Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Matemática sem oxigênio

Posted by Marcelo Damato em sábado, 15 março 2008

A Fifa baixou a ducentésima versão de suas novas exigências para jogos em diferentes altitudes. As regras podem ser resumidas na tabela abaixo

Limite mínimo

Limite máximo

Tempo de adaptação

0 m

2.500 m

0 dia

2.500 m

2.750 m

3 dias

2.750.

3.000 m

7 dias

3.000 m

Sem limite

14 dias

Como qualquer um pode ver, a regra não tem nenhuma lógica. Num intervalo de 250 m o período de adaptação é multiplicado por quase cinco vezes. E depois não aumenta mais. Para a Fifa, a diferença entre jogar a 3.000 m ou no cume do Everest é muito menor do que entre jogar a 2.749 m e a 3.001 m.

Simplesmente não acredito que esse quadro tenha sido criado por um médico, por mais charlatão que seja. Isso é coisa de dirigente, tentando acomodar situações e pressões.

Uma vez li num artigo ácido que o sonho da Fifa era ser uma entidade paraguaia. Havia obviamente uma expressão de preconceito contra o país vizinho. Mas, quanto mais o tempo passa, mais mudo de opinião. Para a Fifa, seria mesmo uma evolução.

 

10 Respostas to “Matemática sem oxigênio”

  1. Maurício said

    Atenção torcida do Flamengo, isto só é válido para jogos oficiais entre seleções nacionais. Entre clubes, como na Libertadores, a Comenbol é que manda e não tem nada disso, Aliás não precisa ter mesmo, depois da vitória do San Lorenzo contra o Real Potosi, no mesmo lugar onde os flamenguistas fizeram o maior circo no ano passado.

    De o que está falando, Maurício?, hehehe Todos os times brasileiros na Libertadores assinaram uma carta conjunta pedindo providências contra jogos altitude. Inclusive o São Paulo

  2. JoaoBittar said

    Tipica solucao: Mudar para nao Mudar.
    Finge que pensa, finge que acredita….
    Apesar das mas intencoes, parece que faltou ar no cerebro do cara que calculou a tabela.
    Nem o KleberLeite vai se animar, soh o Marcio Braga mesmo, que reinvindicarah ter feito sucesso com sua empreitada.

    Jah dona FIFA, deve ter nolstalgia de nao estar em Assuncion com a Sudamericana de Futbol por conta das lendas e Saudades de Ypacarai, principalmente no verao. Pelo menos se fala espanhol e nao eh na Espanha de Zapatero!!

    É verdade, João. Agora que o Schumacher espanhol se reelegeu, vamos ver com quantos paus se faz uma canoa.

  3. geraldo c araujo said

    A melhor conclusão a que se pode chegar na deliberação da Fifa é a de que jogadores cujo futebol não atinge um nível que os levem à seleção recebem da natureza, como compensação, uma quota extra de hemácias e pulmões com capacidade dobrada. Só assim se entende que altitudes impróprias para jogos de seleções se tornem apropriadas para jogadores cujo talento – supõe-se – só lhes permita, no máximo, disputar jogos por clubes.

    É verdade, Geraldo, belo raciocínio. O gene da habilidade e o das hemácias estão no mesmo slot do código genético. Ou entra um, ou outro.

  4. Lucas Camargo said

    Marcelo

    Parabéns pelo novo visual. Está muito bonito, sem exageros. Como dizem hj em dia…”Very clean” hehehe

    Quanto ao post…

    Foi só vc voltar ao tema da altitude que a torcida arco-iris (por favor, nenhuma relação com gays ou potes de ouro!) já se agita…Depois reclamam… Cadê o Filemon?

    Concordo que a tabela parece estranha. Faria mais sentido uma relação fixa entre altitude e tempo de adaptação?

