeiras.

    Entendeu, Juiz Anselmo?

  12. davidoff said

    “Nada foi obscuro eu feito as escondidas” Erro de digitação ou ato falho?

  13. mh said

    Olha só o IWC de Porto Alegre abrindo asinhas no Orkut:
    http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15902129848894877891

  14. Onofri said

    Rubens Leme, eu tenho certeza que o “homem que não nasceu para perder” tinha certeza que o Real Madri estava muito honrado em tê-lo como técnico e não o contrário… Deu no que deu…

  15. Rubens Leme said

    Tanto que ele adora ressaltar “tive o melhor começo de um técnico do Real em pontos”, o que parece verdadeiro já que iniciou com cinco (ou seis) vitórias e um empate, coisa inédita no Campeonato Espanhol e até virou matéria.

    o mais cômico é que quando veio ao Brasil fez uma palestra e disse em uma entrevista que a estrutura do Real era incomparável, impensável. quando voltou ao Santos, seis meses depois de sua saída, disse que a única diferença entre os CTs do Santos e do Real era quase nenhuma e que o time da Vila havia sido feito com muito menos dinheiro e tão bom quanto…

    vai entender…

  16. Flavio said

    Num país sério, por muito menos esse árbitro não apitaria nem jogo de várzea. No Brasil infelizmente uma parte considerável (senão a maioria) da população acha que ética é só não matar e não roubar, o resto pode.

  17. Rica said

    Conflitos de interesse, esse é o destino se ele persistir nisso.Como o Hugo mesmo exemplificou a possibilidade dele vir a apitar um jogo cujo resultado seja interessante para o time que o VL esteja dirigindo, mesmo sem o seu time estar jogando.
    Entra ano sai ano o Sr. “Manager” Luxa arranja um jeito de aparecer com o seus grandes feitos ( é o que ele acha).

  18. Scipião Alves said

    É… conflito de interesses é fogo!!!
    Outro exemplo é o Abropatto ser um atuante conselheiro do Corinthians e ditar as cartas no STJD. Sei que não é cargo remunerado…. blá, blá, blá, etc e tal…. mas que poderia ser evitado, poderia.

  19. Anísio FC said

    O juiz Anselmo achou um emprego no lugar justo.
    Essa promiscuidade é bem natural ao líder do IWL.
    Mas o assustador é que pensando desse mesmo jeito o Anselmo da Costa apitou partidas aos montes, quem pode garantir que não tenha feito mixórdias entre coisas próximas que não deveriam ser misturadas?

  20. Rica said

    E o Real Madrid rodou de novo na Champions…

  21. nelson jr uberlândia said

    …..”um sistema inovador, vai levar cultura e futuras possibilidades de emprego a milhares de pessoas no BRASIL e no MUNDO, pois ja existem franquias fora do país”

    Peraí, isso é texto do lula sobre o PAC? .
    Vc foi muito cortez com essa peça Marcelo. Pura enrolação, blá-blá-blá e essa carta foi ditada pelo criador.

  22. JoaoBittar said

    Esse juiz Anselmo, quando se consegue entender algo do que diz é mesmo um espanto. Fico imaginando a qualidade das argumentações e das apostilas do IWL.
    Hoje fiz uma piadinha com o Luxa num futuro governo Serra, como Ministro da Educação, mas pelo andar da carruagem , os IWL vão reivindicar o cargo já neste governo. O ministro Haddad que se cuide!

  23. Leopoldino Costa said

    Acho que o Juiz Anselmo enrolou-se com as palavras. Por mais nobre que seja a sua intenção ao ingressar no magistério, deveria, como juiz, saber que não pode ser juiz em causa própria, pelo conflito de interesse que a situação pode gerar.
    Concordo com o Marcelo e mais:a ética não deve nascer em sí. Ela deve emanar dos regulamentos e das decisões dos órgãos que tutelam a arbitragem no Brasil. E parece que quem deveria impor, foi claro ao intima-lo a escolher. Todo argumento por sí apresentado serviria para incrimina-lo em juizo, alás, como disse o Gonz:”…e o peixe more pela boca”.

