Além do Jogo

O blog do Marcelo Damato

Archive for the ‘Estádios’ Category

Esperando Teixeira

Posted by Marcelo Damato em domingo, 16 março 2008

O Atlético-PR vai apresentar até o fim do semestre o projeto de reformulação da Arena da Baixada. Nele, está previsto o fechamento do anel e uma série de melhorias na parte “velha”, para tornar a arena mais confortável e mais rentável.

O Atlético tem de fato não um, mas dois projetos. Um, mais completo e com certo grau de requinte, é para o caso de o estádio ser escolhido sede da Copa de 2014. Se isso não acontecer, será usado, o outro bem mais barato.

O Atlético já tem parceiros interessados no financiamento da obra mas não pode fazer nada enquanto, Ricardo Teixeira e a Fifa não baterem o martelo. Vai que escolhem o estádio de Blumenau…

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Delírios em Blumenau

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 13 março 2008

Isso não é ficção nem provocação deste blog ou de alguém.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina anunciou um projeto para construir um estádio para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014 em… Blumenau.

Isso mesmo. A cidade que não está nem entra as quatro principais do esporte nesse estado (que são Joinville, Florianópolis, Chapecó e Criciúma) espera ser uma das dez ou 12 cidades do Brasil contempladas com jogos da Copa.

As surpresas não param aí. O projeto prevê capacidade para 30.975 pessoas, menos que os 40 exigidos para jogos de Copa. E o preço da construção é de R$ 35 milhões. Como comparação, o Engenhão custou R$ 370 milhões.

Alguns destaques do projeto:
– Cobertura para a arquibancada na maior parte do estádio
– Estacionamento de três níveis
– Passarela ligando ao futuro terminal de passageiros
– Dois pavimentos de quadras
– Possibilidade de ampliação para 40 mil lugares, igualmente cobertos

Blumenau tem apenas um time de futebol profissional, o Metropolitano, que está na primeira divisão apenas desde 2005. A última vez que um time da cidade foi campeão estadual foi em 1964, com o Olímpico.

De onde viria o dinheiro para o estádio? Do Tesouro, claro.

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Um chamariz para o Beira-Rio

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 10 março 2008

No último sábado, a diretoria do Internacional fez uma promoção, usando como motivo o Dia Internacional da Mulher. Na partida, contra o Brasil, de Pelotas, as mulheres puderam entrar de graça.

O jogo, que deu ao Inter a liderança do grupo 2, vitória de 2 a 0,registrou um público de 46.472 pessoas, das quais 11.709 mulheres. Nas quatro primeiras partidas do Inter no Beira Rio, o público variou entre 14.700 e 17.800 pessoas.

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“Adeus” ao Maracanã

Posted by Marcelo Damato em sábado, 8 março 2008

A International Board faz neste fim de semana sua reunião anual para analisar mudanças das regras.

A primeira proposta a ser analisada significa, caso aprovada, o fim do Maracanã que todos conhecem. Estabelece que qualquer partida para jogos de seleção tenha de ter o tamanho padrão das Copas do Mundo desde 1990 e dos principais estádios italianos: 105 m x 68 m.

Atualmente, o Maracanã (Morumbi e Parque Antarctica idem) usam quase (quando tem o “quase”) as dimensões máximas hoje permitidas 110 m x 75 m.

A redução na largura será de sete metros. Com ela, haverá menos espaço, menos jogadas e menos gols, uma das marcas dos mais importantes estádios brasileiros.

A solução será ter duas dimensões, uma para jogos nacionais, outra para internacionais. Mas as traves terão que ser aproximadas em cinco metros.

Numa época em que falta espaço nos campos, os dirigentes da Fifa deveriam pressionar os estádios a alargar as medidas, não a estreitá-las.

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Bobô no banco dos réus

Posted by Marcelo Damato em quarta-feira, 5 março 2008

Bobô, na qualidade de então presidente da Sudesb, e o engenheiro Nilo dos Santos Jr., engenheiro civil responsável pelo estádio, foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio culposo e lesão corporal, pelas mortes e ferimentos causados em razão do desabamento de parte de um degrau da arquibancada da Fonte Nova, no fim do ano passado.