    (a) Observe que é quase isso que a tabela indica…Ela sugere que, a partir de 2500 metros, deve-se fazer uma adaptação de cerca de 15 horas para cada 50 metros que o indivíduo sobe…hehehe
    (b) Quanto aos 14 dias dos 3.000 metros.. A única explicação que eu antevejo é que o problema se agrave enormemente após uma certa altitude (3.000 metros), exigindo então uma adaptação muito mais “séria” (duas semanas). O fato de não haver outro patamar talvez possa ser explicado por não existirem campos de futebol no Himalaia…hehehe

    Caro Lucas, a mudança no visual não foi nada demais. Peguei um dos templates e pus. Estava cansado do outro. Não deve haver uma relação fixa, mas as mudanças devem ser graduais e consistentes. Veja o seguinte. Se a primeira faixa termina nos 2.500, a segunda deveria terminar talvez nos 3.500. Mas se a segunda termina nos 2.750 e a terceira nos 3.000, tem que haver quarta no máximo nos 3.250, se não antes. Pois, ou a mudança as condições vai se acelerando conforme suba a altitude ou vai ficando mais lenta. O que não existe é ora se acelerar ora se “ralentar”, para usar um galicismo.
    Não há partidas no Himalaia, mas há em La Paz. E certamente a diferença entre La Paz (3.600), Potosí (3.800) e uma cidade a 3.000 é maior do que entre estas e uma cidade a 2.750 m.
    Esse negócio de 14 dias é uma forma de proibição velada de jogos em La Paz. O Evo Morales assim que entender o texto vai começar a gritar.

  5. Felipe Bohrer said

    Marcelo, gostei do novo layout! se precisar de uma força para as reformulações que estão por vir, conte comigo!

    O Evo Morales garantiu que o jogo com o Chile será em La Paz… já já ele vai arrumar um jeito de a Bolívia tomar um gancho da FIFA. Sem querer descambar para a política, acho este senhor discutível… Muito bom de bravatas… muito fraco nas ações!

    Obrigado, Felipe, mas esse novo layout não é nada realmente. Estava cansado do outro. Entrei no WordPress testei alguns – imagino que algumas pessoas devem ter tomado alguns sustos – e escolhi este. Mas é tão provisório quanto o outro. Se quiser me ajudar com o layout, aceito e agradeço. Pagarei quando e se conseguir fazer esse blog dar dinheiro.

  6. Marcelo,

    Eu tomei um susto quando vi o novo layout. Escolheu bem o template, ficou legal.

    Quanto ao post, acho essa briga uma baboseira sem tamanho. O Kléber Leite resolveu virar um herói e só tiro n’água. Há anos que os times sobem e jogam no alto do morro. Se um dia morrer alguém, não será a altitude. É um argumento tão absurdo que um morador do céu poderia dizer que jogar futebol, por si só, também mata do coração, saca o nonsense?

    E desde quando alguém terá tempo para adaptação? Se o Flamengo quiser mesmo, que vá uma semana antes para Cuzco e fique por lá. Como já está na final do Estadual, que diferença fará? O que o KL conseguiu com isso foi deixar os jogadores à vontade para perder.

    O San Lorenzo ganhou de virada do Potosí. O Cruzeiro também vencerá, mas só o Flamengo fica de medinho da altura. Palhaçada.

    Estou vendo que se aproxima o debate Lucas x Lucas, ambos rubro-negros, um contra e outro a favor dos jogos na altitude. Eu ficarei no “x”. Nessa questão, sou coluna do meio, pois ainda nao vi o argumento que me convença.
    Mas sou e sempre serei contra argumentos e medidas idiotas, como essa da Fifa. Se o Zé Bexiga tivesse fixado uma faixa de 2.500-3.000 com três dias de aclimatação e outra acima dos 3.000 com cinco ou seis dias, tudo bem. Mas exigir 14 dias de aclimatação é uma piada. A única chance de isso se aplicar é o clube fazer a pré-temporada no local e estrear contra um time boliviano.
    Sobre o template, ainda é provisório. Para o definitivo, quero algo muito diferente. Quero, por exemplo, ter uma sala de bate-papo na home. Quando um assunto ficar quente demais, como aquele do Botafogo, o assunto pula para lá. Fica mais fácil participar. E aí eu arrumo um tremendo leão-de-chácara virtual para manter todo mundo na linha, hehehe

