Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Um apito de peso

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 6 março 2008

O árbitro alemão Markus Merk, um dos mais importantes do mundo, defendeu na última edição da revista “Kicker” que os times possam pedir a revisão de decisões da arbitragem.

Ele propôs possam para o jogo duas vezes por partida e apenas uma nos últimos dez minutos. Segundo sua idéia, um grupo de árbitros nas tribunas analisariam o vídeo e dariam sua decisão. Caso a comissão não tomasse uma decisão em um minuto, a decisão do árbitro seria mantida.

Até hoje toda proposta de uso de recursos eletrônicos foi rejeitada. Mas nenhuma teve os detalhes desta nem foi apoiada por um árbitro da importância de Merk.

No início de sua carreira, internacional, Merk apitou um jogo do Campeonato Paulista, dentro de um programa promovido pelo então presidente Eduardo José Farah de trazer árbitros estrangeiros para mudar a cultura da arbitragem paulista.

17 Respostas to “Um apito de peso”

  1. Rubens Leme said

    “Caso a comissão não tomasse uma decisão em um minuto, a decisão do árbitro seria mantida.”

    Ah, imagine isso numa final com um marcado nos descontos e estádio lotado e sendo o gol contra o time favorito e a comissão resolvendo o que fazer…

  2. Renato de Almeida Verde said

    Marcelo:
    Eu sei q você anda um pouco chateado comigo. Mas não fica ssim não prometo me comportar ok? Agora gostei desse tema que você postou e seria super interessante se os cabeças(??) pensantes do nosso futebol refletissem um pouco sobre este assunto.

    Renato
    , eu não estou chateado com você, só com algumas coisas que você escreve, hehehe. Aprenda, garoto, eu não julgo pessoas. Ainda mais vocês, que eu nem sequer tive a chance de conhecer e ainda me ajudam mantendo o blog vivo. Minha função é manter o blog na linha, não deixar virar estação do metrô.

  3. Emerson Figueiredo said

    Isto certamente faria o futebol perder mais a graça ainda.

  4. Renato de Almeida Verde said

    Há muito tempo que eu acho que o futebol praticado hoje em dia tem de ser apitado por 02 (dois) árbitros, cada um na metade do campo isso seria mais produtivo, não perderia a graça e o principal, os erros grotescos diminuiriam brutalmente.

    Pode ser, Renato, mas tem o problema da dupla interpretação. Você viu a última proposta? Três árbitros, um atrás de cada linha de gol, apitando só os lances de área. E mais o tradicional, cuidando de uma intermediária a outra.

  5. Emerson Figueiredo said

    Isto já foi tentado em São Paulo.

    Arbitragem eletrônica, Emerson? Não, nunca foi usado. Em nenhum jogo. Pode ser que tenha sido uma das muitas propostas do Farah vetadas pela Fifa, mas nem disso lembro. Com certeza, não saiu do papel.

  6. Renato de Almeida Verde said

    E pq não deram prosseguimento?

  7. Emerson Figueiredo said

    Não lembro direito qual foi o resultado. Mas era novidades que o Farah criava: parada técnica no meio de cada tempo de jogo, dois juízes, spray para marca o local da falta e o posicionamento da barreira, entre outras coisas. Esta acabou não indo para frente, acho que por causa da Fifa.

  8. Rica said

    Acredito que esse tipo de intervenção não funciona, poderia ter uma comissão julgadora para alertar o arbitro no jogo e outra para não acontecer erros futuros.

  9. Maurício Souza said

    Acho que esse tipo de arbitragem eletrônica funciona em esportes sem tempo corrido, onde qualquer infração/gol/etc pára o cronômetro. Exemplo: basquete, tênis, futebol americano… o espectador está acostumado com as paradas, e uma a mais para consultar a imagem soa até óbvio. Mas no futebol, não sei como seria. Imagine a situação que o Rubens propôs…

    Na minha modesta opinião, algo que poderia ser feito já, sem maiores problemas e provavelmente com resultados positivos seria colocar mais de um árbitro por jogo. Não os colocaria um em cada campo, já que a maioria das regras são interpretativas, e isso geraria a discórdia. Mas acho que se tivéssemos 3 juízes no campo, mais os bandeiras, a coisa já melhorava e muito…

    Outra coisa que eu acho é justamente tirar a interpretação da regra do futebol. O caso mais famoso é o “mão na bola” ou “bola na mão” dentro da área. Ao invés de deixar o árbitro decidir, acho que deveria ser sempre a mesma punição. Por exemplo, tiro livre indireto. Acho que ficaria mais claro para todo mundo.

    O seu argumento contra as paradas, Maurício, é interessante, mas acho que não concordo. Uma paralisação de um minuto é pouco mais do que o tempo para cobrar uma falta perto da área e menor do que para um atendimento médico em campo. Não vai deixar o jogo muito mais parado.
    Aumentar o número de árbitros pode ajudar. Alguém daquele comitê do futebol propôs dois árbitros atrás da linha do gol para vigiar a área. Isso permitiria ao juiz central correr menos.
    Agora tirar a interpretação da regra não dá. Fora que pode gerar absurdos, a mensagem que fica é horrível. É como se disséssemos “Dona Fifa, nóis num conségui intender essa regra, então cria uma mais facinha pra nóis”. Eu defendo a atitude contrária. Apostar na inteligência das pessoas, dando maior informação ao público e aos árbitros, mais transparência nas decisões e nas mudanças das orientações para os árbitros. A humanidade já superou desafios incríveis, então é capaz de entender a regra do toque de mão.

  10. Emerson Figueiredo said

    Marcelo,
    Me referi aos dois árbitros, mencionados pelo Renato de Almeida Verde.