Sete pessoas morreram e 80 ficaram feridas no desabamento.  O Ministério Público afirma que ele agiram com imprudência e negligência ao liberar o estádio.

Nenhum dirigente da Federação Baiana, do Bahia, da CBF ou do governo estadual foram acusados perante a Justiça Criminal.

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O torcedor é um teimoso – 1

Posted by Marcelo Damato em domingo, 24 fevereiro 2008

O blog inaugura hoje mais uma rubrica, dedicada ao mais infeliz (e talvez, trouxa) dos consumidores, o torcedor de futebol, que agüenta de tudo para satisfazer sua paixão (talvez, vício). Estão todos convidados a contar suas histórias.

Começo com o que houve neste sábado (23), na reabertura do Parque Antarctica.

Não mudaram o sistema de venda de ingressos. Logo houve fila imensas.

A PM parou seus carros em fila dupla na rua Turiassu, uma das ruas que circundam o estádio e uma das principais portas de entrada. Formou um congestionamento monstro em toda a região.

O ingresso de arquibancada foi colocado a R$ 30. O setor Visa custou R$ 50, maldisfarçados no valor de R$ 49,50. Mesmo nesse setor “VIP” e no qual se paga com cartão de crédito, houve fila para entrar.

Havia cambista por todos os lados.

O preço do estacionamento estava em R$ 30. Mesmo assim, faltava lugar.

Além disso, em todas as ruas do entorno, torcedores andavam no meio dos carros, aumentando a confusão.

Por que no Brasil não aparece um luminar que determine que ruas como a Turiassu devem ficar fechadas aos carros em dias de jogo? Isso acontece no mundo inteiro, menos no Brasil. Na Bombonera construída num bairro de ruas estreitas, o bloqueio acontece a três quadras do estádio.

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O novo Parque Antarctica

Posted by Marcelo Damato em sábado, 23 fevereiro 2008

O Palmeiras volta a jogar hoje em seu estádio. O adversário não poderia ser melhor, o Rio Preto o último colocado (e olhando de outro modo, não poderia ser pior, é o lanterna, mas venceu os dois últimos jogos).

Reformaram os vestiários, criaram armários personalizados, como na Europa. Usaram até a imagem do Evair para inspirar (ou assustar) os atacantes do time.

Mas a principal mudança foi no gramado. Substituíram a velha grama São Carlos, usada desde os anos 70 (em substituição à Batatais) pela Bermuda, mais fina, que supostamente permite que a bola corra mais. De quebra aumentaram o campo para 110 m x 75 m, o que o torna o maior campo do Brasil e um dos maiores do mundo (na maioria dos estádios das principais ligas européias, a dimensão é a usada em jogos internacionais: 105 x 68).

O campo vinha sendo culpado há décadas pelos fracassos do time no Parque Antarctica. O engraçado é que nas épocas em o Palmeiras chegou a ficar quase um ano invicto em casa, ninguém reclamava da grama.

O curioso é que, de toda a reforma, a única parte que apresenta defeitos evidentes é justamente a grama.

Por fim, uma pergunta: qual é a motivação dessa moda nova voltar a chamar o estádio de Palestra Itália, enterrando o nome popular Parque Antarctica – um caso tão antigo de uso de nome de empresa no estádio que pouca gente se dá conta? É um “rissorgimento” do espírito italiano, algo despropositado dado que a maioria da torcida não tem essa ascendência, ou uma jogada de marketing – “limpar” o nome para facilitar sua venda posterior?

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O mistério da Fazendinha

Posted by Marcelo Damato em sábado, 23 fevereiro 2008

O Corinthians está acenando com a volta dos jogos no seu antigo estádio. Mas corre o risco de mais uma vez dar com os burros n’água.

A principal razão sempre alegada para proibir jogos do Corinthians na Fazendinha foi que o estádio comporta 14 mil duzentas e poucas pessoas, enquanto o Regulamento Geral das Competições da FPF exige 15 mil lugares. As reformas que colocarão novas saídas no meio da arquibancada vão certamente reduzir esse total.

Como 14.200 menos alguma coisa pode dar 15 000? Ou vão reduzir os espaços para criar mais lugares?

