Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Archive for the ‘Automobilismo’ Category

Chama a CET!

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 17 março 2008

O piloto Rubens Barrichello derrubou as teorias de que entrou no pit mesmo sabendo que estava fechado, pois seus carro não agüentaria mais uma volta sem combustível. Afirmou que não viu a luz vermelha, nem na entrada nem na saída.

A luz na entrada eu não percebi, mas a da saída estava bem na cara dele. Em São Paulo, há semáforos (usei esse termo pois já o vi sendo usado no Rio, hehe)  muito menos bem colocados do que esse.

Barrichello disse que estava ocupado com os botões do volante fazendo ajustes no carro.

O piloto pediu melhorias na sinalização e painéis gigantes para exibir o sinal.

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Uma pergunta que não cala – 19

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 17 março 2008

O que tem de tão atraente (tamanho, cor, posição) no botão do limitador dos McLaren? Hamilton apertou-o no ano passado e perdeu o campeonato e Kovalainen apertou-o na Austrália e jogou no lixo uma bela ultrapassagem sobre Fernando Alonso.

A ativação desse botão não poderia ter um controlador (ex: não funciona acima de 150 km/h)?

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Do doce, só o gosto

Posted by Marcelo Damato em domingo, 16 março 2008

Numa corrida cheia de lambanças, Rubens Barrichello foi levando o carro com segurança. Chegou a sonhar com pódio, mas aí começaram as desventuras em série.

Em primeiro lugar, a estratégia da equipe de economizar um reabastecimento não deu certo. Nos box, foi uma trapalhada só – ou melhor, várias. Entrou com luz vermelha, enroscou-se com a mangueira (não por culpa dele) e saiu de novo no vermelho.

Se fosse nas ruas, Barrichello perderia pelo menos dez pontos. Nas pistas, perdeu três. Não foi dessa vez que saiu do zero. E uma chance como essa – três pilotos que nem terminaram marcaram pontos – vai ser difícil de se repetir. Aguardemos.

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Tudo pela vitória

Posted by Marcelo Damato em domingo, 16 março 2008

Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, afirmou numa entrevista ao jornal britânico “Mail on Sunday” que nas próximas semanas vai começar a formatar um novo sistema de pontuação, para ser implantado em 2009.

Ecclestone acha que com o sistema atual de dez pontos para o vencedor e oito para o segundo transformou os pilotos em administradores de prova.

“Hoje em dia os pilotos não correm mais riscos. Preferem um segundo lugar a brigar pelo primeiro. E a palavra-chave na expressão corrida de carros (tradução livre para a expressão inglesa “motor racing”) é corrida”.

O manda-chuva da F-1 defende simplesmente que não haja mais contagem de pontos. Leva o título quem vencer mais – em 1982, por exemplo, Keke Rosberg, pai de Nico, foi campeão com apenas uma vitória.

Mas pode ser uma manobra para chegar a um ponto intermediário. Afinal nuncana história da F-1, o segundo lugar valeu tanto em relação ao primeiro. A categoria começou 75% (seis contra oito pontos). Nos anos 60 essa relação caiu para 67% (6 x 9). No final dos anos  80, quando Prost perdeu o título mesmo com mais pontos (havia descartes), passou a 60% (6 x 10) e finalmente subiu para 80% (8 x 10).

Aliás a volta do sistema de descartes, que valoriza as vitórias, não está afastada.

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Papelão espanhol

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 4 fevereiro 2008

Torcedores espanhóis no circuito de Barcelona hostilizam o piloto inglês Lewis Hamilton nos treinos da semana passada (foto “The Sun”/Reprodução).

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Por causa dessa palhaçada contra o piloto mulato da McLaren, a FIA já discute o cancelamento dos dois GPs marcados para este ano naquele país. O que é mais impressionante é que uma parcela importante dos ibéricos tem ascendência moura (como eu, aliás). E os mouros ocuparam boa parte da península até uns 700 anos atrás.

O Ministério inglês do Esporte emitiu uma nota de condenação afirmando que não é a primeira vez que esportistas ingleses são hostilizados na Espanha por sua cor de pele.

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Brincando de vidraça – 7

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 1 fevereiro 2008

“Ainda não alcancei o ápice da minha forma física. Mas tenho certeza de que vou parar antes que alguém me diga para o fazer”

Rubens Barrichello, piloto da Honda e recordista de corridas na história da F-1.

Para avaliar a dimensão dessa declaração, alguns fatos:
1) Só quatro pilotos conseguiram seu primeiro título mundial com pelo menos 36 anos, idade que Barrichello terá no final deste ano. O mais velhos foram os primeiros campeões da categorias. Alberto Ascari tinha 44 anos quando venceu em 1950 e Juan Manuel Fangio tinha 40 no final de 1951.
O último foi dessa lista Mario Andretti, que tinha 38, ao vencer o campeonato de 1978. Desde então praticamente ninguém foi campeão pela primeira vez com mais de 30 anos.
2) O heptacampeão Michael Scchumacher tinha 36 anos quando conquistou seu sétimo título mundial.
3) Nenhum piloto brasileiro foi campeão de F-1 com mais de 35 anos.
4) Nenhum piloto foi campeão pela primeira vez com mais de 150 GPs disputados. Barrichello tem 253.

