Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Chama a CET!

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 17 março 2008

O piloto Rubens Barrichello derrubou as teorias de que entrou no pit mesmo sabendo que estava fechado, pois seus carro não agüentaria mais uma volta sem combustível. Afirmou que não viu a luz vermelha, nem na entrada nem na saída.

A luz na entrada eu não percebi, mas a da saída estava bem na cara dele. Em São Paulo, há semáforos (usei esse termo pois já o vi sendo usado no Rio, hehe)  muito menos bem colocados do que esse.

Barrichello disse que estava ocupado com os botões do volante fazendo ajustes no carro.

O piloto pediu melhorias na sinalização e painéis gigantes para exibir o sinal.

18 Respostas to “Chama a CET!”

  1. Gustavo Oliveira said

    Marcelo, acho que você tem pegado pesado demais com o Rubinho. Nesse caso por exemplo, existem vários atenuantes.
    Primeiro essa regra de fechar o boxe é relativamente nova (do ano passado se não me engano), e como bandeira amarela não é assim algo tão comum na F-1, os pilotos não estão habituados a olhar o sinal na saída do boxe.
    Segundo, ele já havia sido chamado para os boxes antes da bandeira amarela. Ou seja, pode ser que ele não soubesse que a corrida estava em bandeira amarela (só saberia se tivesse sido avisado pelo rádio), e nesse caso, dúvido que qualquer piloto fica atento à essa sinalização, isso é responsabilidade da equipe.
    Terceiro, e essa não tem muito a ver com o assunto, o cara é azarado demais… Se a bandeira amarela tivesse sido dada uns 30 segundos depois ele teria sido o 3o. colocado.

    A propósito, a F1 conseguiu criar uma regra tão esdrúxula que em caso de bandeira amarela, o beneficiado é quem acabou de parar, e não quem ainda estava pra fazer sua parada, vide o caso do Kovaleinen.

  2. Sim, alguns falam semáforo no Rio. Os paulistas!!!

    É sinal, carteira de motorista e contra-cheque. E o feijão carioca é o preto, não o mulato!

    E tenho dito.

  3. Bruno Gremista said

    Gustavo abordou bem o assunto. E é verdade mesmo. Ainda está para nasce o cara mais azarado que o Barrichello. Impressionante! Até quando ele faz tudo certo, algo dá errado. E quando ele faz tudo errado, algo dá errado².

  4. Será só azar? Será que ele nasceu com síndrome de Pato Donald? Se a sorte acopmpanha os competentes, o azar vai com quem?

  5. Gustavo Oliveira said

    Lucas, você sabe porque o feijão carioquinha tem esse nome? Porque o grão cru é rajado e o seu desenho lembra o do calçadão de copacabana.
    Sobre suas outras “reivindicações” a carteira de motorista é mais que justa, porque “carta” é dose pra leão, acho que só nós paulistas falamos assim. Já semáforo é o “nome científico” do “sinal”, “farol” ou “sinaleira”, como dizem os catarinenses aqui da minha região, assim é o mais universal. Agora, já que o Marcelo chamou a CET, acho que deveria ter chamado de farol. Aqui é CETRANS quem cuida da sinaleira por exemplo…

    A propósito, o feijão carioquinha é muito mais saboroso que o carioca… (só pra fazer uma provocaçãozinha, hehehe).

  6. Anísio FC said

    O Barrichelinhozinho merece todas as porradas, é piloto absolutamente vingativinhozinho quando lhe convém…
    Além disso antecipou o emo em séculos, é chorão, faz-se de vítima e acho que passava lápis preto no olho.
    Ontem correu bem, mas eu preferiria que fosse como eu achava, que fez o que fez na parada sabendo de antemão, que queria mais se divertir (Até onde é permitido a um emo divertir-se!) que chegar à zona de pontos ou coisa parecida, acho que ficaria muito mais compreensível que erra reclamação ridícula!