A FPF informou que não há possibilidade de abrir exceção ao limite de 15 mil lugares. E, mesmo que a capacidade mude, a PM, que veta jogos no local, teria de ser convencida.

Atualização: A diretoria do Corinthians informa que o documento que possui registra uma capacidade de 18 mil lugares e que a reutilização do estádio já foi discutida com a PM, a Prefeitura e a FPF. Está esperando a lista de exigências para começar as obras.

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Estádio sem alicerce

Posted by Marcelo Damato em quarta-feira, 20 fevereiro 2008

A construção do estádio do Corinthians sofreu um baque. A comissão formada para estudá-lo se dissolveu dizendo que não poderia dar um parecer até o próximo dia 25, quando termina a opção de construtora que se propõe a fazê-lo.

Outra questão é que um conselheiro, Edgard Soares, que já foi vice em váreas áreas na gestão de Alberto Dualib e há algum tempo faz parte do time de colaboradores da Agência Futebol Interior, é que é uma espécie de padrinho do projeto.

Ele afirma que não irá ganhar comissão nenhuma, nem mesmo da construtora.. Mas a questão é que quase ninguém acredita nele. O Corinthians já disse que não pagará comissão. Mas a construtora, não.

Há uma série de problemas a serem superados até o início das obras. Uma delas é a resistência da prefeitura em autorizar a construção de um estádio na beira da Marginal Tietê, uma das principais artérias de tráfego da cidade.

E tudo precisaria ser aprovado até o dia 25. Parece muito difícil, para dizer o mínimo.

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O mapa da Fiel

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 15 fevereiro 2008

Essa é a localização do terreno onde o Corinthians pode construir o estádio.

O infográfico é da Globo.Esportes.com

corinthiansestadio.jpg

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O velho Camp Nou

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 12 fevereiro 2008

Como o Maracanã, o Camp Nou também terá suas peladas de final de temporada. Mas as semelhanças param aí. Para conseguir uma data, não é preciso ser amigo de ninguém, basta procurar o departamento de marketing do clube.

E pelada no Camp Nou tem seus requintes. O jogo tem árbitro, escalação anunciada pelo sistema de som do estádio. Os jogadores podem levar amigos para torcer, podem jogar à noite e até pedir para gravar o jogo em DVD. No final cada um ganha uma foto do time com a inscrição “Eu joguei no Camp Nou”.

Mas essa “Camp Nou Experience”, para usar o jargão dos marqueteiros, custa um bocado. Só pela partida paga-se 40 mil euros (R$ 102 mil). Cada jogador a mais do grupo básico de 35 jogadores custa mais 600 euros. Cada torcedor, com direito a uma visita guiada pelo estádio mais um coquetel, paga 60 euros. Acender os refletores custa 2.800 euros e a gravação do DVD, 6 mil.

No Maracanã, os amigos da Suderj costumavam pagar R$ 4 mil por uma pelada.

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A fraude da meia entrada

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 4 fevereiro 2008

Sempre me chamou a atenção nos jogos do Rio a quantidade meias entradas. Um dos leitores deste blog chegou dizer que superam a metade dos ingressos vendidos. O número é muito alto e suspeitava da antiga prática de fraude nas carteiras de estudante.

Mas a fraude é diferente e feita de forma escancarada. Reproduzo aqui alguns trechos da coluna desta segunda-feira de Eduardo Tironi, editor do Lance no Rio de Janeiro.

“O que o presidente da Suderj provavelmente já não sabe é que os ingressos já estão mais baratos nas bilheterias do Maracanã… Sábado um amigo de São Paulo (…) foi ao clássico entre Vasco e Botafogo.(…) Chegou à fila da bilheteria (…) Quem estava perto deu a dica ‘Compre meia-entrada que ninguém pede carteira de estudante’. Meu amigo desconfiou. Chegou sua vez, entregou os R$ 60 ao bilheteiro, que perguntou ‘não prefere meia?’ Meu amigo desconfiou de novo: ‘E se eu chegar à catraca e tiver de apresentar a carteira de estudante?’ O bilheteiro não desistiu de ‘ajudar’ meu amigo: ‘Só precisa mostrar a carteira aqui. Vendo as duas meias por R$ 40 e estamos conversados’. (…) Nessa R$ 10 foi para algum bolso.”