    Concordo, Leopoldino. Mas o que não consegui entender – e eu perguntei – é por que o chefe da arbitragem não mostrou sua posição de cara. Ele poderia ter dito antes de o árbitro aceitar que isso não seria admitido na federação. Claro que isso é um detalhe, mas é sempre bom entender uma história por inteiro.

  24. Leopoldino Costa said

    É verdade Marcelo. Mas é preciso entender que “não colocar objecções” às intenções do Juiz Anselmo não significa estar de acordo. É recorrente em juízo ter uma apreciação diferente do caso quando o facto já ocorreu. Aí se exige uma postura de acordo com as normas, quando no primeiro momento soa apenas como uma comunicação. Tudo isso, são subjectivismos, pois ambos omentos parecem ser oficiosos já que o Juiz não pediu um parcer formal da instituição, nem esta o intimou legalmente a escolher uma das partes.

    Mérito para sí, Caro Marcelo, para os aficcionados do futebol e da verdade despotiva que estão atentos à estes episódio. Não achas?

  25. Francisco Barreto said

    Marcelo pesquisando sobre os graves problemas de arbitragem no Brasil, em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro achei esta coluna de um dirigente de arbitragem, de nome Gustavo Caetano Rogério. O senhor, como jornalista, tem informações sobre esta pessoa e se o que ele disse demonstra problemas mais graves em São Paulo?

    EU CONFIEI… DE NOVO ME ENGANEI

    Havia dito que somente aqui estaria no ano que vem, a menos que um fato novo merecesse nova coluna. Parece que estava adivinhando. Eles mostraram as garras novamente…maldosos, vingativos, não aceitando honestos e idealistas. Que teria agora para dizer o Cel. Marinho? Os maldosos eu conheço bem, mas neste eu confiava…
    Que pena Arthur, Pianosqui, Silas…
    onde vocês se meteram, e como mudaram…
    Mas será que mudaram mesmo ou eu é que não soube defini-los durante nossas convivências?
    Conheço bem todos os meandros, mas nunca me dobrei…
    Sei que é difícil, basta ter carater…
    Sonhei com coisas sérias, dei a cara para bater, não enverguei…
    Aprendi com meus pais, repassei para meus filhos…
    Só apanhei, mas tenho a cabeça erguida, errei é claro, sou ser humano…
    E vocês? Olham nos olhos de seus pais? De seus filhos? Cumpri minha missão e sai calado, coloquei posições em minhas colunas sem nunca acusar ninguém…
    Muitos chamam a categoria de despersonalizada, subserviente, desunida, usada e descartada. Desta vez eu cansei, nada mais vai me impedir de falar.
    “Eles” conseguiram… Acabou.
    Nunca pedi favores enquanto lá estive, nunca mandei flores ou bilhetinhos para mulheres da arbitragem, nunca fui a barzinhos, nunca me aproveitei dolosamente de meu cargo, nunca telefonei para árbitro pedindo que olhassem com bons olhos esta ou aquela equipe, nunca disse que tenho raiva daquela equipe e por isso não vai subir nunca…
    Nunca prometi um “jogo bom” pra ninguém e dentro do vestiário da arbitragem uma semana antes…
    E você, que em pleno velório do progenitor do Almir Laguna me procurou e contou o que te foi pedido?
    Vai confirmar agora?
    E os que a mim confidenciaram ou alertaram, me perdoem, mas não vou segurar…
    Os outros nem cito aqui…Todos sabem quem são, mas achei que a coisa realmente havia mudado…
    Enganei-me de novo.
    E você Vicente Romano que em casa, para minha surpresa, me procurou afirmando que tudo havia mudado, me fazendo acreditar…
    Tem algo a me dizer agora?
    Ou também é melhor calar neste momento?
    É eu sei…
    É desabafo de pai, mas de um pai que tem plena consciência do valor e da qualidade do filho que tem.
    Deus permita que nenhum de vocês, um dia, sofra com a maldade de um sonho desfeito, de pai e de filho…
    Não gosto de vingança, mesmo sendo vitima dela…
    Que explicação vocês teriam neste ano que começou com final de Taça São Paulo e encerrou-se com semifinal de Copa FPF? Incompetência?
    Se for incompetência é de quem escalou, não de quem dirigiu, entre outras, estas partidas com perfeição. Não é mesmo Silas Santana?
    Que explicações teriam depois dos elogios constantes durante a temporada? Mentira nossa Arthur e Coronel?
    Ou mentiam?
    Perdoem-me os corretos da arbitragem, mas cansei…
    Estou mudando de lado e vou mostrar a todos, detalhadamente, quem e o que é na arbitragem…
    Não é vingança não, é desabafo… Estou revoltado mesmo.
    Vou começar pelo levantamento(obrigatório de ser fornecido) dos relatórios do ano e das provas teórica e físicas finais para o ranking. A normatização e o Estatuto do Torcedor nos amparam.
    Vamos ver se a Corregedoria os respeita…
    E da Corregedoria já cobrei… Correto, Silas Santana?
    Não se deve defender uma causa cutucando terceiros, cada um sabe o que faz. Mas que dizer de alguns que terminam os testes físicos e tristes olham para o companheiro do lado dizendo: não deu… Não consegui. Mas conseguiu sim… passou (sic).
    Que adianta documentação limpa…
    Que adianta treinar, ser sério, não se influenciar com cores ou poderes. Não é por aí mesmo..
    Depois virá uma segunda etapa…
    Mas primeiro quero mostrar esta maldade, esta nova vingança…
    A Entidade divulgou o ranking e saiu de férias, mas espero janeiro chegar…
    Estou velho, mas consciente, e nunca deixarei, custe o que me custar, um filho desiludido e desamparado.
    Aqui não entra o ex dirigente…
    É o mínimo que um pai pode fazer…
    O preço por começar a falar?
    Seja ele qual for… Eu pago.
    E se alguém tiver algo a me dizer ou mostrar que estou equivocado, fique a vontade…
    É simples, não me escondo…
    Entrei e saí limpo da arbitragem.
    E quem quiser se unir a mim e iniciar uma nova luta na arbitragem será bem vindo.
    4016-3685 (finais de semana à noite) 5562-2178 9267-2001
    E que vocês, inclusive “eles” tenham um Feliz Natal… Abracem seus pais, suas esposas, olhem de frente para seus filhos, é a data especial para isso e… para refletir no futuro deles aprendendo com os pais. O nosso será triste, mas de cabeça erguida e dever cumprido com dignidade…