    E tem muita coisa que só paulistano fala, eu sou soteropolitano, mas criado aqui em SP desde a infância (Fiz aniversário de 1 ano na Vila Carrão!) e mesmo entre meus amigos quando era moleque sentia muita diferença: Meio-fio aqui é guia! Contra-cheque aqui é holerith! Farol na Bahia é o Farol da Barra! Quando eu era moleque empinava pipa/papagaio, os outros “quadrado”! As vogais do paulistano são A, Ê, I, Ô, U, no resto do Brasil é A, É, I, Ó, U! acho que só em SP falam mandioca e ainda tinha várias outras coisas que a mim soavam diferente!

    PS: Não consigo comer arroz e feijão preto, sempre peno quando vou ao Rio, prefiro ficar no arroz e salada…

  7. Gustavo, eu sabia sim. Mas continuo dizendo que no Rio o feijão é preto. E assim será enquanto eu viver!

    Anisio, como você faz para comer uma feijoada?

    Sobre o piloto (sic) to contigo. Ele merece as porradas sim. Oportunidades ele teve e sempre desperdiçou. Mesmo quando podia mostrar que era homem, resolveu colocar o rabo entre as pernas e aceitar ordens. Numa boa, não me venham com aquela de “ele é empregado e você faria o mesmo”, porque se eu ganhasse o que ele ganha, jamais me submeteria aos ridículos que ele passou na Ferrari. Cairia fora com o respeito de todo mundo e mercado aberto em qualquer escuderia. Mas fazer o que se ele nasceu no Dia da Tartaruga (23 de maio)?

  8. Gustavo Oliveira said

    Anisio, aqui em Santa Catarina também é A, Ê, I, Ô, U. Eu tenho uma cunhada catarinense que é professora do primáiro que casou com um carioca e hoje mora no Rio de Janeiro. A maior dificuldade dela pra dar aula lá foi ter que se adaptar ao É e Ó. Não tenho certeza mas desconfio que o correto seja mesmo falar Ê e Ô, até porque a conjunção “e” não tem acento enquanto o verbo “é” tem.

  9. Flavio said

    Lucas, não se esqueça também que é totó e não pembolim. E que RG é carteira de identidade hehehe E o feijão é preto!

    Quanto ao Barrichelo, ele é azarado, sem dúvida. Mas o Raikkonen sempre foi azarado e foi campeão do mundo…

  10. Maurício said

    Uma pergunta que não quer calar: O que o Rubinho fez para você?

  11. Anísio FC said

    Pra mim Maurício?
    Bem… Eu gosto desse negócio de F1 aí e sou ferrarista… Basta?

    O “é” do verbo só tem acento pra diferenciar da conjunção “e”, acho que sempre que existirem palavras escritas iguais e uma delas é um verbo, o acento pra diferenciar fica com o verbo, tipo: para e pára… Falava de São Paulo, mas as coisas que escrevi servem de São Paulo pra baixo.
    O engraçado é que paulista engole a letra S no plural, tanto quando gaúcho, paranaense, etc… E não sei porque cargas d’água o carioca quando vai falar a hora nunca fala no plural, é “onze hora”, mas no geral fala os “s” dos plurais.
    Lembro de uma história ótima sobre isso, num dos lugares em que trabalhei um amigo paulista resolveu sacanear o Lula (Então eterno candidato!) e usou uma piada que sempre era contada pelo José Simão e me disse: “O Lula é um candidato singular, engole todos os ‘esse'”, respondi já rindo: “Todos os ‘esse’?”.
    E feijão preto é só pra feijoada mesmo…😀

  12. Anísio FC said

    Outra coisa absolutamente traumática pra mim: Aprendi a ler muito novo, com 3/4 anos e claro que isso foi ensinado por meus pais, baianos. Quando comecei a estudar o pré-primário a professora pediu pra que eu lesse as vogais, aí soltei o A, É, I, Ó, U… A professora me “corrigiu” e disse que eu errei e que o certo era o tal Ê, Ô…
    A mulher não imaginava o efeito que aquilo teve em mim, que era absolutante antinatural pra mim ler aquelas letras fechadas, aí emudeci, nunca me soltava quando tinha que ler qualquer coisa!

