Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Brincando de vidraça – 17

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 14 março 2008

“Na pré-temporada, fiquei impressionado comigo mesmo e com minha vontade.”

Rubens Barrichello, piloto da Honda, na sua longa aventura do autoconhecimento.

14 Respostas to “Brincando de vidraça – 17”

  1. Marcos David said

    Mais uma pérola!
    Nada como começar o final de semana dando risada.

  2. hugo said

    Traduzindo: ele próprio já tava achando que era hora de parar.

  3. wilbor said

    Pode ter certeza de que no final do ano, o Rubinho mal vai ter pontuado e vai se aposentar melancolicamente… já vai tarde!

  4. Onofri said

    Quando parar de correr de carro, se isso ocorrer algum dia, o Rubinho poderá ser redator do zorra total…

  5. Cesar Augusto said

    No fundo, no fundo, o Rubinho, apesar de toda grana (e nao foi pouca) conquistada, é um sujeito infeliz.

    Profissionalmente, o Rubinho apesar de números razoáveis, deixou a desejar, por culpa, única e exclusiva, dele mesmo que trouxe para si toda uma pressão, após a morte do Ayrton.

    O Rubinho não vingou, mas teve chance para mudar o curso da história ao ir para a Ferrari, mas lá encontrou o Schumacher. E a história, a verdadeira, é que o Schumacher era um piloto infinitamente superior ao Barrica, que vivia chorando aos quatro cantos a sua condição de 2º piloto e os privilégios dados ao alemão.

    O Galvão Bueno, ainda, diz que o Schumacher só venceu tanto por causa do Rubinho, que acertava o carro.
    Mas, tudo bem, é melhor ouvir isso que ser surdo.

    Hehehe, César, o que é impressionante é que ao ler as declarações do pessoal da Honda fica claro que o acertador de carros lá é o Jenson Button. No final do ano passado, a escuderia fez um enorme elogio ao comprometimento do inglês.

  6. mh said

    Pelo menos ele já consegue impressionar alguém!

  7. Scipião Alves said

    O Rubinho acabou para mim no dia em que vestiu a camisa do Manchester e fez questão de aparecer assim em todos os canais de TV, nas vésperas da decisão do Palmeiras x Manchester. A minha praga pegou!!! Nunca ganhou nada!!!!
    Aliás, ganhou sim, aquela corrida que foi interrompida porque um maluco invadiu a pista. dizem que foi o pai dele que invadiu. Aqui, nos treinos, o carro pifou e ele veio correndo para o box. José Simão disse que a volta mais rápida do Rubinho foi essa que ele fez a pé.

    Desculpe, Scipião, mas você está se achando um pouco demais, hehehe. A praga no Rubinho pegou no dia 23 de maio de 1972.

  8. Rubens Leme said

    às vezes não é fácil ser Rubens neste mundo…

  9. Cesar Augusto said

    Parodiando o nosso Presidente, nunca na história deste país um esportista foi tão zombado.

    O Rubinho faz a alegria dos humoristas. Não há um programa de humor ou site que, pelo menos, uma vez não o tenha achincalhado. O Barrichello foi personagem principal do Casseta & Planeta e do site Kibeloco.

    Mas, acho, ainda, mais engraçado quando alguns “entendidos”, como o Galvão, querem colocar na cabeça do telespectador que o Rubinho é um ótimo piloto e que não foi campeão por puro azar.

    Isso dói os tímpanos.

    Claro que o Barrica tem os seus méritos. Para estar na F-1, o cidadão tem que ser bom, é óbvio. Mas, entre os bons, o Barrica jamais passou de mero figurante.

    Eu acho mais ou menos isso também, César.

