Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Cerco às apostas

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 11 março 2008

A orgnização do torneio de Roland Garros, junto com a federação francesa de tênis, anunciou novas medidas para tentar restringir as apostas nos jogos que envolvem o torneio. Os organizadores não ficaram esperando apenas a polícia, ministério público e a a federação internacional agirem. Decidiram agir por conta própria.

A primeira ação foi entrar na Justiça para tentar impedir que sites de apostas aceitem apostas para esses jogos. A ação está correndo na Corte Européia, em Bruxelas e atinge três das maiores empresas do setor: Bwin, Betfair e Ladbroke.

As principais medidas novas são para inibir o acesso a sites de apostas de dentro do complexo de Roland Garros. Foi proibido o uso de laptops nas arquibancadas. Toda a rede de banda larga do complexo veda o acesso a sites de apostas. Por fim, câmeras e seguranças estarão atentos ao usuários de telefones celulares. A Federação Francesa (FFT) também indicou que contará com equipe apenas para acompanhar partidas classificadas como “suspeitas” e o desenrolar entre os placares e as apostas nelas feitas.

8 Respostas to “Cerco às apostas”

  1. Rubens Leme said

    A sujeira no tênis é imensa. Além das apostas há o eterno tabu do doping. às vezes é tão ou mais sujo que o boxe.

  2. Renato de Almeida Verde said

    Muuuuuito …interesante!

  3. Rubens Leme said

    Enquanto isso, na Europa, dois jogadores farão votos de castidade…
    http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp138308,0.htm
    http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp138290,0.htm

    o que Chulapa ou Edmundo diriam se lessem isso?

    Qualquer um, não precisaria ser eles, daria risada, Rubens. As duas histórias são ridículas.

  4. JoaoBittar said

    O que me assusta, se eh que alguma coisa no tenis e outros esportes pode assustar, e que esse esquema de apostas funciona muito mais no futebol que tem muito mais torneios e frequencia quase diaria.

    A BWIN gigante do setor na Europa, patrocina simplesmente o RealMadrid e o Milan. Kaka e Robinho. Pato e JulioBaptista.
    Joga quem quer, otimo, mas tem gente que quer muito e ganha sempre com isso. E ha muitos perigos eticos.
    Exemplo ? A historia dos Jockeys Clubes do Brasil. SP e Rio (e Vila Gulherme ) que praticamente faliram por conta de resultados viciados. No fim das contas eh mais provavel se acaba com o esporte propriamente dito e ninguem quer apostar mais. Triste.

  5. Onofri said

    Pôxa, justo agora que eu ganharia uma grana com a derrota do Federer na primeira rodada do torneio…
    Interessante o mundo esportivo do futebor, times que são patrocinados por empresas de apostas…que lisura, que ético.
    Quanto ao doping, já sabemos quem não se dopa, não ganha…

  6. Lucas Camargo said

    Acho que é legal “mostrar serviço”. As ações tomadas mostram que a Federação e os organizadores estão atentos à safadeza.

    Mas não acredito q as ações descritas venham a ter muito sucesso. Pq? Pq são ações q tentam dificultar a ação dos ladrões, limitando o uso de tecnologia.

    Nunca vi a limitação de tecnologia funcionar (vide Fórmula 1…hehehehe).

    Posso estar errado, mas as únicas ações efetivas são aquelas q procuram identificar o ladrão (em particular, o tenista q se vende).

    Concordo contigo, Lucas. Acho que as punições são brandas demais. Um jogador que fosse pego deveria ser banido para sempre. Não consigo ver algo que afronta mais o espírito do esporte do que entregar um jogo por dinheiro.
    Na NBA, a investigação é intensa, pois as armações não são em relação ao resultado do jogo, mas à margem de pontos. Lá se aposta se o Knicks vai perder por até cinco 5-10, 10-15 15-20 ou mais de 20 pontos. Perder todo mundo sabe que vai. O time é uma droga, hehehe

  7. Fernando said

    Sinceramente, não acho tão absurdo ou antiético que os times de futebol aceitem patrocínio das casas de apostas – aliás, em Portugal a BWin patrocina não clubes, mas o campeonato, que se chama BWin Liga. E alguém acha que o campeonato está completamente armado para o Porto ganhar só para que eles paguem menos do que pagariam se o Braga ou o Vitória de Guimarães levasse?
    Vale lembrar que forjar apostas, como o João citou, não interessa às próprias casas, que também vêm se protegendo – afinal de contas suja o próprio nome do negócio e eles também saem perdendo por pagar prêmios milionários para resultados bizarros – ou alguém acha que foi a empresa que teria pago o Davydenko para perder um jogo besta e achado lindo pagar 500 para 1 pela vitória de um tenista meia-sola?
    Acho que os organizadores devem sim zelar pela lisura do jogo e, além disso, tentar ganhar algum com essa história das apostas. Oras, se a TV e a internet pagam para transmitir e cobrir o evento, a empresa de apostas também não deveria pagar? Seria uma fonte de renda interessante desde que fosse tudo fiscalizado e seguido à risca.

  8. Rubens Leme said

    Mas há um outro lado que os organizadores do torneio estão se esquecendo ou querem se esquecer: as apostas ilegais. Muitos jogadores acusados – caso de Davydenko – estariam – supostamente – envolvidos em esquemas feitos por sites clandestinos localizados naqueles países da antiga URSS. E, ao que parece, Davydenko ganhava dinheiro também apostando em resultados através de terceiros.

    Por isso, não basta combater apenas as apostas oficiais. Só que essas – as ilegais – são praticamente impossíveis de serem rastreadas e exterminadas.

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