  13. JoaoBittar said

    Provavelmente a origem do termo Carta aqui entre nos paulistas, deva-se a grandissima influencia da lingua italiana, maior do que em qualquer outra metropole “brasiliana”.
    Carta em italiano “vuol dire” Papel.
    Holerith devia ser a marca da “coisa” que fazia os contra-cheques por aqui. Alias, se Holerith eh esquisito, contra cheque eh do tempo do Delfim. Desatualizou como o cruzeiro e o cheque. Contra-Cartao talvez?
    Talvez ninguem acredite ( hehehe) mas noto que aqui em Sampa ( para os foraneos,pois aqui ninguem se refere a cidade assim ) se usa cada vez Menos o termo Farol para identificar o cada vez mais “normal” semaforo.
    Ainda que nao creiam, existe um processo de educacao urbana coletiva.
    E evidentemente nao eh soh aqui.
    E existe uma globalizacao ( no sentido da TV ) de norte a sul leste a oeste do Brasil que a gente nao faz ideia se nao viajar prlo Pais.
    Massacrante em termos de eficiencia.

  14. JoaoBittar said

    Anisio,
    E a questao de engolir os esseS, essa vem tambvem da linga italiana cujo plural termina E no feminino e I no masculino.
    Per questo, engolimo os esse e fazemu concordancia com ignorancia.. hehehe
    Mas Antonio de Alcantara Machado, escreveu um livro inteiramente em linguagem paulista-italiana, o “Juo Bananere” , uma obra prima, que faz satira a Olavo Bilac naquele dialeto
    Entre 1900 e 1930, circa, a colonia italiana foi poderossisima em SaoPaulo por muito populosa e trazer movimentos sindicais e muitas novidades a mais do que pacata provincia paulistana.

  15. Maurício said

    Menos Anísio a pergunta foi feita ao dono do blog, que adora criticar o Rubinho. Para quem não sabe os especialistas nos jornais de ontem atribuiram em média 6,5 para o piloto, que fez uma bela corrida.

    Maurício
    , eu não tenho nada contra o Barrichello, mas sua ele recorrentemente estraga seu próprio trabalho com erros bestas e então joga a culpa do erro para os outros. Se ele dissesse, errei e ficasse nisso, tudo bem. Mas jogou a culpa para os sinais. Parafraseando o Romário, o Barrichello de boca fechada é um poeta.

  16. Fernando said

    Holerith é o nome do caboclo que inventou/aperfeiçoou a leitora de cartões perfuradoros, precursora dos computadores, confome informa a versão 2.0 da Bíblia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Herman_Hollerith. Ficou o hábito. Eu tenho holerite, não contracheque.

    É isso, Fernando. No Rio Grande do Sul, vaso sanitário se chama patente pelo mesmo motivo. Quando começou a chegar aquela coisa de louça branca, ninguém sabia o nome. E estava gravado “patente registrada” ou “patente requerida”. Ficou patente. Da mesma forma no interior de São Paulo (não sei se em outros estados também), foram famosas as “camas patente”, com o estrado feito de molas (para pôr o colchão de palha em cima), pois eram as primeiras camas de desenho patenteado que desembarcavam nestes terras.

  17. Anísio FC said

    Essa da patente eu não sabia, mas existe o hábito de se chamar o produto pela marca e o nome da marca acabar virando um produto qualquer, alguns que muita gente ainda usa: KiBoa, Cândida, Bombril, Palhinha (Que era marca de palha de aço também), Band Aid, Leite Moça, Pão Pullman, lá na minha terra grampo de cabelo é – ao menos era – Miss (Com o sotaque virou algo como missi), Quentinha no Rio, Marmitex em SP, Durex (Fica colante que teve que mudar de nome, pois Durex ficou só como marca de bateria!), Kombi (Essa é como chamam a perua no Rio!), Xerox, Maisena (Aí é um caso de inversão, o produto se chama Maizena, mas maisena – com s – e amido de milho são sinônimos mesmo) e tem muito mais coisas, lembro-me que eu tinha um abela relação desses negócios…

  18. Felipe Bohrer said

    Semáforo só em placa! Aqui é sinal de trânsito, e feijão pra mim tem que ser o preto e não aquele desbotado sem gosto que se come em outros estados!

    Será que o Rubinho já preparou o recurso dele ao Detran de Melbourne?

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