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Brincando de vidraça – 6

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 31 janeiro 2008

O único motivo da minha saída da Ferrari foi porque meu espaço não era suficiente. Sempre pedi mais espaço e eu não sou uma pessoa que se satisfaz com o segundo lugar

Rubens Barrichello, piloto da Honda, após oito temporadas consecutivas em que terminou com menos pontos do que o companheiro de equipe, seis na Ferrari e duas na Honda

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Brincando de vidraça – 5

Posted by Marcelo Damato em quarta-feira, 30 janeiro 2008

“Estranhamente, eu só estou percebendo o quanto eu sou bom agora”

Rubens Barrichello, piloto da Honda, no lançamento do carro novo. Em 2007, ele marcou zero ponto

* A rubrica “Frases Imortais”, que sempre teve um certo caráter humorístico, ganha mais importância, passa a receber outro nome e outro tratamento gráfico em razão da “dimensão” dessa declaração. A numeração foi mantida. Podem apontar seus estilingues.

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O terror e o rali

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 4 janeiro 2008

Ameaças terroristas na Mauritânia forçaram o cancelamento do Rali Dacar.  Sei que não é politicamente correto falar assim, mas não fiquei chateado. Acho o esse rali um absurdo. É um monte de carros e caminhões correndo em locais em que pessoas passam, muitas sem serem avisadas. Em nome da competição, mantém-se o percurso em segredo e se arriscam as vidas das pessoas.

Todos os anos morrem alguns habitantes (menos nos últimos, é verdade), e eles nem sequer são nomeados pelos organizadores. Os balanços oficiais são mais ou menos assim. “Na edição deste ano morreram o piloto Fulano, o motocilista Beltrano e mais sete pessoas locais”. Sem nomes, como se fossem bichos.

Anos atrás, vi um documentário impressionante. Os habitantes são avisados com muito pouca antecência de que o rali passará por sua cidade. Assim, montam esquemas precários de fornecimento de água e pequenos serviços. Para o ano seguinte, se preparam melhor. E tomam na cabeça, porque o rali passa por outros lugares.

Como escreveu um amigo meu há uns 12 anos: alguém imagina o que aconteceria se um grupo de milionários africanos decidisse organizar uma competição pela estradas vicinais, ruas e campos da França e atropelasse uma criança que fosse?

Para muitos africanos, o cancelamento deve ter sido uma bênção. Para eles o terror é o Dacar.

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Quando um é demais, dois é o quê?

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 28 dezembro 2007

Depois do Flamengo, agora é a vez de o Corinthians entrar nessa de participar da Fórmula Superliga, a tal competição entre carros decorados com cores e escudos de times de futebol.

Pôr um centavo nisso que seja é uma besteira. Primeiro porque o sucesso não vale nada. Vale menos do que um título de basquete. Segundo porque cada centavo gasto ali poderia estar sendo gasto no time.

O Flamengo diz que não vai gastar um centavo com isso. Só que nunca aparece a pessoa que arcará com a despesa. O Corinthians não deu detalhes até agora.

Para times que têm as contas em dia e buscam um retorno a longo prazo em termos de imagem mundial, dá para discutir. Para quem tem 100 ou 200 milhões de reais em dívida, caso, grosso modo, desses dois clubes, é incompreensível.

Essa competição tem cheiro daquelas pessoas que sempre procuram um atalho para a fortuna. E que no final deixam um atalho para dívidas. Para os outros pagarem, claro.

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Honda confia no título, com Button

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 24 dezembro 2007

O presidente da equipe Honda, Nick Fry, deu uma mostra de como andam as coisas na equipe. Disse que a contratação de Ross Brawn devolveu à equipe a confiança de que poderá brigar pelo título mundial. Com Jenson Button, ressaltou.

“Jenson mostrou uma lealdade admirável com o time, mesmo antes do anúncio da contratação de Brawn. Ele é uma pessoa do nosso time, com quem nos damos bem e acreditou que podemos vencer”, disse Fry.
Fry não fez nenhuma menção ao outro piloto da Honda, o brasileiro Rubens Barrichello.

Dias antes, Fry havia dito que compreendia a desmotivação do brasileiro com o carro de 2007, mas ressaltou que o mau desempenho dele não poderia ser creditado apenas à máquina. Afinal. Button terminou o ano com seis pontos e Barrichello, com nenhum.

OBS: procurando na internet, achei outra declaração de Fry sobre Barrichello. O que é incrível é que é de antes da temporada.

Quem quiser ler no original, clique abaixo

Fry expects ‘different’ Barrichello in ’07 

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Morte em Interlagos

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 10 dezembro 2007

Quando se vê uma morte como a de ontem em Interlagos, a primeira pergunta que vem à cabeça é se ela poderia ter sido evitada. Os carros são de uma fragilidade impressionante, de estrutura tubular semelhante aos carros das primeiras décadas da Fórmula 1. Mas, do jeito que foi a batida, Sperafico só teria escapado se estivesse num carro-forte. Pegou bem na porta dele.

A questão se volta ao autódromo. A pista é linda, mas seu traçado é muito apertado. Há muitos pontos sem área de escape. Em vários trechos deveria ser tratada, do ponto de vista da segurança, como um oval.

Agora, devem melhorar a segurança da pista. Nada como uma tragédia para fazer o pessoal se mexer…

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