Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Brincando de vidraça – 15

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 7 março 2008

“Quem determina que o treinador precisa ficar indo e voltando nunca jogou futebol. Esta regra é uma verdadeira palhaçada.”

Renato Gaúcho, técnico do Fluminense, protestando contra a aplicação da regra que proíbe os técnicos de ficarem o tempo todo à beira do campo. A regra existe no mundo há mais de dez anos e apenas no Brasil se tolerava que fosse burlada. Ao contrário do Brasil, um número enorme de dirigentes na Europa, inclusive vários que fazem parte dos comitês da Fifa, foram atletas profissionais.

5 Respostas to “Brincando de vidraça – 15”

  1. JoaoBittar said

    Impressionante como nossos tecnicos “que sempre jogaram futebol…” tipo RG, Luxa e Muricy e etc, frequentemente apelam para essa frase…
    falta de argumento, né não ?
    Geralmente acusam os outros de problemas com os quais se identificam, como desinformação e falta de cultura geral e específica.
    ô raça, como diria o TuttyVasques….hehehe

    É mesmo, João, e outra coisa que sempre cola é esse negócio de que quem baixa as regras nunca jogou bola. Quase todos os diretores esportivos dos clubes são ex-atletas ou treinadores. Desses muitos viram diretores do clube. Eu não me lembro a última vez que o Bayern de Munique foi presidido por um não-atleta. É Beckenbauer, Rummenige… É a mesma coisa dos velhos do International Board. Desde que eu sou criança, ouço falar neles. A esta altura devem estar com uns 120 anos, hehehe

  2. Marcelo Carneiro Carvalho said

    Se fosse assim bastaria colocar o Pelé para ser treinador da seleção que nunca perderíamos nenhum título e ganhamos com alguns pernas-de-pau, do tipo Felipão e um que nunca jogou bola, o Carlos Alberto Parreira. Este Renato deveria saber que esta regra remonta de 1993 e foi, segundo os entendidos, mudada para atender o Telê Santana. Coisas de São Paulo…

    Caro Marcelo, seja bem-vindo ao blog. Espero que esteja gostando. Escreva mais vezes. A história que você contou é a mesma que eu conhecia, mas não tinha certeza. O Telê encheu tanto o Eduardo José Farah no Campeonato Paulista, que abriram uma exceção. E aí esse comportamento se espalhou por todo o país. Só que esqueceram de avisar os russos, quer dizer, os suíços. E a Fifa, com a lentidão que lhe é proverbial para assuntos de futebol (para questões de poder, ela é rapidíssima), levou 15 anos para descobrir que os técnicos brasileiros ficam na beira do campo, quando não uns dois passos adiante. Volte sempre!

  3. Marcelo Carneiro Carvalho said

    Eles querem “liberdade” para melhorar suas equipes e aproveitam esta “liberdade” para “ensinar” e “protestar” com os juizes, porém agora terão que ir, “ensinar” suas equipes e voltar para o banco… Se ficar em pé facilitará o trabalho dos juizes que irão lhe tirar a “liberdade” mal utilizada.

    Quem vai agradecer mais essa mudança, Marcelo, é o auxiliar número 1, aquele que corre na frente do banco do time da casa. Aquele lá é um ouvido de privada, deveria receber dobrado.

  4. mh said

    A esse respeito, o que acham do famoso ponto que o Ricardinho utilizou para receber instruções? A regra diz que não pode? Me parece meio inseguro para o ouvido do jogador, mas em princípio gosto da idéia de incorporar mais tecnologia ao futebol.

  5. Lucas Dantas said

    Marcelo, eu acho que o Renato deveria falar menos. Como jogador ele foi grande, mas como treinador, acha que é o supra-sumo do futebol. Ô cara marrento.

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