    Francisco, nao é a primeira vez que tentam postar este texto neste blog. Da outra vez simplesmente apaguei, mas desta acho que consegui formalizar minhas idéias de uma forma mais clara. Conheço o Gustavo há uns 15 anos, por alguns deles tivemos muito contato profissional, e acho que fez um bom trabalho pela melhoria da arbitragem, quando foi presidente da escola de árbitros. Mas esse é um texto que jamais assinaria e discordo dele em quase tudo, a começar da motivação – a defesa do filho, que segundo uma coluna do Juca Kfouri, alguns anos atrás, não poderia ter sido efetivado como árbitro porque não tinha o 1,75 m de altura mínima (não sei sei ainda existe a regra).
    O que me contraria nesse texto é a forma como foi escrito. Eu não concordo com ataques à moral de ninguém, por pior que acho que seja a pessoa, quem conhece este blog sabe disso. Além disso, quem quiser fazer acusações deve fazê-lo por completo, citando nomes e fatos. Se não tem provas, consiga-as, mude o rumo da crítica ou se cale. Levantar fatos e reunir provas dão trabalho, mas é a única ação que vejo que possa ter boa conseqüência. Pior do que a pessoa A ou B é insistir em submeter o debate das idéias ao debate das pessoas, que é sempre uma disputa pelo poder.

  26. Francisco Barreto said

    Na segunda coluna do Gustavo Caetano começou a falar, mas depois parou, o que nos leva a crer num suposto acordo que vc comentou que pode ter aconecido com os juizes mineiros que denunciaram o presidente local e depois teriam recuado. Qual sua opiniao sobre tudo isto.