    Oops, Emerson. É tanto comentário que às vezes me perco. Sorry

  11. Felipe Bohrer said

    Daquelas coisas do Farah, eu gostava muito da regra de mais de 10 faltas era uma falta da meia-lua sem barreira (Até o futsal usou depois) e o limite de 5 faltas por jogador…. A parada técnica era muito chata, esfriava muito o jogo…

  12. Roberto Fonseca said

    Olha aí, Damato. Se os argumentos do Leandro Amaral fossem tão consistentes assim, ele teria, ao menos, conseguido a liminar.

    “O desembargador Danir Vrcibradic do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT) indeferiu na tarde desta quinta-feira o pedido de liminar apresentado pela defesa do jogador Leandro Amaral, que deseja poder voltar a atuar pelo Fluminense. Com a decisão, o atacante segue obrigado a cumprir seu contrato vigente com o Vasco, a menos que a multa rescisória de R$ 9,04 milhões seja paga pelo Tricolor ao clube de São Januário.

    Desde quarta-feira da semana passada, dia 27 de fevereiro, Leandro Amaral não é mais jogador do Flu. O Vasco conseguiu anular na Justiça o contrato do atleta com Tricolor. Na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), a modificação de contrato do atacante foi publicada na quinta, dia 28, assim como na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

    Leandro Amaral conseguiu no dia 19 de dezembro de 2007 a anulação da renovação automática do seu contrato com o Vasco, com duração até 14 de dezembro deste ano. Graças à liminar, o atacante assinou o contrato com o Fluminense.

    O advogado do jogador, Heraldo Panhoca, ainda não se pronuciou sobre o caso, mas a tendência é que a disputa na Justiça se prolonge por um bom tempo, pois o julgamento do mérito pode levar até um ano e meio.”

    Agora só resta aguardar pelo julgamento do mérito do processo daqui a um ano. Ou então entrar em acordo com o Vasco, que eu acho o mais viável…

    Mas que a vida do Leandro Amaral virou do avesso na última semana, isso é certo. Perdeu o vínculo com o Fluminense e ainda viu o Dodô arrebentar na Libertadores. Sei não, mas acho que agora é o Fluminense que não quer mais ele.

    Roberto, pode ser e pode não ser. São muitos os motivos para se negar uma liminar. Uma liminar se concede quando há ao mesmo tempo “a fumaça do bom direito” e “perigo da demora”. Como já há uma decisão em primeira instância, é difícil conseguir uma liminar contra ela, não importa muito o resto. Outro ponto é que o advogado do jogador é paulista, logo não conhece muito bem os ritos informais da Justiça fluminense. Vamos aguardar o TST.

  13. Emerson Figueiredo said

    cabeça não pensa….

  14. ROJAS said

    Pelo visto, a proposta foi bolada em cima das regras do tênis, que permitem que o jogador peça a revisão do ponto anterior. Só que no tênis o telão é que define e, caso o jogador esteja errado, ele perde o direito de pedir outra revisão no mesmo set. Para o futebol, no entanto, entendo que essa proposta é ruim: parar o jogo, ter comissão julgadora e tudo o mais? Daqui a pouco começam a corromper a comissão e aí já viu…

    Poderiam pôr no telão do estádio, Rojas. E fica mais difícil corromper quatro do que um. Eu acredito que a grande maioria dos erro se dá por acidente, não intencionalmnte. Se os erros forem bem reduzidos, a situação da arbitragem melhora. E um dos pontos da proposta do Merk é justamente para não parar o jogo demais. Se em 60 segundos não houver consenso, isso significa que o lance não é claro e logo prevalece a decisão do árbitro. Esse ponto também vai servir para mostrar que muitas decisões do árbitro não podem ser qualificadas como falhas, mesmo que sejam erradas.

  15. Luís Ferrari said

    Debate sobre a viabilidade da medida à parte, não consigo entender a restrição quanto ao momento em que pode ser requerida a revisão. No futebol americano, por exemplo, não pode ser pedido no “two minute warning” (os últimos dois minutos de partida). Nunca consegui entender o porquê disso. Se o futebol for seguir o caminho e permitir a revisão, creio que o melhor é não inventar restrições de quando isso pode ou não ser pedido, para não dar mais rolo ainda. E você, Marcelo?

    Caro Luis Ferrari, que surpresa! Escreva mais vezes. O limite de tempo tem como motivação não permitir interrupções sucessivas num momento crucial da partida. Eu sou a favor de um sistema auto-regulável. Exemplo, se o clube consegue inverter a decisão do juiz, o pedido não deve ser considerado entre os dois. Se o clube interrompe demais o jogo no final sem motivo, deve sofrer algum tipo de restrição para fazer novos pedidos desse tipo. Enfim, a regra deveria premiar o bom reclamão e punir o mau. É claro que uma proposta assim pressupõe pessoas inteligentes para explicar e debater, mas eu não gosto muito de ter sempre de conviver com leis que até mais imbecil das pessoas sejam capazes de entender. Simplificar é bom, mas às vezes é preciso desenvolver um mecanismo mais preciso.

  16. Lucas Camargo said

    Seja lá o que for, acho necessário fazer alguma modificação para AJUDAR os árbitros, pois se continuar assim, ainda vão matar um (hehe).

    É simplesmente impossível uma pessoa competir com 12, 20 câmeras de TV e ser mais precisa do que elas.

    É o que eu acho, Lucas. Deve-se dar ao árbitro o máximo de recursos para ajudar na sua decisão. E quanto mais transparência, melhor. Com as microcâmeras que existem hoje, por que não mostrar ao telespectador a visão que o juiz tem do lance?

  17. Rica said

    Concordo com o Lucas, deveria ter um comissão arbitral para orientar o juiz via rádio no desenrolar do jogo .

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