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O jogo dos sem-teto

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 1 fevereiro 2008

Corinthians e Barras (PI) vão se enfrentar pela primeira fase da Copa do Brasil sem poder jogar em casa. O Albertão, em Teresina, e o Pacaembu, em São Paulo, foram vetados pela CBF, por falta de laudos.

O jogo de ida, no dia 13 de fevereiro, será no Serra Dourada, em Goiânia, porque não há estádio nem no Piauí nem no Maranhão apreovados pela CBF.

O jogo de volta deverá ser no Morumbi.

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Nada mais do que o óbvio

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 31 janeiro 2008

As exigências que o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, faz para liberar o Engenhão para o Flamengo são de fazer cair o queixo. De tão banais.

Eis o que o Botafogo exige e o Flamengo não quer pagar

1) Aluguel de estádio pela cota padrão, cerca de 15% da renda,
2) as diárias de bilheteiros, porteiros e fiscais da Fferj, o chamado quadro móvel,
3) a ambulância prevista no Estatuto do Torcedor,
4) ressarcimento caso por eventuais danos provocados pela torcida e
5) o valor cobrado pela PM pelo policiamento.

Enfim, apenas o que qualquer clube paga quando não joga em estádio próprio.

Depois disso, cabe uma pergunta: se o Flamengo está fazendo essa briga toda para não pagar o que ninguém duvidaria que seja sua obrigação, quem cobre essas despesas todas quando o Rubro-Negro joga no Maracanã? Os cidadãos do Rio de Janeiro?

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A pedagogia da morte

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 31 janeiro 2008

Depois que morreu gente na Fonte Nova, e um dirigente da CBF está sendo acusado de responsabilidade no caso, a CBF resolveu agir.

Numa confissão tácita de que as vistorias que promovia eram uma balela, passou a exigir laudos do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária e da PM. Os estádios que não os conseguissem até o dia 30 não poderiam ser usados na Copa do Brasil.

Catorze estádios não os apresentaram. Aí a CBF disse que a proibição é apenas para a primeira rodada. Vai ter prova de “recuperação”.

Para quem não sabe, os estádios são

Mané Garrincha (DF), Nhozinho Santos (MA), Douradão (MS), Geraldão (MT), Baenão (PA), Aflitos e Arruda (PE), Albertão (PI), Ribeirão (RR), Alfredo Jaconi (RS), Conselheiro Galvão (RJ), Anacleto Campanella, Canindé e Pacaembu (SP).

É um vexame que São Paulo seja o campeão nesse quesito. E que a CBF tenha levado tanto tempo para tomar uma atitude.

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O exemplo do marqueteiro

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 29 janeiro 2008

Beckham é um dos jogados mais taxados de marqueteiro. Só quer saber de moda, filmes, festas. Bola que é bom, nada.

Mas Beckham veio ao Brasil nesta terça, para inaugurar uma filial de sua megaacademia em Natal. nem passou por Rio e São Paulo. Veio inaugurou e está indo embora (provavelmente já terá ido quando você ler isso).

Mas Beckham vai fazer em Natal o que ninguém faz faz tempo: um estádio.

Será um estádio pequeno, nada de sonhos com a Copa do Mundo. É para categorias de base. Terá 10 mil lugares, todos cobertos. De longe, se parece com o que o São Paulo quer construir no CT de Cotia.

De perto, ainda é preciso esperar e conferir.

estadio-beckham.jpg

Cadê os estádios do Bebeto, do Romário, do Ronaldo, do Ronaldinho, do Kaká… Será que só Beckham enxerga o que ele está vendo? Visão que se resume numa frase:

“Não vim aqui para ensinar ninguém a jogar. Os brasileiros são os melhores do mundo”

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O novo estádio do Grêmio

Posted by Marcelo Damato em quinta-feira, 24 janeiro 2008

O Grêmio deve definir em fevereiro onde pretende construir seu novo estádio. Há dois projetos concorrentes. Um é capitaneado pela construtora brasileira Norberto Odebrecht, uma das principais empreiteiras de obras públicas do país. Ela defende a construção no bairro de Humaitá, um lugar menos valorizado. A vantagem é que durante a obra o Olímpico ficaria de pé. A desvantagem é ter de comprar outra área.