    A PRIMEIRA ETAPA…

    Não abrindo mão de nenhuma virgula de minha matéria anterior volto ao assunto e depois de ter todas as solicitações feitas atendidas pela FPF, e mais especificamente pelo Cel. Marinho que, com muita lisura me procurou e comigo conversou no dia 24 de dezembro, para esclarecer fatos e situações e expor seu pensamento sobre tudo que leu e todas as informações que buscou.
    De tudo foi por mim informado e jogou muito limpamente em nossa longa conversa e que somente não continuou pelo fato de que não quis dirigir-me a FPF para lhe mostrar muito mais, e no último dia 2 de janeiro conforme seu convite, o que faria prazerosamente se não tivesse que “cruzar” com “eles” e ter reações não compatíveis com meu nome e minha educação. Mas fora dela continuo a disposição…
    Porém conversou também com Marcelo Rogério no dia 2 de janeiro, entregou toda a documentação solicitada e demonstrou grande preocupação por entender que o documento Regulamento da Arbitragem é documento mal elaborado para a melhoria da arbitragem e necessitando reformulação.
    Provou inclusive que Marcelo Rogério não realizou no teste escrito o que dele se esperava, pois no campo de jogo obteve as melhores notas e média final e que nos testes físicos esteve entre os primeiros durante o ano todo e inclusive nas provas finais. Porém, e pelos critérios adotados o peso de uma prova escrita, contrariando a pratica, acabou por prejudicá-lo e da mesma forma que prejudicou a outros, determinando assim que nesta questão a teoria valeu mais que a pratica do campo de jogo. Mas, era a regra determinada e não cabe contestação.
    Foi leal inclusive ao dizer que hoje já sabe da “canetada” que foi dada a ele no Ranking 2006 e que este sim foi o grande prejuízo que ora se reflete em seu posicionamento no Ranking atual. Baseado nestes fatos, apesar de contrariar minha opinião, Marcelo Rogério decidiu-se por continuar arbitrando e a decisão lhe cabe. È maior de idade, senhor de seus atos, porém é sua decisão voltar a acreditar.
    Talvez agora e com todas informações que colheu, e experiência que adquiriu, o Cel. Marinho não necessite mais depender de “terceiros”, pois já sabe “quem é quem” na arbitragem paulista. Com ele me desculpo nas citações pessoais que lhe fiz no artigo anterior, entendi perfeitamente “o que encontrou e o que será feito”, mas não retiro nenhuma virgula do que entendo ser a participação dos chamados “terceiros”.
    De minha parte somente vou discordar o fato de que, no Ranking 2007, inúmeras determinações foram descumpridas e ao que parece não serão alteradas. Árbitros subindo 105, 80 e 71 posições, árbitros que não realizaram teste físico foram ranqueados, árbitra tirando ZERO na primeira prova e se mantendo no Grupo OURO, árbitros “pulando” mais categorias que a regulamentação, número de promovidos e/ou rebaixados em desacordo com Regulamento, entre muitas outras que foram levadas ao seu conhecimento e que, se beneficiaram uns, fatalmente prejudicaram outros. Se todos tivessem tido o cuidado de estabelecer comparações do Ranking anterior com o atual, como fiz, e recebido informações como recebi, tais prejuízos saltariam aos olhos. E não se pode esquecer, principalmente na arbitragem, que regras…são Regras, e se servem para uns deveriam servir a outros igualmente.
    Quando da divulgação do Ranking 2007 o Cel. teria conhecimento destes fatos?
    E a estes Árbitros, quem vai defender se as regras foram descumpridas?
    Tenho por entendimento, por tudo o que foi dito e exposto, e baseado nas falhas do Regulamento da Arbitragem, que seria o momento de novo recomeço e não a manutenção do Ranking atual e pelos descumprimentos do documento que propiciou prejuízo a muitas carreiras e que, fatalmente terão reflexo no campo de jogo.
    Porém deixo claro aqui que tudo o que me determinei a falar nada tem a ver com seu trabalho até este momento e sim “deles” que todo mundo conhece e que, cada um a seu momento, irei expondo em minhas colunas e isto, nem a decisão de meu filho irá impedir.
    Será a segunda etapa, destacada na minha matéria anterior…

    De novo, divergimos, Francisco. Eu acho essa coluna muito melhor, pois se limita quase só aos fatos. E os fatos é que interessam, não as pessoas. Se os fatos não são grande coisa, são o que são. A questão mais importante é o do ranking. Mas infelizmente, o texto gasta um monte de espaço com detalhes sem importância e não explica aos leitores como o ranking funciona e porque o que foi feito está errado. Mas esse não é um texto jornalístico, cujo objetivo é sempre e apenas informar, mas um texto político, cujo objetivo é servir de alavanca para algum outro objetivo que o texto não informa.