  10. EmersonF said

    O Rubinho é o típico caso de erro de comunicação. Aliás, como profissional da área, fico esperançoso de que exemplos como este aumentem nosso mercado de trabalho.
    Um garoto de classe média decide entrar para o automobilismo. Todos sabem que isto é duro, pois os custos são altíssimos. Ele entra e começa a se destacar no kart. De repente, surge um herdeiro do clã Fittipaldi para competir com ele. Sem medo, Rubinho mostra ser melhor.
    Chega à F-1 em uma equipe pequena, a Jordan. Teve um desempenho muito bom no começo. Sua corrida em Donington Park -aquela em que o Senna passou quatro na primeira volta- foi muitíssimo boa. Depois, já por causa da falta de estrutura emocional apropriada para o nível de competição da F-1 (creio), começou a ter problemas de relacionamento com a equipe e a mídia.
    Com a morte de Senna, jogaram em suas costas um peso absurdo. Ele errou em aceitar (no futebol, isto aconteceu logo após a aposentadoria de Pelé e também encerrou promissoras carreiras).
    Ir para a Stewart foi o recomeço. Ele era o piloto preferido de Jack Stewart. Dali, e depois de a equipe ter sido vendida, foi para a Ferrari. O ápice na carreira de qualquer um. Teve o azar de ter Schumacher no carro ao lado. Ninguém venceria Schumi naquele período -quem sabe, Senna, mas provavelmente num duelo equilibradíssimo. Rubinho foi o companheiro de equipe de Schumacher que obteve os melhores resultados. Isto é comprovado. Acima de Irvine e outros.
    Mas logo ele teve problemas de relacionamento com a equipe, com o companheiro (que também não é uma pessoa fácil, só que era mais rápido) e com a mídia. Típico caso de falta de gerenciamento empresarial da carreira, inteligência emocional e uma competente estratégia de comunicação (integrada, não só de assessoria de imprensa).
    É uma pena. Dos brasileiros na F-1, só foi superado pelos campeões Emerson, Senna e Piquet. Tem nove vitórias, algumas poles (uma com a Jordan em Spa Francorchamps). Mas se perdeu. Se fosse um piloto que não abrisse a boca, como Hakkinen, talvez não fosse tão sacaneado e conseguisse mais respeito. Mas as sambadinhas no pódio, os choros nas derrotas e as desculpas nos erros não ajudaram em nada.

    Sua análise é boa, Emerson, mas atém-se apenas aos fatos e esquece a pessoa. Sei que costumo dizer o contrário, mas nesse caso a análise é sobre uma pessoa, não há como fugir de dsicutir a personalidade de Barrichello. Chegou à F-1 garoto, de peito aberto, aceitando o papel de mascote da turma, até levava pau no videogame em anúncio da Pepsi. Quando começaram as cobranças, e isso é natural, começou-se a revelar seu outro lado, que cada vez foi se acentuando mais: o da pessoa que acreditava que o sucesso era um direito seu. Na Stewart, chegou a dizer que o chefe desejava muito que a pirmeira vitória fosse sua, isso dito logo após a primeira vitória da escuderia pelas mãos de seu colega de equipe. Quando Irivine foi para a Ferrari, disse que jamais aceitaria um contrato assim e anos depois assinou um contrato exatemente igual (Irvine dizia que o de Barrichello era ainda pior, mas ele era parte interessada). Na Ferrari, nunca entendeu seu papel, a ponto de ter feito aquele papelão na Áustria, quando escolheu a pior solução, aquela que o desgastava dentro da equipe (e foi Schumacher que o segurou para o ano seguinte) e não lhe dava os pontos.
    E aí conforme foram passando os anos ele foi se divorciando da realidade cada vez mais.

  11. JoaoBittar said

    Excelente EmersonF.

  12. Nicolas said

    Excelente análise do Emerson F.Cobrou-se muito do Rubinho,como se ele pudesse ser um sucessor do grande Senna.Um pouco-ou muito?-por influência da mídia,que desejava um brasileiro que mantivesse o interesse pela F-1.Embora o Rubinho tenha falhado em certos quesitos,como o Emerson apontou,também não foi um perdedor nato.

  13. Lucas Camargo said

    Boa análise Emersom…

    Mas a frase continua sendo muito parecida com as proferidas por jogadores de futebol que se referem a si próprios na terceira pessoa (tipo Edson Arantes dizendo que o Pelé gosta disso ou daquilo…).

  14. Rubens Leme said

    Não sei quantos de vocês assistiram o treino, mas achei genial. Sem a tração eletrônica, a categoria fica mais “humana” e finalmente os pilotos voltarão a ter “voz ativa” durante as corridas. Alguns simplesmente não conseguiam fazer uma volta limpa, quase todos saíam em um trecho e outro.

    Nesse ponto, o Rubinho foi muito bem ficando à frente de Alonso no grid. Piquetzinho viu que vai ter que pastar muito para chegar a algum lugar. As Renault estão com um pepinão.

    Enfim, acho que teremos uma temporada sensacional. As Ferraris não estão superiores como se imaginava, a BMW mostrou ótima evolução, as McLarens continuam consistentes e o pelotão do meio será disputado centímetro a centímetro por “esses pilotos incríveis e suas máquinas extraordinárias”.

    De repente, o Rubinho até marca algum ponto já amanhã.

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