A outra proposta é da empresa portuguesa TBZ, a mesma que negocia com o Botafogo a gestão do Engenhão. A proposta é derrubar praticamente toda a área social, construir estádio e prédios de escritório e remodelar a área social.

Só falta um “detalhe”: que vai pagar a conta de R$ 400 milhões, custo aproximado dos dois projetos?

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Tempestade em Liverpool

Posted by Marcelo Damato em sexta-feira, 18 janeiro 2008

Não só o Manchester United enfrenta problemas com seus donos norte-americanos. Os donos do Liverpool, os investidores George Gillet e Tom Hicks (o mesmo da Hicks Muse, ex-parceira do Corinthians), estão à beira de um rompimento.

Ou o governo de Dubai comprará a metade de Hicks no clube, ou este deve arrumar um comprador para a parte de Gillet.

Antes que isso aconteça, os investidores continuam com o plano de erqguer um novo estádio. Não o farão com dinheiro próprio, mas com um megaempréstimo de 350 milhões de libras (R$ 1,2 bilhão), feito pelo Banco da Escócia.
Se algo der errado, o clube poderá entrar num buraco sem precendentes…

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A síndrome da Fonte Nova

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 8 janeiro 2008

Por décadas, os brasileiros assistiram a jogos em estádios malprojetados, malconstruídos, mal-administrados e malconservados. alguns mesmo decrépitos. A CBF fazia vista grossa, os governos faziam vista grossa, o Ministério Público fazia vista grossa e até os tercedores faziam o mesmo, mas eram só esses que corriam risco.

De tanto correrem, alguns morreram na Fonte Nova, no fim do ano passado. E as autoridades começaram a se mexer e interditar praças esportivas.

Primeiro foram os estados iniciados com a letra P – Pará, Paraná e Pernambuco – que saíram a fechar estádios. Agora, o Ministério Público de Alagoas fechou o estádio Rei Pelé.

Se a moda se espalhar mais, os Estaduais do Brasil correm risco de “acabar”. Não pelos motivos que muitos defendem – falta de viabilidade econômica, de dinheiro, de interesse do público. Mas simplesmente por não ter onde jogar.

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O mistério que vem de Portugal

Posted by Marcelo Damato em terça-feira, 8 janeiro 2008

Parece cada vez mais que o grupo de empresas que surgiu em Portugal para operar com futebol não faz bem o que promete. O primeiro caso é o da LusoArenas, empresa que se diz  especializada em construção de estádios, mas que nem no próprio site aponta um estádio que tenha construído.

Em comunicação ao blog, a empresa afirma que seus parceiros são confidenciais e citou apenas dois: Náutico e governo da Bahia, sendo que este nem sequer confirma o acordo.

Agora surge no noticiário a TBZ, apontada como uma gestora de estádios, mas que consegue apontar apenas um. o estádio da Cidade de Coimbra. De fato, parece ter mais experiência em gestão de marcas.
Em vários lugares é dito que a TBZ administra o Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid. O que existe é que ela é a gestora da marca Real Madrid na Europa. O acordo é recentíssimo, acertado no final de outubro.

No Brasil a TBZ negocia para ser a gestora do Engenhão, em parceria como Botafogo, e integra uma das propostas para construir e gerir o novo estádio do Grêmio.

A empresa diz que tem 11 anos, mas não se consegue saber o que fazia nos primeiros anos.

Para um país que necessita de mais trabsparência na admonistração do futebol, eses parceiros estão no mínimo na contramão.

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Dois estados sem estádios

Posted by Marcelo Damato em domingo, 30 dezembro 2007

As mortes na Fonte Nova pelo jeito fizeram os governos de outros estados sem mexerem. No Pará, apenas o Mangueirão foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros para a disputa do estadual. Todos os demais estádios inscritos para receber jogos do Estadual foram vetados.

A situação é mais grave no Recife (PE). Os estádios de Sport, Náutico e Santa Cruz foram considerados em péssimas condições e podem ser vetados para o início do Estadual.