  27. Francisco Barreto said

    Na terceira coluna o Gustavo escreveu sobre COVARDES. Acredito ser um bom assunto para seu blog, cada vez mais bombástico…

    “COVARDES” EXISTEM SIM… UNS COM E OUTROS SEM ASPAS.

    Já diziam meus avós que na vida cada um tem uma missão. Uns nascem para serem submissos, outros para serem “laranjas”, outros contestadores, e até mesmo alguns são heróis ou mártires. Os submissos são impotentes e às vezes, por submissão acabam fortes, os “laranjas” são utilizados para que outros atinjam seus objetivos, os contestadores geralmente são colocados à margem, pois representam perigo, e os heróis não foram impotentes, nunca foram “laranjas” e sempre foram contestadores, porém os “mártires” morreram por uma causa, ou foram eliminados por “ao mundo” denunciarem ou combaterem o que entendiam maléfico a todos. Já diziam também meus avós que, infelizmente, e pela força dos poderosos “mais vale ser um “covarde” vivo que um herói morto”. E sabe, alguns preferiram serem “covardes” em não levar “ao mundo” tudo o poderiam levar, preferindo continuar “vivos” e não trazer desgraça e “inferno” às suas famílias, porém, por estarem “vivos” ajudaram a impedir as ações de incorretos. E esses “covardes” nunca deixaram de falar, mesmo que não “ao mundo”, cada situação ocorrida, cada desvio de conduta, e sempre foram leais a seu meio ao contrariar poderosos, mesmo que internamente, e ao fazer todos conhecerem tudo o que se passava a seu redor e procurarem combater ao que entendiam maléfico à coletividade. E quantos poderiam a isso testemunhar e sempre se esconderam… Alguns surgem como contestadores “momentâneos” mas depois se unem aos contestados, e tudo “pelo bem de uma coletividade” e nunca por interesses pessoais. Verdadeiros idealistas, não acham? Alguns em momentos específicos foram ameaçados por tiros na porta de sua residência, tiveram veículos “atirados” contra seus filhos, tiveram vidas ameaçadas por telefonemas à sua mãe e esposa, sofreram “emboscada” e tiveram que ser “covardes” por dela fugirem. Se outros não fossem covardes, e testemunhassem cada situação vivida, talvez alguns não fossem “covardes” e levariam “ao mundo” tudo que passaram e vivenciaram. Como deveria se sentir um ser humano decente, chefe de família, se um dia descobrisse seu telefone grampeado? Herói ou “covarde”? Como deveria agir um ser humano e sua família se fossem “assaltados” a mão armada e na porta de sua residência por oito vezes num único ano? Herói ou “covarde”? Acham que estes deveriam, ao invés de “covardes”, serem heróis ou quem sabe. mártires? Porém, já diziam também meus avós que “ninguém serve a dois senhores ao mesmo tempo”, e se assim o fizessem, estes sim seriam os verdadeiros

    covardes. Não esqueci as aspas não… Estes são os legítimos. Mas se meus avós fossem vivos perceberiam que o pior já estaria acontecendo, pois alguns na atualidade, servem a bem mais de dois senhores, sabem disso, mas fingem não saber… Aliás,… Vocês conhecem algum? ET. Ia esquecendo de dizer que alguns já não tem mais suas mães e esposas, tem seus filhos hoje criados e emancipados e com condição de se auto defenderem, já cumpriram sua missão, estão “velhos” e nada mais tem a perder na vida. Melhor deixá-los em paz…

    Desse texto nem passei da terceira linha, Francisco. O colorário imediato da primeira proposição é que os pais e os professores são inúteis. Nem é preciso ser pai nem professor para avaliar isso. Ninguém nasce para nada. A história de cada um é uma combinação obscura entre características genéticas, história de vida e vontade. E, se a premissa é falsa, o que vem depois não importa.