  7. Lucas Camargo said

    Já que vc deu a deixa, Marcelo, vou dar a minha opinião sincera sobre essa história, pela penúltima vez..hehehe…

    Não sei qual é a altura em que uma pessoa começa a sentir “falta de ar”. Se é 2.500, 2.750 ou 4.000. Tb não sei pq a rarefação tem efeito diferente em diferentes pessoas; pq eu sinto e o xará não sente…e pq o Marcelo só sente de vez em quando. Tb não sei qts dias são necessários para vc se aclimatar às diferentes altitudes (parece que o SPFC nunca precisou…hehehe).

    Mas sei que o problema existe sim! Sei que tem jogador que não consegue fazer esforço físico sem a tal aclimatação! E ai, alguma atitude tem q ser tomada sim! Pq não é justo (ou “fair”, como os inventores do futebol dizem) para com quem não está aclimatado.

    Finalmente, tem outra coisa que eu não entendo…Pq tem gente que não consegue entender isso…Me parece tão claro! Deve ser pinimba pura. Birra mesmo.

    SRN

  8. JoaoBittar said

    LucasC,

    existe mesmo o problema. neste ponto se discute se o Flamengo esta investindo demais e prejudicialmente aos maiores interessesdo clube , nessa questao.
    Tudo tem limite. Concordo com o LucasD que diz que se estah forjando um alibi pra derrota. Acho mesmo que nao eh soh a altitude.
    Na ansia de aparecer, os dirigentes do Flamengo, aqueles de sempre, ficam conjeturando teses sobre como disputar a Libertadores. Provavelmente se baseiam na disputa de 81, 26 anos ( um qaurto de seculo!!!) atras.
    Um equivoco. As coisa mudaram de lah pra cah. Ateh mesmo na Libertadores!
    Um equivoco tb. porque nao eh disso ( esse discurso belicozinho) que o time do Joel precisa. Bola pra ganhar no campo ( a qq altitude )o Flamengo tem.

  9. Lucas Dantas said

    João,

    Roubaste as palavras do meu teclado. O problema existe, ok, mas as pessoas aumentam consideravelmente a questão. O Brasil nunca havia perdido na altitude em Eliminatórias, até que o Taffarel engolisse dois frangos para a Bolívia. Pronto! A falta de ar acabou com a gente. Só não me lembro de ninguém ter reclamado em 1997, quando Zagallo berrou a plenos pulmões “vocês vão ter que me engolir”, depois da vitória por 3×1 na final da Copa américa, contra a mesmíssima Bolívia, na altitude de La Paz.

    Só falta ar quando falta futebol. O resto é desculpa ou álibi de marketeiro. Detalhe: pra quem não sabe, sou Flamengo.

  10. Lucas Camargo said

    Caro João, caro L Dantas

    Pelo menos dois que entendem que o problema existe…Já é alguma coisa.

    Quanto ao exagêro ao qual vcs se referem…É claro que ele existe. É claro que o KL exagera. Mas isso NÃO JUSTIFICA não se fazer nada para impedir o erro que é jogar na altitude. Podia ser o Vasco, o spfc ou o Ibis…Tanto faz…Não é justo fazer um time jogar acima de uma certa altitude, sem a devida adaptação.

    E atenção quem reclamar dos jogos no calor…Desde já informo que concordo com vcs…Nesses lugares, os jogos deveriam ser realizados à noite (ou final da tarde).

    Em suma…não é pq um dirigente “artista” resolve aparecer que devemos negar a existência do problema ou não fazer nada para resolvê-lo.

    SRN

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