Sport e Náutico já começaram as obras,. O Santa Cruz não fez nem isso com o Arruda apontado como o pior.

Tomara que não fique só nisso.

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Jogando para a torcida

Posted by Marcelo Damato em sábado, 22 dezembro 2007

O governador da Bahia, Jacques Wagner, aquele que decidiu pela demolição da Fonte Nova sem ter nenhum laudo nas mãos, sancionou lei que institui uma pensão aos parentes das vítimas do acidente no estádio.

A lei, porém, não prevê alguns “pequenos” detalhes: quando a indenização começa a ser paga, qual o valor, qual será o tempo de duração e quais os requisitos para ser merecedor do benefício. Isso será decidido mais tarde. Detalhes.

Claro, para que a pressa? E como era mesmo o slogan do governo Lula para o Projeto Fome Zero? Era “quem tem fome tem pressa”.

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Novo Parque não terá “amendoim”

Posted by Marcelo Damato em sábado, 22 dezembro 2007

O futuro do velho estádio está definido no projeto do novo Parque Antarctica. Se a parceria sair do papel, a arquibancada ficará de pé. Mas o prédio da administração deve ir para o chão, para dar lugar a um novo setor para o público daquele lado. Camarotes e sociais, onde fica a turma do amendoim, serão remodelados completamente. Se o projeto sair do papel, claro

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O projeto do novo Parque Antarctica

Posted by Marcelo Damato em segunda-feira, 17 dezembro 2007

Muitos palmeirenses, como o colega Rubens Leme, estão preocupados com o modelo de gestão do novo estádio do Palmeiras. Há notícias de todo tipo, que o Palmeiras pagará aluguel para sempre, por 30 anos, que a WTorre será dona do terreno e outras afim

Segundo informações da diretoria, as negociações estão no seguinte pé:

O mais importante para mim é que o contrato será votado pelo Conselho Deliberativos e todos os conselheiros poderão tirar suas dúvidas em sessões prévias antes do dia da votação. Em todo o processo poderão ser feitas sugestões, que em tese poderão levar a mudanças do contrato (claro que serão pouquíssimas). Só depois da aprovação é que haverá a assinatura. Ou seja, haverá pelo menos um mínimo de transparência.

O que foi firmado agora é um protocolo de entendimentos, pouco mais do que uma carta de intenções. Nesse documento ficou estabelecido que:

O terreno do Parque Antarctica sempre será do Palmeiras. Terrenos como o do antigo depósito da Antarctica nem poderão ser usados nesse negócio. Estão reservados para outros projetos

Será formada uma companhia para administrar o estádio, da qual o Palmeiras fará parte. O Palmeiras terá direito a uma parte do lucro líquido.

Neste momento estão se discutindo os termos do contrato. É preciso discutir pontos como o tempo em que essa empresa administrará o estádio até que ele volte às mãos do Palmeiras, quem serão os sócios e a parte de cada um no negócio

A meta é fazer o Parque Antarctica ter mais de 150 eventos por ano, contra a média história de cerca de 45.

A idéia é que, com mais eventos, maior público médio, maior consumo (lanchonetes, lojas etc) e provavelmente aumento no preço dos ingressos, a renda será muito maior e o Palmeiras faturará bem mais do que hoje. E, claro, quem fizer o investimento vai ter que faturar bem também, não só para recuperar o investimento como para ter um bom lucro.

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Um estádio pela cartilha

Posted by Marcelo Damato em sábado, 15 dezembro 2007

O Palmeiras está mostrando cuidado na montagem da parceria do novo Parque Antarctica

Não foi definida quase nenhuma condição do contrato, exceto que o local do estádio continua com o clube e que após o fim da parceria o estádio também será.

Até agora foi assinado apenas uma “carta de intenções”, com alguns entendimentos.

Em até 120 dias deve ser finalizada a minuta de contrato.  Depois os conselheiros, em conversas informais serão informados dele e poderão fazer sugestões. Quando os termos finais ficarem definidos, o estádio será votado pelo conselho.

Se o projeto tiver sucesso será um marco na gestão foi futebol brasileiro, como foi a parceria com a Parmalat, a melhor parceria de gestão já feita neste país. Mas até lá falta muito trabalho. Muito

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