  28. Francisco Barreto said

    Esta foi a ultima coluna do Gustavo. Agora, de forma diferente, defende o comando e ataca quem ensina… Interessante que deve estar falando pela sua própria experiência… Tudo isto merece investigação para o bem do futebol e da arbitragem.

    COISAS DO PASSADO…

    Acompanhando as coisas da arbitragem e absolutamente bem informado das instruções e orientações que vem sendo emanadas pelos responsáveis diretivos, não consigo entender por quais razoes o Árbitro da atualidade continua raciocinando e calcando suas arbitragens nos moldes do passado.
    Vivi a arbitragem em uma época em que, e por mais que, como Diretor da Escola de Árbitros, formador e orientador “brigava” pela aplicação das regras, dirigentes federacionistas sem nenhum compromisso com o futebol faziam o Árbitro entender que, para continuar na vitrine, esta voz deveria ser calada e as partidas administradas. Recordo-me ainda à época o que constantemente repetia Oscar Roberto Godoi:

    “Quem forma e orienta não escala”…

    Respeitava suas palavras, mas não poderia, para satisfazer interesses, mudar o que se espera de um formador e orientador, ou seja, o cumprimento da sua função e a orientação sem administração.
    E como para o árbitro o que mais importa é estar em escalas constantes, e isto é correto, ficava o orientador a “malhar em ferro frio” enquanto os “orientadores” internos e externos (até hoje eles existem) levavam vantagem sobre quem queria a legitimidades das regras e não a administração que fazia bem aos seus interesses pessoais.
    A menos que tudo o que ouço e sou informado seja apenas “jogo de cena”, o que não acredito, já passou da hora dos árbitros voltarem à realidade e legitimarem suas participações calcando-as no cumprimento das regras e não mais “fingindo” não verem algumas situações de partida, e/ou dando-lhes tratamento administrativo como no passado.
    Não sei como estão sendo formados, pois não conheço como o são na atualidade, mas voltando à frase do Godoi, quem hoje escala demonstra querer o cumprimento, e quem for inteligente, e da mesma forma que no passado deve saber que, quem orienta…não escala.
    Deu para entender?
    Qualidades muitos estão mostrando apesar de erros comuns e que nunca deixarão de existir pelas dificuldades da função, mas esta realmente faltando personalidade para, confiando na direção, tornar-se diferenciados e deixarem seus nomes marcados na historia da arbitragem nacional.
    É SÓ UMA QUESTAO DE INTELIGENCIA…
    TENTEM QUE DEPOIS LEMBRARÃO DE MIM…

    Concordo com sua avaliação, Francisco, mas esse texto também apela para ataques disfarçados. Não adianta ele esconder o nome da escola de árbitros, isso não resolve o problema. O Gustavo, com quem nunca tive nenhuma diferença a não ser na avaliação de alguma reportagem que eu tenha escrito, teria, a meu ver, feito melhor se mostrasse o que esta pessoa fez de errado – e nem era preciso fazer nenhum tipo de ataque, bastava relatar os fatos. Fatos são a única coisa que realmente importa. Cada pessoa tem inteligência e valores sufientemente arraigados para diante de fatos formar seu próprio juízo.

  29. euclydes zamperetti fiori said

    Caro Marcelo Damato, na época, liguei para o Gustavo e lhe disse, cara diga o nome dos bois, Fiori, vc é um puta louco, eu sou ponderado e isto não leva a nada, foi a respósta do Gustavo.
    Respeito Gustavo, com quem briguei na mão, porem o seu defender ao tristemente condecorado com o Titulo de Cidadão Paulistano: eduardo josé farah ex-presidente da FPF, para mim é mancha incuravel.
    Gustavo é conhecedor de minha opinião, lhe disse pelo fone, nunca mandei recados.
    abraços deste ex-árbitro.

  30. Marcos Roberto dos Santos said

    Sou fã deste Fiori. Ele está certo e se disse isto ao dirigente de arbitragem está de parabéns. TEM QUE DAR NOME AOS BOIS, DO CONTRÁRIO É CONVERSA PARA ELES (BOIS) DORMIREM.

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